O que é API? O Guia Completo para Entender a Integração de Sistemas

Neste artigo, vamos explicar o conceito de API, entender por que elas são a espinha dorsal da internet moderna e como elas conectam o mundo digital.

Se você já usou o Google Maps em um site de reservas, fez login em um app usando sua conta do Google ou até mesmo viu a previsão do tempo em seu celular, você utilizou uma API. Mas, afinal, como essa "mágica" acontece nos bastidores?

Neste artigo, vamos explicar o conceito de API, entender por que elas são a espinha dorsal da internet moderna e como elas conectam o mundo digital.

O que significa API?

API é a sigla para Application Programming Interface (Interface de Programação de Aplicações). Em termos simples, pense na API como um garçom em um restaurante.

Sem o garçom, você não teria como acessar a cozinha de forma organizada e segura. Da mesma forma, a API atua como uma camada intermediária que permite que duas aplicações diferentes conversem entre si, trocando dados e funcionalidades de maneira padronizada e controlada.

Uma Breve História: A Evolução das APIs

Embora o conceito de API exista desde os primórdios da computação, a era moderna das APIs web começou por volta do ano 2000. Empresas como Salesforce, eBay e Amazon foram pioneiras ao lançar APIs que permitiam a desenvolvedores externos acessar seus dados e funcionalidades. O eBay, por exemplo, permitiu que outros sites integrassem seus leilões, enquanto a Amazon Web Services (AWS) deu origem à indústria de computação em nuvem, toda baseada em APIs.

Os Principais Tipos de APIs

Embora existam vários padrões, o mercado gira em torno de alguns modelos principais:

1. REST (Representational State Transfer)

É o padrão mais popular para APIs web. Utiliza o protocolo HTTP e é conhecida por ser leve, flexível e fácil de manter.

APIs que seguem rigorosamente os seis princípios de REST são chamadas de RESTful. Por sua simplicidade e por se basear em padrões da web já existentes (como os verbos HTTP), tornou-se a escolha dominante para a construção de APIs públicas e privadas.

2. SOAP (Simple Object Access Protocol)

Um protocolo mais rígido e baseado em XML, muito utilizado em sistemas bancários, de telecomunicações e corporativos que exigem segurança extrema e transações bem definidas.

É um sistema mais antigo e, embora ainda seja usado em sistemas legados, seu uso em novos projetos é raro devido à sua complexidade e verbosidade em comparação com o REST.

3. GraphQL

Uma alternativa moderna ao REST criada pelo Facebook em 2012 e de código aberto desde 2015.

Sua principal vantagem é permitir que o cliente peça exatamente os dados que precisa, nem mais, nem menos, em uma única requisição.

Isso resolve o problema de over-fetching (receber dados demais) e under-fetching (precisar fazer múltiplas chamadas para obter todos os dados) comuns em APIs REST.

4. Webhooks (ou "Reverse APIs")

Enquanto uma API tradicional funciona com base em requisições (polling), onde o cliente precisa perguntar ativamente se há novas informações, os Webhooks invertem essa lógica.

Com um webhook, o servidor notifica o cliente automaticamente sempre que um evento específico ocorre.

É uma abordagem reativa e muito mais eficiente para atualizações em tempo real, como notificações de pagamento, atualizações de status de entrega ou mensagens em um chat.

Como funciona uma API na prática?

O funcionamento básico de uma API se baseia em dois pilares principais:

Verbos HTTP: As Ações da API

Para que o servidor saiba o que você deseja fazer com um recurso, as APIs utilizam os Verbos HTTP (também conhecidos como Métodos). Eles definem a semântica da sua requisição. Os quatro verbos principais, que compõem o padrão REST, são:

Códigos de Status: A Resposta do Servidor

Sempre que você faz uma requisição, o servidor responde com um código numérico de três dígitos, ao qual chamamos código de status. Esses códigos são categorizados em grupos para facilitar a identificação de erros ou sucessos:

Autenticação: Garantindo o Acesso Seguro

Uma parte crucial de qualquer API é a autenticação, o processo de verificar quem está fazendo a chamada. Alguns métodos comuns incluem:

Estrutura de uma Requisição Comum

Em APIs do tipo REST, o tráfego de dados ocorre no formato JSON (JavaScript Object Notation), um formato leve e de fácil leitura tanto para humanos quanto para máquinas.

Você pode conferir abaixo um exemplo de uma estrutura de dados JSON:

{ "usuario": "Guilherme", "id": 123, "status": "ativo", "permissoes": ["admin", "editor"] }

Por que aprender APIs é essencial para sua carreira?

Hoje em dia, nenhum sistema nasce isolado. A "Economia das APIs" refere-se ao modelo de negócios onde as funcionalidades de uma empresa são expostas como serviços que outros podem consumir.

Saber construir e consumir APIs permite que você:

Domine a integração de sistemas e APIs

Entender a teoria é o primeiro passo, mas construir suas próprias APIs e saber como integrar serviços de terceiros é o que diferencia um programador amador de um profissional. No nosso Curso de API, você aprenderá desde o protocolo HTTP até a construção de rotas complexas, autenticação com JWT e documentação com Swagger.

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