Nem Freud escapa
Freud, o chamado pai da psicanálise, foi responsável pelo suicídio de seu aluno mais promissor, Victor Tausk.Enciumado de sua originalidade e de sua mulher, Freud o rejeitou. Tausk deveria ser analisado por Freud, condição necessária para se capacitar como psicanalista. Rejeitado, Tausk então recorreu a Helene Deutsch, também aluna de Freud, mas este a convenceu também abandonar Tausk.
Após o ocorrido Freud, já tendo conseguido o que queria, pode se dar ao luxo de ser magnânimo e escreveu um longo obituário, o maior que já escrevera, sobre o seu falecido discípulo. Mas também disse em outra oportunidade: “... “Há muito o considerava um inútil, na verdade um perigo para o futuro”. Podemos perguntar: Um perigo para quem?
Podemos julgar estúpida a atitude de Tausk -realmente é- mas na psicanálise ocorre a chamada transferência em que o analisado projeta a figura do pai no analista. A dupla rejeição parece ter sido demais.
Pobre Tausk. Se tivesse esperado um pouco talvez percebesse que as atitudes de Freud eram as de um inimigo, e, portanto, não mereciam nenhuma consideração.
Talvez percebesse que inimizade pode ter origem não exatamente em algo que fizemos, mas na inveja, na ira, no complexo de inferioridade ou em qualquer faceta perversa da psique humana. E que se um inimigo, oculto ou manifesto, julga que damos importância a ele, usará exatamente esta importância dada para nos prejudicar. Pode ser pela ironia, pela chacota frente aos demais, ou mesmo pela calúnia.
Alguém já disse também que: As mentes pequenas, quando querem o domínio sobre os demais primeiro diminuem a confiança que estes tenham em si mesmos.
Um pouco de reflexão e Tausk talvez se desse conta e ficasse impermeável a este tipo atitudes, próprias da covardia, e seguisse sua vida apenas.
Pobre Freud. Sua genialidade e conhecimento em psicanálise, que é tida como uma ferramenta para esquadrinhar as motivações humanas, não o impediu de se desrespeitar desta forma, bebendo do cálice de veneno.
Mas se um gênio assim age o que podemos nós esperar? Pobres de nós...
Após o ocorrido Freud, já tendo conseguido o que queria, pode se dar ao luxo de ser magnânimo e escreveu um longo obituário, o maior que já escrevera, sobre o seu falecido discípulo. Mas também disse em outra oportunidade: “... “Há muito o considerava um inútil, na verdade um perigo para o futuro”. Podemos perguntar: Um perigo para quem?
Podemos julgar estúpida a atitude de Tausk -realmente é- mas na psicanálise ocorre a chamada transferência em que o analisado projeta a figura do pai no analista. A dupla rejeição parece ter sido demais.
Pobre Tausk. Se tivesse esperado um pouco talvez percebesse que as atitudes de Freud eram as de um inimigo, e, portanto, não mereciam nenhuma consideração.
Talvez percebesse que inimizade pode ter origem não exatamente em algo que fizemos, mas na inveja, na ira, no complexo de inferioridade ou em qualquer faceta perversa da psique humana. E que se um inimigo, oculto ou manifesto, julga que damos importância a ele, usará exatamente esta importância dada para nos prejudicar. Pode ser pela ironia, pela chacota frente aos demais, ou mesmo pela calúnia.
Alguém já disse também que: As mentes pequenas, quando querem o domínio sobre os demais primeiro diminuem a confiança que estes tenham em si mesmos.
Um pouco de reflexão e Tausk talvez se desse conta e ficasse impermeável a este tipo atitudes, próprias da covardia, e seguisse sua vida apenas.
Pobre Freud. Sua genialidade e conhecimento em psicanálise, que é tida como uma ferramenta para esquadrinhar as motivações humanas, não o impediu de se desrespeitar desta forma, bebendo do cálice de veneno.
Mas se um gênio assim age o que podemos nós esperar? Pobres de nós...
Rm
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