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A necessidade de ser ágil - Revista Engenharia de Software Magazine 37

Este artigo tem por objetivo apresentar uma análise comparativa entre nove métodos ágeis, no sentido de instrumentalizar as equipes e organizações a obterem melhores resultados na aplicação de métodos ágeis em seus projetos.






Muitos autores como Roosmalen e Hoppenbrouwers, Cummins e Sloane et al. têm dito que para sobreviver à voracidade do mercado é necessário agilidade nos negócios, porém qual é o significado de tal termo? Segundo o Gartner Group, “agilidade de negócio” é estar apto a responder rapidamente e eficientemente às mudanças no mundo dos negócios e, transformar essas mudanças em vantagem competitiva é o principal motivo para sua adoção.

Neste contexto, observa-se que cada vez mais organizações estão adotando a abordagem ágil como uma tática de sobrevivência nestes tempos economicamente turbulentos. Isto por sua vez levou a uma série de opiniões interessantes examinando quais atitudes e atributos seus times precisam para serem bem sucedidos. Sob esta ótica a agilidade de negócio, reconhecida como a habilidade para “mudar o sentido do ambiente e responder eficientemente e efetivamente a essa mudança”, é importante.

Acrescentar agilidade aos processos de gestão, em sua essência já infere um maior nível de convergência entre as iniciativas em TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) e os objetivos do negócio. Contudo, outros benefícios de uma abordagem ágil no contexto de negócios podem ser identificados, como, por exemplo: melhor time-to-market e aumento da velocidade de tomada de decisão, o que acaba refletindo numa maior competitividade organizacional.

Neste contexto, a chave para realizar a verdadeira agilidade de negócio é encorajar os executivos a pensarem nas mudanças de negócio sem se preocupar com as implicações que as mesmas trarão ao legado de TIC existente na organização. Em outras palavras, a empresa precisa se tornar centrada no negócio e não centrada na TIC.

Quando o negócio se torna centrado em si, a organização se torna hábil a definir, criar e construir novos processos ou funções de negócio. Entretanto, para viabilizar esta visão, é essencial que a TIC cumpra o seu papel de se “elevar” de uma abordagem puramente operacional ou tática, para uma participação mais estratégica, colaborando de modo concreto, inclusive, nas definições dos objetivos de negócio.

Desta forma acredita-se que os métodos ágeis têm muito a contribuir nesta direção através da simplificação das iniciativas da TIC, sensibilização e valorização das pessoas, adoção de uma abordagem iterativa e adaptativa, aplicação prática de seus princípios, valores, práticas e orientações sobre sistematização das iniciativas da gestão em TIC.

Engenharia de Software

Engenharia de Software é uma área do conhecimento voltada para a especificação, desenvolvimento e manutenção de sistemas de software, aplicando tecnologias e práticas da ciência da computação, gerência de projetos e outras disciplinas, objetivando organização, produtividade e qualidade.

Pressman destaca que a Engenharia de software abrange três componentes básicos:

·         Métodos: proporcionam os detalhes de como construir o software. Englobam tarefas como planejamento e estimativa de projeto, análise de requisitos de software e de sistemas, projeto da estrutura de dados, arquitetura de programa e algoritmo de processamento, codificação, teste e manutenção;

·         Ferramentas: existem para sustentar cada um dos métodos. Algumas ferramentas existentes para apoio são as Computer-Aided Software Engineering, conhecidas como ferramentas CASE;

·         Procedimentos: constituem o elo entre métodos e ferramentas. Definem a sequência em que os métodos são aplicados.

 

Desde então vem prosperando o aparecimento de diversos métodos, técnicas e ferramentas para aperfeiçoar os processos de desenvolvimento de software em todo o mundo. Mesmo com toda esta evolução, a Engenharia de Software há muito vinha enfrentando problemas relativos a atraso na entrega de projetos, orçamento extrapolado, insatisfação de clientes e usuários, além de conflitos e desgastes entre analistas e clientes. Isso se dava, dentre outros fatores, principalmente em função dos métodos disponíveis para o desenvolvimento de software mostrarem-se pesados e burocráticos, ineficientes e improdutivos.

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