Jeitosinha cap. XV

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26/12/2005

[b:59abb378cd]Capitulo XV[/b:59abb378cd]

[i:59abb378cd]ETs na história?[/i:59abb378cd]

O júbilo de Jeitosinha durou pouco. Se num primeiro momento a idéia de ter salvo a humanidade era alentadora, horas depois o que a fantástica experiência lhe causava era mais revolta e dor.
De que adiantava ter salvo o mundo, se não obteria pelo seu ato qualquer tipo de reconhecimento? Para o restante da humanidade, ela continuava sendo aquele ser anacrônico, discriminado por fugir dos padrões.

Só uma pessoa na cidade estava se sentindo mais angustiado: Bruno.

Num bairro distante, trancado em seu apartamento, o pobre rapaz refletia sobre a grande - bota grande nisso - emoção que sentiu em sua primeira noite de amor com Jeitosinha. ´Será que eu gostei porque era a minha amada?´, perguntava-se. ´Ou será que tamanho prazer adveio do fato de que tratava-se de um homem? Sou hetero ou gay?´
´Quem é você?´ - Gritou Bruno angustiado, olhando sua imagem no espelho.
Sentia-se sujo. Seus desejos o incomodavam, como se ele tivesse experimentado a fruta do pecado.
Mas ele sabia que Jeitosinha era uma vítima, assim como ele próprio. Ele podia entender que a namorada era um modelo de virtude e pureza, e que seu gesto, ao seduzi-lo, era apenas uma grande manifestação de amor!

Por um momento, olhou para o problema sob outra perspectiva, muito menos dramática: ´Sim, Jeitosinha é pura. É a minha Jeitosinha. Em nome desta pureza vale a pena continuar com ela!´, concluiu.
Se ela fosse um travesti vulgar... mas não! Ela foi criada como uma mulher, sob rígidos padrões morais! Quem sabe eles ainda pudessem ter uma vida juntos, mantendo a condição de Jeitosinha em segredo?

Num fragmento de sonho, Bruno se viu casado com ela, vivendo grandes noites de amor e criando duas crianças adotadas - Cléverson Luís e Suelen Aparecida - como se fossem seus filhos biológicos. Pensou em procurar a sua doce amada naquele mesmo momento e propor a realização do casamento, tão desejado em tempos menos complicados. Mas antes precisava enfrentar seu próprio demônio interior.

Precisava saber se o que sentiu naquela noite mágica foi amor ou pura volúpia. Precisava, enfim, fazer amor com outro travesti e colocar-se à prova!

Bruno resolveu que aquela noite iria a um bordel atrás de respostas. Iria buscar reviver, com uma vulgar criatura da noite, emoções tão... hã... grandes quanto as que viveu com sua inocente Jeitosinha.

Ele mal poderia imaginar a grande surpresa que o esperava...


Não percam o próximo e emocionante capitulo.


Emerson Nascimento

Emerson Nascimento

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