Artigo Java Magazine 32 - Integração com JBI
Neste artigo, serão mostrados os principais conceitos do JBI e um exemplo usando sua primeira implementação open source, o ServiceMix.
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Integração com JBI
Parte 1: Conhecendo na prática o Java Business Integration
É possível estabelecer um padrão em cenários caóticos de integração? O Java está mostrando que sim, com o JBI
Julio Faerman
Imagine uma grande empresa operando há décadas. Ela certamente possui sistemas legados escritos em linguagens antigas, comunicando-se por protocolos estranhos e obsoletos. Também provavelmente terá aplicações Java de diversos sabores: de console, web, EJB, Swing. E há sempre os “contornos técnicos” – scripts, planilhas do Excel etc. Não seria bom se todas essas aplicações pudessem se comunicar de maneira padronizada e independente de fornecedor? Esta é a idéia do Java Business Integration – JBI.
O Java Business Integration é uma especificação do JCP (JSR-208), que define padrões para a integração de aplicações através de um "barramento de serviços corporativos". Neste artigo, serão mostrados os principais conceitos do JBI e um exemplo usando sua primeira implementação open source, o ServiceMix.
Integração corporativa
A integração entre aplicações é um desafio antigo, e muitas tecnologias já foram desenvolvidas para que aplicações comuniquem-se eficientemente. Antes de mergulhar no JBI, precisamos conhecer as principais técnicas de integração, e suas vantagens e desvantagens, para melhor entender quais problemas a nova tecnologia resolve.
Troca de arquivos
A troca de arquivos é o tradicional processo de exportar arquivos de um sistema e importar em outro. É uma forma de integração muito comum no processamento em lote (batch), típico dos mainframes. As principais dificuldades desse tipo de integração estão na definição do formato para os arquivos e na sincronização das informações existentes com as novas, depois de cada importação de dados.
A disseminação do XML facilitou a definição dos formatos para a troca de arquivos, mas o problema de sincronização permanece difícil. Uma vantagem da integração por troca de arquivos é dispensar softwares intermediários de integração, pois o sistema operacional já fornece quase toda a infra-estrutura necessária, requerendo talvez apenas um analisador para o formado escolhido, por exemplo um parser XML.
Bancos compartilhados
Nessa forma de integração, as aplicações que precisam se comunicar lêem e escrevem no mesmo banco de dados. Isso elimina grande parte do problema de sincronização, pois ao se cadastrar uma informação nova, as outras aplicações terão acesso a ela instantaneamente.
Como a maioria das aplicações corporativas já usa bancos de dados relacionais, a integração por bancos compartilhados é muito comum. A principal desvantagem é a dificuldade de se chegar a um modelo de dados que atenda a todas as aplicações – um problema particularmente complexo quando se está usando software de terceiros, como um ERP, que dificilmente lida com outros modelos de dados além daqueles que ele mesmo define ou suporta.
RPC
Muitas vezes é importante compartilhar não somente dados, mas funcionalidades completas. Uma das primeiras tecnologias criadas para esse fim foi a invocação ou chamada remota de procedimentos (RPC). Usando RPC, objetos são publicados para que seus métodos possam ser invocados remotamente através da rede. Para objetos Java, diversas tecnologias de publicação e invocação remota estão disponíveis, como RMI, EJB e JAX-RPC.
Normalmente a invocação remota é tratada por classes intermediárias geradas automaticamente (stubs" [...] continue lendo...
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