Guia Requisitos, Modelagem e UML

Um parser XMI para modelos UML de linha de produto de software

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Neste artigo será visto como é possível processar um arquivo XMI contendo variabilidades de uma linha de produto de software (LPS). Para tanto, utilizaremos a LPS Arcade Game Maker (AGM) do Software Engineering Institute para ilustrar os principais conceitos.

De que se trata o artigo:

Neste artigo será visto como é possível processar um arquivo XMI contendo variabilidades de uma linha de produto de software (LPS). Para tanto, utilizaremos a LPS Arcade Game Maker (AGM) do Software Engineering Institute para ilustrar os principais conceitos.

Em que situação o tema é útil:

Pesquisadores, gerentes/arquitetos de software e indústria de software em geral que pretendem incorporar em uma ferramenta de linha de produto de software a capacidade de processar arquivos XMI, ou simplesmente fazer o intercâmbio de modelos UML com variabilidades.

Resumo DevMan:

Este artigo apresenta um parser que pode ser utilizado para o processamento de arquivos XMI que contém variabilidade de linha de produto de software. O parser é baseado no framework Open Core e fornece métodos que permitem a obtenção de elementos UML que podem ser manipulados por ferramentas particulares.

Autores: Edson A. Oliveira Junior, Leandro A. Lanceloti e Itana M. S. Gimenes

A abordagem de Linha de Produto de Software (LPS) vem se consolidando nos últimos anos como uma forma sistemática de reutilização de software. Uma LPS representa um conjunto finito de possíveis produtos para um domínio específico. Para tanto, duas atividades principais são realizadas: a Engenharia de Domínio e a Engenharia de Aplicação.

Atualmente, existem ferramentas de apoio ao processo de LPS como, por exemplo, pure::variants [9] e [12]. Tais ferramentas permitem a modelagem de diagramas de características em mais alto nível e compreensíveis pelos clientes. Porém, não apoiam etapas importantes do gerenciamento de uma LPS, como a avaliação da própria LPS.

Avaliar uma LPS significa entendê-la por meio de seus modelos, permitindo ao gerente de LPS obter informações que guiam o desenvolvimento e evolução de uma LPS. Especialmente LPS baseadas em UML, em que diagramas de casos de uso, classes, componentes e atividades são essenciais.

Neste sentido, ferramentas para avaliação de LPS baseadas em UML necessitam manipular modelos UML de uma LPS, bem como as suas variabilidades, para entender o comportamento dos possíveis produtos gerados e, de certa forma, garantir o retorno de investimento (ROI) da LPS. Assim, este artigo apresenta uma parser capaz de processar arquivos XMI, exportados a partir de ferramentas UML, com o objetivo de fornecer os elementos UML com variabilidade (baseada na abordagem SMarty) de uma LPS para que se possa proceder à avaliação de tal linha. Neste artigo, portanto, é apresentado tal parser, bem como exemplos de aplicação deste à LPS Arcade Game Maker (AGM), proposta pelo Software Engineering Institute (SEI) [11]. Os modelos UML disponíveis neste exemplo incluem o diagrama de casos de uso e o diagrama de classes da AGM, bem como o respectivo código XMI.

Linha de produto de software e variabilidade

Uma LPS é um conjunto de sistemas de software que compartilham funcionalidades em comum e gerenciáveis que satisfazem as necessidades específicas de um determinado segmento do mercado [5]. Esse conjunto de sistemas também é chamado de família de produtos e seus membros são desenvolvidos especificamente a partir de uma infraestrutura comum de LPS, o núcleo de artefatos.

O núcleo de artefatos forma a base de uma LPS e, normalmente, inclui a arquitetura de LPS, componentes reutilizáveis, modelos de domínios, requisitos da LPS, planos de teste e modelos de características e de variabilidades [7].

Segundo Weiss e Lai (1999) e Chen et al. (2009), variabilidade é a maneira com que os membros de uma família de produtos se distinguem entre si. Variabilidade pode estar ligada entre diferentes níveis de abstração, como na descrição da arquitetura, na documentação do projeto, no código fonte, no código compilado e no código executável. As variabilidades possibilitam que muitas decisões de projeto sejam adiadas, assim, quanto mais tarde forem tomadas, maior é o número de variabilidades de uma LPS. Decisões tomadas precocemente afunilam o domínio ao qual o sistema pode ser aplicado, prejudicando a reutilização.

O gerenciamento de variabilidades está ligado a todas as etapas do processo de desenvolvimento de uma LPS e envolvem atividades como a identificação, delimitação e implementação de variabilidade, bem como o gerenciamento de variantes [1].

Com base nesses conceitos, a abordagem SMarty [7, 3, 6] foi proposta. SMarty é composta por um perfil UML, o SMartyProfile, e um processo, o SMartyProcess.

O SMartyProfile contém um conjunto de estereótipos e meta-atributos para representar variabilidade em modelos UML de LPS, conforme ilustra a Figura 1. Basicamente, o SMartyProfile usa a notação UML e o seu mecanismo de profiling [8] para fornecer uma extensão do metamodelo padrão da UML e permitir a representação gráfica dos conceitos de variabilidade.

Figura 1. O Perfil SMartyProfile [3].

O SMartyProcess é um processo sistemático que guia o usuário na identificação, delimitação, representação, rastreamento de variabilidades e análise de configurações de produtos de uma LPS. O processo é apoiado pelo SMartyProfile e por um conjunto de diretrizes que guiam o usuário na realização das suas atividades principais.

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