Artigo Java Magazine 66 - Java EE 6
Artigo da Revista Java Magazine Edição 66.
Java EE 6
Uma plataforma mais madura e recheada de novos recursos
Depois do sucesso alcançado com o lançamento da versão 5, a plataforma Java Enterprise Edition (Java EE) continua seu processo de evolução com foco no amadurecimento dos padrões e na flexibilidade
De que se trata o artigo:
Um resumo das novidades da plataforma Java EE 6, apresentando os principais objetivos dessa versão da especificação, alguns detalhes, e um pouco de código das principais APIs como JSF, JPA e EJBs, bem como as novas APIs Web Beans, Bean Validation e JAX-RS.
Para que serve:
Este artigo é interessante para as pessoas que estão envolvidas em projetos que utilizam as principais APIs de Java EE e tem interesse em JPA, JSF, EJBs, Web Beans e outras APIs da plataforma Java EE 6.
Em que situação o tema é útil:
Este artigo é útil para as pessoas que estão trabalhando com alguma versão de Java EE, pois oferece um resumo das principais mudanças na nova versão, ou seja, atualizações das APIs existentes e novas APIs.
Resumo DevMan:
A plataforma Java EE vem passando por mudanças significativas desde sua versão 5, lançada em 2006. Atualmente, a preocupação dos membros do JCP com essa plataforma se concentra na facilidade de desenvolvimento e na flexibilidade para integração com novas tecnologias e frameworks. A Java EE 6, que está em fase de especificação e prevista para lançamento ainda em 2009, faz uso de anotações como forma de facilitar o desenvolvimento e reduzir a necessidade de arquivos de configuração complexos. O conceito de prunning passa a fazer parte da plataforma como meio para eliminar tecnologias ultrapassadas que já foram substituídas por tecnologias mais poderosas. A plataforma se torna mais flexível em função da definição de profiles, para permitir o uso de servidores Java EE menores com suporte a tecnologias Java EE mais específicas. Para facilitar a integração com outros tecnologias e frameworks que não fazem parte da plataforma Java EE, está sendo prevista a inclusão de vários pontos de extensão. Essas e outras mudanças da plataforma Java EE são discutidas neste artigo cujo objetivo é preparar os desenvolvedores que usam a plataforma Java EE para usufruir de todas essas melhorias quando a nova versão estiver disponível.
Desde o lançamento de sua primeira versão, em 1999, a plataforma Java EE tem passado por inúmeras alterações. Sem dúvida alguma, as mudanças mais significativas aconteceram na Java EE 5, lançada em 2006. Mas as melhorias não param por aí. A Java EE 6, que já está sendo especificada e tem previsão de lançamento para 2009, traz para a plataforma melhorias importantes no que diz respeito ao amadurecimento de APIs e à flexibilidade da plataforma como um todo. O objetivo dessas melhorias é facilitar ainda mais o desenvolvimento de aplicações e aumentar as possibilidades de integração com outras tecnologias e frameworks.
Nosso objetivo neste artigo é apresentar uma visão geral sobre as principais alterações previstas para a plataforma Java EE 6. É bom lembrar que algumas das especificações dessa versão ainda estão sendo desenvolvidas e, portanto, até o lançamento oficial da JSR 316 (Java EE 6), ainda podemos ter outras alterações. No artigo, os exemplos que correspondem às especificações ainda não concluídas são baseados nos documentos fornecidos pelo expert group responsável pela especificação.
Para complementar o entendimento sobre o futuro da plataforma Java EE, veja também a entrevista com o líder da especificação Java EE 6 – Roberto Chinnici, que faz parte desta edição.
Plataforma Java EE
A plataforma Java EE é especializada no desenvolvimento de aplicações multicamadas, baseadas em componentes distribuídos, executadas em um servidor de aplicações. Esse servidor (compatível com a especificação Java EE) oferece uma série de serviços de infra-estrutura aos componentes da aplicação (ex. tolerância a falhas, segurança, transações, autenticação, distribuição, etc.) que ajudam a garantir a robustez da aplicação sem que o desenvolvedor necessite escrever muitas linhas de código para isso.
Em suas primeiras versões, o antigo J2EE sofreu inúmeras críticas em função da complexidade do desenvolvimento de componentes. Porém, com o lançamento da Java SE 5 (a versão Standard Edition que trouxe o recurso de anotações para a plataforma) essa curva de aprendizado foi drasticamente reduzida.
Na Java EE 5, o foco foi basicamente na simplicidade de desenvolvimento de componentes, com o uso intensivo de anotações e Injeção de Dependência, a inclusão do JavaServer Faces (JSR 127) e a substituição do padrão Entity Beans pelo padrão Java Persistence API (JSR 220).
Vencida a barreira da complexidade de desenvolvimento, o objetivo na Java EE 6 (JSR 316) passa a ser a busca pela maturidade da plataforma, por meio da evolução e fortalecimento de seus padrões, e o aumento na sua flexibilidade de uso e integração. Os líderes dessa especificação, que abrange várias outras JSRs, são Roberto Chinnici e Bill Shannon. Porém, essa JSR também conta com a colaboração do criador do Spring Framework – Rod Johnson – que agora integra o expert group da Java EE 6.
O maior desafio na especificação da Java EE 6 tem sido na definição de novos conceitos para a plataforma: profiles, extensibility e pruning. Esses conceitos (discutidos adiante) permitem melhor adequação da plataforma às diferentes necessidades do mercado e mais facilidade de integração com novas tecnologias, frameworks e aplicações." [...] continue lendo...
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