Mais uma vez é Natal!

Off Topic

22/12/2006

Mais uma vez é Natal, na prática a festa do consumo. Valeria a pena se cada um pudesse recuperar as origens da data em um sentido universal.

A data de 25 de dezembro corresponde, aproximadamente, ao solstício de inverno no hemisfério norte, isto é, devido à inclinação da Terra o Sol cada vez parece passar mais baixo no céu. Chega uma data que interrompe esta descida e retorna a passar cada dia mais alto, trazendo a primavera e o verão; a vida para terra antes congelada. No hemisfério sul onde vivemos esta data ocorre em 21 de junho. Os povos Aimarás, dos Andes bolivianos (que constituíam o império Inca ou “O Povo do Sol”), comemoram o ano novo em junho e não em dezembro, mantendo sua cultura e não a do colonizador europeu. Logo, o Natal tem raízes universais e anteriores ao cristianismo, vinculando a divindade ao Sol. Algumas irmandades cristãs se referem ao Cristo como “Nosso Senhor Jesus Cristo, o Sol”. Porém, os pesquisadores “modernos” classificam de ignorantes os povos que adoravam o Sol. A relação entre o Cristo o Sol não é compreendida pelas pessoas.

Da cultura mexicana antiga, antes da chegada dos espanhóis, vem o pequeno relato que segue:

“... a profecia feita a virgem Chimalman em Tula ... que conceberia sem perda de virgindade e daria nascimento ao deus Quetzalcoatl....O mensageiro de deus, Sochiquetzal, anuncia à virgem tal evento...”
(do livro “História ilustrada da arqueologia. Autor C.W.Ceram”}

O estudo comparativo das diversas religiões nos trás muitas surpresas. Por exemplo: Na religião cristã, por vezes, se faz referência à Virgem Maria como “A Rosa Mística”. O nome traduzido do mensageiro Sochiquetzal ,acima citado, é “a subida das rosas ao céu”.

Saindo do nascimento do Cristo e indo para a sua crucificação vale recordar que os missionários católicos ficaram espantados em encontrar cruzes em templos no México. A cruz é um símbolo universal anterior ao cristianismo, associado à fabricação do fogo por atrito. As letras “INRI”, normalmente traduzidas como “Iesus Nazarenus Rex Iudeorum”, são também traduzidas como “Ignes Natura Renovatur Integram” ou “O fogo renova a natureza incessantemente”. Também, “os primitivos” adoradores do fogo, eram ignorantes segundo a “ciência moderna”. A palavra cruz, ainda, é a raiz de “cruzamento” ou ato sexual.

Todos fomos condicionados a traduzir as palavras ditas por Jesus em aramaico “Eli, Eli ,lamma sabacthani” como “Meus Deus ,meu Deus por que me abandonastes”. Interessante que tal expressão existe na língua maia, ainda falada em regiões do México e, traduzido, quer dizer “Eu me refugio na aurora da tua presença”.

Poderíamos traçar comparativos entre o hinduísmo, budismo, religião egípcia antiga, xintoísmo japonês, sufismo maometano, religiões greco-romanas antigas, etc. Por exemplo: A tríade cristã, constituída por Pai, Filho e Espírito Santo, tem correspondente em várias outras manifestações religiosas:

Hinduísmo= Brama , Vishnu e Shiva. Vishnu periodicamente se manifesta no mundo físico. Uma de suas manifestações chamou-se Krishna ,centenas de anos antes do Cristo Jesus;
Egito= Isis, Osíris e Hórus;
Judaísmo= Kether ,Chokmah e Binah.;

“Entre os chineses, Cristo é Fu-ji. Entre os mexicanos, Cristo é Quetzalcoatl. Entre os Japoneses, Cristo é Amida. Entre os persas, ou o Zoroastrismo, Cristo, é Ahura-Mazda. As tribos germânicas pré-cristãs (em suas escrituras sagradas, Os Eddas) citavam a Kristos, o Deus de sua teogonia semelhante a Jesus de Nazaré, nascido em um 25 de dezembro a meia noite”. (do livro As três montanhas de Samael Aun Weor)

Não obstante o exposto, devemos reconhecer o Cristo Jesus como a mais elevada criatura que já pisou na Terra, tendo demonstrado o caminho à custa de extremos sofrimentos físicos e emocionais.

Se analisássemos a questão perceberíamos que as manifestações religiosas são universais, não se opões em sua essência, e existem para que o ser humano se supere e não para sustentar economicamente este ou aquele grupo. Perceberíamos que as possibilidades indicadas a nós, homens e mulheres, vão muito além das quais fomos condicionados a aceitar para estabelecermos as nossas metas de vida. Perceberíamos que para ser religioso não é necessário se transformar numa mula farisaica, ou posar de santo enquanto que, por dentro, se queima de luxúria, inveja, ódio, cobiça etc.

Mas hoje temos o Papai Noel, personagem criado com fins comerciais, entre outros, que não figura em nenhuma religião primitiva ou cristã em sua origem. A simples menção deste personagem já nos faz ter uma visão estúpida do Natal que nos impede qualquer reflexão mais profunda.

Possamos comemorar o Natal integralmente. Não se exclua a felicidade, nem a alegria e o contentamento, de nenhum lar. Entendo ser isto mais possível, tendo-se em conta que a mensagem que envolve a data vai muito alem de ir ao shopping fazer compras.

Abraços a todos.


Rm

Rm

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