[Off Topic] CLT x PJ
Verificando um artigo, gostaria de levantar uma um assunto sobre CLT x PJ. O artigo é muito interessante e se referente a todos os níveis de profissionais da área de informática. Por favor leiam, reflitam e postem suas opiniões. Se possível coloque o estado onde reside pois a tributação de cada estado é diferente.
O Artigo:
CLT x PJ - Quem perde é o profissional de TI.
Com exceção de algumas poucas empresas de grande porte, ou empresas públicas, a forma de contratação de profissionais qualificados de TI passou da arcaica CLT (carteira assinada) para a famosa PJ (Pessoa Jurídica), nem vou comentar nesse artigo as Cooperativas.
Quem perde é o profissional de TI.
A CLT é muito paternalista e protecionista, entretando para um certo nível de profissionais, principalmente os de TI, está causando uma certa ´marginalização´.
Senão, vejamos. Os profissionais de TI estão cada vez mais especializados, investimentos na carreira são necessários periodicamente, pois estamos em uma profissão onde a tecnologia de hoje, é passado daqui a poucas horas. E são investimentos caros. Portanto, é preciso dar a esses profissionais uma remuneração de acordo com essas características.
Além disso, os projetos, cada vez mais curtos e incertos, a concorrência e a terceirização, levaram as consultorias a contratarem seus profissionais na forma de PJ. Primeiro para evitarem os vínculos trabalhistas, podem dispensar seus colaboradores no mesmo momento em que o projeto termina.
Depois, conseguem pagar melhor seus colaboradores, pois evitam uma série de encargos, e podem até mesmo contratar mais pessoas. Por exemplo, um profissional contratado no regime CLT com um salário de R$ 5.000,00, só de INSS por parte da empresa custará R$ 1.500,00 (mais ou menos). Contratando esse profissional como PJ, poderá pagar um pouco mais, considerando-se os outros encargos, e ainda poderia contratar um profissional junior com os R$ 1.500,00 do INSS.
Então, virou uma festa. Todas só querem contratar como PJ. Além do que pagando mais, conseguem manter por mais tempo seus profissionais.
Agora, é que começam os graves problemas. 10¬ dos profissionais com quem conversei e que trabalham no regime de PJ, não pagam seu INSS. Dos 90¬ que pagam, o fazem sobre apenas 1 salário mínimo.
Agora imaginem, se um desses profissionais adoece, ou em piores casos, fica inválido ou morre. Vão sair de uma remuneração de cinco mil, para míseros R$ 260,00. Vão conseguir sobreviver?
Há!! basta pagar um plano de previdência privada. Não é suficiente. E se vc ficar doente e tiver que passar a receber do INSS ??
Fazer uma lei que obrigue empresas de TI a recolherem o INSS sobre o teto também não é a solução.
Qual é a solução ? Também não vamos abaixar os salários de ninguém.
No meu entender, é preciso rever alguns conceitos. A CLT é muito boa para alguns, e marginaliza outros. Seria interessante discutir uma CLT Setorizada. Não podemos tratar igual os diferentes.
O profissional que trabalha como PJ já não possui, 13º, FGTS e são poucos que prevêm em seus contratos férias. Você não abriria mão de alguns desses benefícios para ter mais segurança, e continuar a ter uma boa remuneração ?
Envie a sua opnião sobre o assunto, e vamos debater o tema. Precisamos encontrar uma solução, antes que seja tarde demais.
JR.
O Artigo:
CLT x PJ - Quem perde é o profissional de TI.
Com exceção de algumas poucas empresas de grande porte, ou empresas públicas, a forma de contratação de profissionais qualificados de TI passou da arcaica CLT (carteira assinada) para a famosa PJ (Pessoa Jurídica), nem vou comentar nesse artigo as Cooperativas.
Quem perde é o profissional de TI.
A CLT é muito paternalista e protecionista, entretando para um certo nível de profissionais, principalmente os de TI, está causando uma certa ´marginalização´.
Senão, vejamos. Os profissionais de TI estão cada vez mais especializados, investimentos na carreira são necessários periodicamente, pois estamos em uma profissão onde a tecnologia de hoje, é passado daqui a poucas horas. E são investimentos caros. Portanto, é preciso dar a esses profissionais uma remuneração de acordo com essas características.
Além disso, os projetos, cada vez mais curtos e incertos, a concorrência e a terceirização, levaram as consultorias a contratarem seus profissionais na forma de PJ. Primeiro para evitarem os vínculos trabalhistas, podem dispensar seus colaboradores no mesmo momento em que o projeto termina.
Depois, conseguem pagar melhor seus colaboradores, pois evitam uma série de encargos, e podem até mesmo contratar mais pessoas. Por exemplo, um profissional contratado no regime CLT com um salário de R$ 5.000,00, só de INSS por parte da empresa custará R$ 1.500,00 (mais ou menos). Contratando esse profissional como PJ, poderá pagar um pouco mais, considerando-se os outros encargos, e ainda poderia contratar um profissional junior com os R$ 1.500,00 do INSS.
Então, virou uma festa. Todas só querem contratar como PJ. Além do que pagando mais, conseguem manter por mais tempo seus profissionais.
Agora, é que começam os graves problemas. 10¬ dos profissionais com quem conversei e que trabalham no regime de PJ, não pagam seu INSS. Dos 90¬ que pagam, o fazem sobre apenas 1 salário mínimo.
Agora imaginem, se um desses profissionais adoece, ou em piores casos, fica inválido ou morre. Vão sair de uma remuneração de cinco mil, para míseros R$ 260,00. Vão conseguir sobreviver?
Há!! basta pagar um plano de previdência privada. Não é suficiente. E se vc ficar doente e tiver que passar a receber do INSS ??
Fazer uma lei que obrigue empresas de TI a recolherem o INSS sobre o teto também não é a solução.
Qual é a solução ? Também não vamos abaixar os salários de ninguém.
No meu entender, é preciso rever alguns conceitos. A CLT é muito boa para alguns, e marginaliza outros. Seria interessante discutir uma CLT Setorizada. Não podemos tratar igual os diferentes.
O profissional que trabalha como PJ já não possui, 13º, FGTS e são poucos que prevêm em seus contratos férias. Você não abriria mão de alguns desses benefícios para ter mais segurança, e continuar a ter uma boa remuneração ?
Envie a sua opnião sobre o assunto, e vamos debater o tema. Precisamos encontrar uma solução, antes que seja tarde demais.
JR.
Jrjoliv2003
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Respostas
Massuda
21/11/2004
Antes de mais nada, gostaria de dizer que estou empregado em regime CLT, mas trabalhei um breve período como PJ.
Não acho que a questão seja a CLT ser arcaica ou paternalista... a CLT é apenas um bode expiatório. O grande vilão é o INSS e os impostos/taxas calculados com base no total da folha de pagamento e não no faturamento.
Uma coisa que já observei é que sempre que uma empresa propõe trabalhar como PJ aos seus profissionais, o discurso gira em torno da CLT ser arcaica, da necessidade de modernização e de ganho de competividade da empresa. Geralmente isso vem acompanhado de apelos emotivos para as pessoas vestirem a camisa da empresa, dar o sangue, etc.
Quando passei por isso, um advogado contratado para bolar e executar esse processo que nos ´apresentou´ a sugestão. Ele disse que tinha uma proposta vantajosa a todos; basicamente consistia em nos demitir e em seguida contratar como prestadores de serviço. Passados pouco mais de seis meses, sai de lá e voltei a ser CLT. Hoje, depois de um ano que saí de lá, penso o seguinte dessa experiência:
[list:2ce1faadbd][*:2ce1faadbd]A empresa jamais proporia algo que não fosse vantajoso para ela; ter trabalhadores PJ reduz drasticamente o custo da empresa com o INSS (que é calculado em cima do total de salários). Por outro lado, o risco envolvido, ou seja, a empresa ser pega numa fiscalização do Ministério Público do Trabalho, é relativamente pequeno. [b:2ce1faadbd]Normalmente achamos que isso está evitando a mordida do Leão, mas na prática estamos aumentando o rombo do INSS[/b:2ce1faadbd].
[*:2ce1faadbd]Para o trabalhador PJ, o custo de manter uma empresa aberta dentro da Lei e seguindo todas as regras é alto... muitas pessoas embarcam nessa imaginando que não vão pagar mais nada ao Governo e acabam sendo pegas de surpresa ao descobrirem a quantidade de impostos e taxas que devem pagar. [b:2ce1faadbd]A vantagem inicial (mais dinheiro no bolso) só pode ser obtida/mantida se o trabalhador PJ também tomar algumas ´liberdades´[/b:2ce1faadbd]... por exemplo abrir uma empresa de digitação ao invés de consultoria em desenvolvimento de software.
[*:2ce1faadbd]Gostaria de saber se isso é regra, já que observei isso num grupo pequeno de pessoas... [b:2ce1faadbd]pessoas casadas não são tão receptivas a trabalhar como PJ quanto pessoas solteiras[/b:2ce1faadbd]. No meu caso, os casados toparam porque tem família para sustentar, mas todos sairam de lá assim que conseguiram trabalho CLT. A maior parte dos solteiros não se mostrou preocupado com a mudança. Fiquei com a impressão que os solteiros não se sentem tão pressionados a terem uma renda estável quanto os casados.
[*:2ce1faadbd]Outra coisa que observei... [b:2ce1faadbd]os mais jovens são mais receptivos a trabalhar como PJ do que os mais velhos[/b:2ce1faadbd]. A princípio eu achava que era porque é difícil para quem tem 20 anos imaginar o que irá acontecer aos 60 anos. Mas hoje eu acho que também contribui para isso a expectativa de receber uma remuneração que equivale a um salário que antes demoraria 5-10 anos para atingir.[/list:u:2ce1faadbd]Não sei como isso se resolve, mas quando o trabalhador topa ser PJ, no mínimo ele deve estar ciente de que está abrindo mão de alguns direitos e que a empresa está ganhando (muito) com isso.
A CLT é muito paternalista e protecionista [...]
Não acho que a questão seja a CLT ser arcaica ou paternalista... a CLT é apenas um bode expiatório. O grande vilão é o INSS e os impostos/taxas calculados com base no total da folha de pagamento e não no faturamento.
Uma coisa que já observei é que sempre que uma empresa propõe trabalhar como PJ aos seus profissionais, o discurso gira em torno da CLT ser arcaica, da necessidade de modernização e de ganho de competividade da empresa. Geralmente isso vem acompanhado de apelos emotivos para as pessoas vestirem a camisa da empresa, dar o sangue, etc.
Quando passei por isso, um advogado contratado para bolar e executar esse processo que nos ´apresentou´ a sugestão. Ele disse que tinha uma proposta vantajosa a todos; basicamente consistia em nos demitir e em seguida contratar como prestadores de serviço. Passados pouco mais de seis meses, sai de lá e voltei a ser CLT. Hoje, depois de um ano que saí de lá, penso o seguinte dessa experiência:
[list:2ce1faadbd][*:2ce1faadbd]A empresa jamais proporia algo que não fosse vantajoso para ela; ter trabalhadores PJ reduz drasticamente o custo da empresa com o INSS (que é calculado em cima do total de salários). Por outro lado, o risco envolvido, ou seja, a empresa ser pega numa fiscalização do Ministério Público do Trabalho, é relativamente pequeno. [b:2ce1faadbd]Normalmente achamos que isso está evitando a mordida do Leão, mas na prática estamos aumentando o rombo do INSS[/b:2ce1faadbd].
[*:2ce1faadbd]Para o trabalhador PJ, o custo de manter uma empresa aberta dentro da Lei e seguindo todas as regras é alto... muitas pessoas embarcam nessa imaginando que não vão pagar mais nada ao Governo e acabam sendo pegas de surpresa ao descobrirem a quantidade de impostos e taxas que devem pagar. [b:2ce1faadbd]A vantagem inicial (mais dinheiro no bolso) só pode ser obtida/mantida se o trabalhador PJ também tomar algumas ´liberdades´[/b:2ce1faadbd]... por exemplo abrir uma empresa de digitação ao invés de consultoria em desenvolvimento de software.
[*:2ce1faadbd]Gostaria de saber se isso é regra, já que observei isso num grupo pequeno de pessoas... [b:2ce1faadbd]pessoas casadas não são tão receptivas a trabalhar como PJ quanto pessoas solteiras[/b:2ce1faadbd]. No meu caso, os casados toparam porque tem família para sustentar, mas todos sairam de lá assim que conseguiram trabalho CLT. A maior parte dos solteiros não se mostrou preocupado com a mudança. Fiquei com a impressão que os solteiros não se sentem tão pressionados a terem uma renda estável quanto os casados.
[*:2ce1faadbd]Outra coisa que observei... [b:2ce1faadbd]os mais jovens são mais receptivos a trabalhar como PJ do que os mais velhos[/b:2ce1faadbd]. A princípio eu achava que era porque é difícil para quem tem 20 anos imaginar o que irá acontecer aos 60 anos. Mas hoje eu acho que também contribui para isso a expectativa de receber uma remuneração que equivale a um salário que antes demoraria 5-10 anos para atingir.[/list:u:2ce1faadbd]Não sei como isso se resolve, mas quando o trabalhador topa ser PJ, no mínimo ele deve estar ciente de que está abrindo mão de alguns direitos e que a empresa está ganhando (muito) com isso.
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Aerreira
21/11/2004
Presto serviços de TI a um hospital há 18 anos, desde o inicio como PJ (sem férias, 13°, FGTS, etc). Há pouco houve mudança na diretoria e fiquei em vias de ser despensado, fui verificar quais poderiam ser meus direitos, até mesmo tentar requerer algum tipo de vínculo empregatício, e acabei chegando a conclusão que não tenho direito a nada além de uma pequena multa por rescisão do contrato, mais nada. Por enquanto meu contrato continua de pé, não sei até quando.
Cabe a nós, prestadores de serviços, mantermos nossas contribuições ao INSS e todos os demais impostos (que não são poucos) em dia e num patamar adequado e reservar dinheiro para custear férias, 13° e fgts. Mas acredito isto ser quase uma utopia, pois com o dinheiro na mão poucos são aqueles que guardam o que realmente deveriam, e certamente estou nessa.
Enquanto isso, por não ter nenhuma exclusividade a esta empresa, tenho outros trabalhos que complementam as necessidades, mas realmente me sinto muito inseguro com minha situação.
PS: sou casado + 3 filhos.
Cabe a nós, prestadores de serviços, mantermos nossas contribuições ao INSS e todos os demais impostos (que não são poucos) em dia e num patamar adequado e reservar dinheiro para custear férias, 13° e fgts. Mas acredito isto ser quase uma utopia, pois com o dinheiro na mão poucos são aqueles que guardam o que realmente deveriam, e certamente estou nessa.
Enquanto isso, por não ter nenhuma exclusividade a esta empresa, tenho outros trabalhos que complementam as necessidades, mas realmente me sinto muito inseguro com minha situação.
PS: sou casado + 3 filhos.
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Jrjoliv2003
21/11/2004
Postei essa mensagem com o intuito de tirar algumas dúvidas minhas e de outros profissionais da área. Atualmente estou estagiando em uma empresa de médio porte (Rio de Janeiro). Lá a maiorira dos analistas são PJ. A qualquer momento podem me fazer ou não uma proposta de trabalho, já que me formo no mês que vem. Andei pesquisando sobre salários de um recém formado e sobre direitos e deveres de uma pessoa jurídica. Os impostos são muitos. Em média um recém formado está ganhando entre R$ 1.100,00 a R$ 1.500,00 (líquido) como CLT. Para ter esse valor como PJ, tabalhando 9 horas por dia, o valor hora é elevado, e para um recém formado fica difícil.
Levantei esse tópico para ter a opinão de todos e nós do fórum tirarmos uma conclusão. Já ouvi de pessoas que trabalham como PJ que quem trabalha como PJ não tem incentivos de aprimoramento profissional. Por que a empresa vai investir em um profisssional que a qualquer momento pode sair? Sei que como CLT isso tb pode acontecer . Mas vinculo como CLT é maior e ´mais seguro´.
Sei que o fórum possui n profissionais de todos os níveis. A opinião de todos é muito importante.
JR.
Levantei esse tópico para ter a opinão de todos e nós do fórum tirarmos uma conclusão. Já ouvi de pessoas que trabalham como PJ que quem trabalha como PJ não tem incentivos de aprimoramento profissional. Por que a empresa vai investir em um profisssional que a qualquer momento pode sair? Sei que como CLT isso tb pode acontecer . Mas vinculo como CLT é maior e ´mais seguro´.
Sei que o fórum possui n profissionais de todos os níveis. A opinião de todos é muito importante.
JR.
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Jrjoliv2003
21/11/2004
Pessoal vamos participar pessoal!!!
JR.
JR.
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Massuda
21/11/2004
Adriano,
Imagino que você consultou um advogado trabalhista sobre seu caso. Mas pelo que sei, geralmente não é complicado comprovar a existência de vínculo empregatício, pois geralmente é tudo faz de conta (você tem chefe, baia/mesa, horário, etc). Esse é o motivo que está fazendo muitas empresas a internalizar seus consultores, ou seja, reverterem o processo de ´terceirização´.
JR,
Imagino que você consultou um advogado trabalhista sobre seu caso. Mas pelo que sei, geralmente não é complicado comprovar a existência de vínculo empregatício, pois geralmente é tudo faz de conta (você tem chefe, baia/mesa, horário, etc). Esse é o motivo que está fazendo muitas empresas a internalizar seus consultores, ou seja, reverterem o processo de ´terceirização´.
JR,
Já ouvi de pessoas que trabalham como PJ que quem trabalha como PJ não tem incentivos de aprimoramento profissional. Por que a empresa vai investir em um profisssional que a qualquer momento pode sair? Sei que como CLT isso tb pode acontecer . Mas vinculo como CLT é maior e ´mais seguro´.
Minha experiência como PJ não foi suficiente para passar por isso, mas eu acredito que não haja interesse algum no aprimoramento profissional e a razão é bem capitalista: ´dispensamos o registro em carteira para que possamos maximizar o lucro/baixar os custos da empresa... porque gastar com os funcionários mais do que o necessário?´. Recentemente eu testemunhei uma conversa entre um executivo de TI e um profissional de RH. Basicamente a empresa estava procurando alguém para desenvolver um novo sistema missão crítica; o que me chamou a atenção foi que o bate papo só estava ocorrendo porque o valor pedido pelo candidato encaminhado pelo RH era inaceitável e o executivo afirmava que deve existir alguém ´barato que trabalhasse como PJ´; no caso ´barato´ significava menos de mil reais/mês. Você acha que um chefe assim se preocupa com aprimoramento profissional? Não quGOSTEI 0
Massuda
21/11/2004
ero generalizar, mas acho que aprimoramento profissional e contenção de custos não combinam na mesma frase e nos dias de hoje, trabalhar como PJ tem sido sinônimo de contenção de custos.
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Anderson Silva
21/11/2004
Boa tarde jrjoliv2003, blz.
Cara, eu ja passei por isso, e os 2 lados tem as suas vantagens e desvantagens.
CLT.
Vantagens como, Alimentação, Transporte, Ferias, Seguro desemprego, 13º salario etc;
Desvantagens como, Trabalhar horas fixas por dias, em determinado local de trabalho, dependendo da empresa, seguir regras de horarios, e ouvir desaforos e engolir sapos dependendo dos patrões e os humores deles.
PJ.
Vantagens como, Cobrar o preço que desejar e achar justo pelo seu trabalho, ter como negociar com os clientes os valores, e formas de pagamentos assim, ganhando mais clientes ou não, poder tratar de 2 ou 3 clientes no mesmo mes, dependendo do trabalho estipulado, chegando a dar quase 3 veses o que ganharia em um unico mes como CLT, trabalhar em horarios estipulados por vc e no local ou na propria residencia, dependendo de negociação com a empresa contratante do serviço, entre outras vantagens.
Desvantagens como, não ter estabilidade, ferias, 13º, seguro desemprego, fundo de garantia, entre outros beneficios do CLT, passar mes, ou meses, sem nenhum serviço, se for dispensado, sai com a mão na frente e outra a traz, dependendo do contrato que fizer, etc
Eu deixei de ser CLT, por 1 ano, e me arrependi, pq apesar de vc aumentar seu rendimento bruto com a PJ, vc acaba tendo o seu rendimento liquido praticamente igual ao que retirava no CLT, as veses tirando um pouco mais, e as veses tirando um pouco a menos, e, no meu caso, não consegui outros clientes, pra usufruir da liberdade que a PJ me dava e assim aumentar minha renda.
Na verdade as empresas, estão deixando de registrar os funcionarios, e tercerizando o serviço, para economizarem encargos como, os que a CLT exige.
Dependendo do que a sua empresa te oferecer em termos financeiros, compensa, mas creio que isso seja dificil acontecer, pq eles fazem isso, exatamente pra diminuir despesas.
Alguem aqui ja viu patrão fazer alguma coisa pra perder dinheiro e dar mais dinheiro pra funcionario? hauhauhaua eu nunca vi, os patrões, só querem é nos fu.....
Essa é a minha esperiencia com CLT x PJ
Hoje voltei a ser CLT na mesma empresa, depois de muito ter brigado.
è isso ai velho, pensa bem nesse assunto, pq as ferias e o 13º nem são tão importante assim, pois da pra vc se planejar e fazer esses valores, poupando um pouquinho por mes, mas o seguro desemprego e o Fundo de garantia mais INSS é o mais doloroso de perder.
Anderson M Silva
Programador
Cara, eu ja passei por isso, e os 2 lados tem as suas vantagens e desvantagens.
CLT.
Vantagens como, Alimentação, Transporte, Ferias, Seguro desemprego, 13º salario etc;
Desvantagens como, Trabalhar horas fixas por dias, em determinado local de trabalho, dependendo da empresa, seguir regras de horarios, e ouvir desaforos e engolir sapos dependendo dos patrões e os humores deles.
PJ.
Vantagens como, Cobrar o preço que desejar e achar justo pelo seu trabalho, ter como negociar com os clientes os valores, e formas de pagamentos assim, ganhando mais clientes ou não, poder tratar de 2 ou 3 clientes no mesmo mes, dependendo do trabalho estipulado, chegando a dar quase 3 veses o que ganharia em um unico mes como CLT, trabalhar em horarios estipulados por vc e no local ou na propria residencia, dependendo de negociação com a empresa contratante do serviço, entre outras vantagens.
Desvantagens como, não ter estabilidade, ferias, 13º, seguro desemprego, fundo de garantia, entre outros beneficios do CLT, passar mes, ou meses, sem nenhum serviço, se for dispensado, sai com a mão na frente e outra a traz, dependendo do contrato que fizer, etc
Eu deixei de ser CLT, por 1 ano, e me arrependi, pq apesar de vc aumentar seu rendimento bruto com a PJ, vc acaba tendo o seu rendimento liquido praticamente igual ao que retirava no CLT, as veses tirando um pouco mais, e as veses tirando um pouco a menos, e, no meu caso, não consegui outros clientes, pra usufruir da liberdade que a PJ me dava e assim aumentar minha renda.
Na verdade as empresas, estão deixando de registrar os funcionarios, e tercerizando o serviço, para economizarem encargos como, os que a CLT exige.
Dependendo do que a sua empresa te oferecer em termos financeiros, compensa, mas creio que isso seja dificil acontecer, pq eles fazem isso, exatamente pra diminuir despesas.
Alguem aqui ja viu patrão fazer alguma coisa pra perder dinheiro e dar mais dinheiro pra funcionario? hauhauhaua eu nunca vi, os patrões, só querem é nos fu.....
Essa é a minha esperiencia com CLT x PJ
Hoje voltei a ser CLT na mesma empresa, depois de muito ter brigado.
è isso ai velho, pensa bem nesse assunto, pq as ferias e o 13º nem são tão importante assim, pois da pra vc se planejar e fazer esses valores, poupando um pouquinho por mes, mas o seguro desemprego e o Fundo de garantia mais INSS é o mais doloroso de perder.
Anderson M Silva
Programador
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Reginaldo174
21/11/2004
Trabalho como PJ desde 2001. Já passei por momentos dificeis, em que tinha poucos clientes. Mesmo assim continuei insistindo.... hoje tenho um pequeno escritório onde trabalha 4 pessoas. A oportunidade de crescimento depende do mercado e da força de vontade de cada um. Não acredito no que andam dizendo ´o mercado está saturado para programadores´. O mercado está saturado de picaretas que querem ganhar piratiando sistema dos outros. Quanto a CLT... realmente tem as garantias de 13ª salario, férias, FGTS, etc... porém a sua espectativa de ganhos é só essa. Se ela satisfás o seu meio de vida... Ótimo. Continue trabalhando em regime de CLT. Mas com certeza mais cedo ou mais tarde sua visão mudará, pois seu patrão também tira férias, não precisa do 13ª salário e com certeza não conta com o FGTS para dar entrada no apto tão sonhado.
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Massuda
21/11/2004
Tenho a sensação que estamos falando de coisas diferentes... trabalhar em uma empresa como PJ (ao invés de ser registrado) e trabalhar por conta própria.
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Aerreira
21/11/2004
Tenho a sensação que estamos falando de coisas diferentes... trabalhar em uma empresa como PJ (ao invés de ser registrado) e trabalhar por conta própria.
Massuda, na verdade são coisas muito semelhantes se a empresa que te contrata não requer sua exclusividade na prestação dos serviços. Assim você fica livre para correr atrás de mais trabalho, e se surgirem muitos outros trabalhos você acaba virando patrão, como disse o Reginaldo, e realmente a liberdade de quem tem uma empresa que gera lucros de verdade não se comparam, nem de longe, a ser empregado por CLT, que a meu ver acaba sendo uma limitação profissional. Tanto que trabalho com minha própria empresa desde os 19 anos de idade, meu único trabalho como CLT foi durante 2 meses quando eu tinha 18 anos, depois... nunca mais.
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Aerreira
21/11/2004
Adriano,
Imagino que você consultou um advogado trabalhista sobre seu caso. Mas pelo que sei, geralmente não é complicado comprovar a existência de vínculo empregatício, pois geralmente é tudo faz de conta (você tem chefe, baia/mesa, horário, etc).
Sim, o advogado trabalhista não viu caminhos para eu requerer nada além do que estiver no meu contrato de prestação de serviços. Mas tenho tudo isso, sou ´chefe´ de um setor, tenho sala própria, diretoria a quem prestar contas, e muito envolvimento no funcionamento geral da empresa. Na minha opinão é um tremendo vínculo empregatício, mas aos olhos do advogado não.
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Massuda
21/11/2004
na verdade são coisas muito semelhantes se a empresa que te contrata não requer sua exclusividade na prestação dos serviços.
É verdade... mas no meu caso e de algumas outras pessoas que conheço, havia a exigência de exclusividade na prestação de serviços.GOSTEI 0
Jrjoliv2003
21/11/2004
Pelo que estou analisando as opiniões são bem diferentes. Cada caso é um caso e cada um pensa de uma maneira diferente.
Minha situação é a seguinte: a empresa que estou estagiando possui todos os programadores como PJ. Sendo que existe uma
certa ´exclusividade de serviço´, pq eles só trabalham aqui. A oportunidade de virar patrão e ter vários clientes está vago nesse caso.
Concordo quando dizem que fazendo serviços com n clientes vc acaba virando dono do seu prórpio nariz.
Mas para mim está muito difícil chegar a uma conclusão. Estou entrando no mercado agora.
O q vc´s relataram é muito importante. Mostra os dois lados da moeda. Inclusive estou alertando todos da minha turma na faculdade
para que participem do fórum.
Valeu mesmo pessoal !!!
JR.
Minha situação é a seguinte: a empresa que estou estagiando possui todos os programadores como PJ. Sendo que existe uma
certa ´exclusividade de serviço´, pq eles só trabalham aqui. A oportunidade de virar patrão e ter vários clientes está vago nesse caso.
Concordo quando dizem que fazendo serviços com n clientes vc acaba virando dono do seu prórpio nariz.
Mas para mim está muito difícil chegar a uma conclusão. Estou entrando no mercado agora.
O q vc´s relataram é muito importante. Mostra os dois lados da moeda. Inclusive estou alertando todos da minha turma na faculdade
para que participem do fórum.
Valeu mesmo pessoal !!!
JR.
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Jrjoliv2003
21/11/2004
Mais alguém gostaria de postar sua opinião?
Vamos pessoal. Vamos debater este tema.
JR.
Vamos pessoal. Vamos debater este tema.
JR.
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Andre Aranha
21/11/2004
No atual cenário, acho que tanto o trabalhador quanto o empregador ganham sendo PJ.
O trabalhador por ter a chance de cuidar do seu dinheiro sem a intromissão do Estado. Por consequência, o dinheiro rende uns 200% a mais do que se estivesse no FGTS.
O empregador fica livre de uma série de passivos, fiscalização, etc.
A CLT foi feita para um pessoal mais simples, sem instrução, há meio século. Nós somos mais instruídos e temos capacidade de organizar nosso dinheiro.
O trabalhador por ter a chance de cuidar do seu dinheiro sem a intromissão do Estado. Por consequência, o dinheiro rende uns 200% a mais do que se estivesse no FGTS.
O empregador fica livre de uma série de passivos, fiscalização, etc.
A CLT foi feita para um pessoal mais simples, sem instrução, há meio século. Nós somos mais instruídos e temos capacidade de organizar nosso dinheiro.
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