A obrigatoriedade do GTIN, código de barras dos produtos, nas Notas Fiscais Eletrônicas a partir do dia 1° de julho, impulsionará a rastreabilidade
A obrigatoriedade do GTIN, código de barras dos produtos, nas Notas Fiscais Eletrônicas a partir do dia 1° de julho, impulsionará a rastreabilidade
A
Nota Fiscal Eletrônica foi criada com o objetivo de implantar um modelo
nacional de documento fiscal eletrônico para substituir o sistema de
emissão do documento em papel. A validade jurídica é garantida pela
assinatura digital do remetente, o que simplifica as obrigações
acessórias dos contribuintes, reduz papel e permite, ao mesmo tempo, o
acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo Fisco.
Os
benefícios para a sociedade proporcionados pela emissão da NF-e já
foram amplamente discutidos. Sua implantação facilitou a vida do
contribuinte e a fiscalização sobre operações tributadas pelo ICMS e o
IPI. A nota fiscal eletrônica garante a confiabilidade do documento
eletrônico padronizado, aumenta a eficiência da gestão de informações
fiscais e melhora o intercâmbio e o compartilhamento de dados entre os
fiscos e entre as empresas. Além disso, ao influenciar todo o
planejamento logístico da cadeia de suprimentos, a NF-e reduziu,
inclusive, os custos no controle fiscal de mercadorias em trânsito.
A
partir do dia 1° de julho, os benefícios da NF-e serão ainda maiores. O
Governo Federal, por meio do Ministério da Fazenda e do Conselho
Nacional de Política Fazendária (Confaz), determinou a obrigatoriedade
de preenchimento do campo específico para o código de barras dos
produtos, o GTIN – Numeração Global de Item Comercial. O campo para esta
numeração controlada mundialmente pela GS1 já existe, mas, até então,
seu preenchimento não era obrigatório. Do ponto de vista da automação,
segurança e rastreabilidade das entregas de produtos, os processos
logísticos ficarão mais ágeis.
Toda
a sociedade será beneficiada pelo “relacionamento eletrônico” entre o
fluxo físico de produtos e o fluxo de informações. O Brasil é pioneiro
nessa medida e seu modelo de gestão deverá servir de exemplo para outros
países. O número do código de barras - GTIN na Nota Fiscal Eletrônica
facilita a gestão de produtos, sua rastreabilidade e estimula a
automação na cadeia logística. Com a nova norma, o controle e a gestão
de produtos como alimentos e remédios serão otimizados
consideravelmente. No caso dos medicamentos, por exemplo, a
possibilidade de fraude, desvio ou falsificação serão reduzidas
consideravelmente, uma vez que, com o preenchimento do número GTIN, será
possível rastrear o produto em toda a cadeia de suprimentos.
Mas
as vantagens não param por aí. A NF-e já se mostrou capaz de abrir
oportunidades de negócios e empregos na prestação de serviços ligados a
ela, de incentivar o comércio eletrônico e, principalmente, causar o
impacto positivo no meio ambiente. Afinal, quando não se emite mais
notas fiscais tradicionais, reduz-se o consumo de papel, além de evitar o
retrabalho em várias etapas administrativas.
A GS1 Brasil
Fonte: SEFAZ
A GS1 Brasil
A GS1 Brasil, Associação Brasileira de Automação, é uma organização sem
fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global. Em todo o
mundo, a GS1 é responsável pela padronização de processos de logística e
rastreabilidade na cadeia de suprimentos e demanda. Além de estabelecer
padrões de identificação de produtos para o varejo, a associação
oferece serviços e soluções para as áreas de saúde, transporte e
logística. A organização brasileira tem 55 mil associados. Mais
informações em www.gs1br.org e www.gs1.org
Fonte: SEFAZ
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