Artigo WebMobile 07 - Introdução ao SuperWaba

Este artigo fará uma introdução ao desenvolvimento para dispositivos móveis utilizando o SuperWaba.

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Introdução ao SuperWaba

Nos últimos anos a computação móvel tem ganhado cada vez mais importância no mundo da informática. Atualmente, dispositivos como o celular tem se aproximado cada vez mais das funcionalidades de um Pocket PC e vice-versa.

Porém, uma coisa ainda não mudou: a variedade de sistemas operacionais para cada dispositivo, o que deixa a realidade das aplicações multiplataforma um pouco distante.

Felizmente, surgiram projetos bastante interessantes neste sentido. Um deles é o Waba, mantido pela Wabasoft. Waba é uma Maquina Virtual (VM do inglês Virtual Machine) para aplicações móveis e que está presente atualmente para as plataformas DOS, Linux, Windows CE, Gameboy e PalmOS.

Contudo, o Waba ainda tinha algumas deficiências, tais como o suporte somente a dois tons de cores (preto e branco) e a falta de suporte para threads entre outros recursos. Foi então que surgiu o SuperWaba, criado por Guilherme Campos Hazan. O SuperWaba é uma versão melhorada do Waba em muitos aspectos, e roda em dispositivos móveis com os sistemas operacionais WindowsCE, PalmOS e Symbiam OS.

Este artigo fará uma introdução ao desenvolvimento para dispositivos móveis utilizando o SuperWaba, abordando desde suas origens, as ferramentas disponíveis para o desenvolvimento de aplicações nessa plataforma, até os detalhes de uma simples aplicação escrita com o mesmo.

História do SuperWaba

O SuperWaba começou no início de 2000 quando Guilherme Campos Hazan (Guich) percebeu que o Waba (linguagem, máquina virtual e SDK para PalmOS e Windows CE) era simples demais para criar uma aplicação financeira. Rapidamente ele começou a adicionar alguns métodos, classes, como também criou um teclado virtual para o Waba. Desejando compartilhar seu trabalho com o resto do mundo, ele criou o  Waba 1.0G (G = Guich).

A intenção era que as mudanças feitas no 1.0G fossem repassadas para o Rick Wild (criador do Waba) incluir na distribuição padrão do Waba, mas isso nunca aconteceu.

Então Guich continuou aperfeiçoando o Waba 1.0G, e na próxima versão o nome foi mudado para SuperWaba. Uma das mais importantes mudanças no SuperWaba 1.1 e 1.2 foi o suporte para janelas popup. Na versão 1.2 Dave Slaughter portou a versão PalmOS do SuperWaba para o WindowsCE. Até este ponto, o SuperWaba era apenas uma outra versão do Waba com exceção de algumas classes e métodos nativos aperfeiçoados.

O real desafio surgiu no início de 2001: adicionar suporte para tons de cinza (pois Waba só possuía suporte a dois tons de cores: preto e branco) em todos os dispositivos com PalmOS, iniciando com PalmProfessional e PalmOS 2.0. Mas para colocar suporte à tons de cinza, Guich teve que criar algumas funções do assembler 68k (a Palm não tinha lançado suporte a tons de cinza até a versão PalmOS 3.5). O suporte para cores também foi adicionado rapidamente no SuperWaba. Após centenas de otimizações de alto nível, o SuperWaba ficou agora 2x mais rápido do que o Waba. A partir de outubro de 2001 Guich deixou seu antigo emprego para dedicar seu tempo para construir um SuperWaba cada vez melhor. Renato Rocha Ribeiro também entrou no time para ajudar na estrutura de negócios do SuperWaba. No início de 2003, Marcos Guirland Nosowad entrou no time para produzir produtos de alta qualidade e aperfeiçoamentos voltados para a plataforma SuperWaba. Em setembro de 2003 Pierre G. Richard também se juntou ao time. Marcos e Pierre irão brevemente oferecer serviços de consultoria, treinamento e suporte nos USA e na França, respectivamente. O  próprio Guilherme oferece esses mesmos serviços aqui no Brasil."

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