Este é um post disponível para assinantes MVPAlém da IDE - Revista Java Magazine 92 - Parte 1
O artigo trata de ferramentas úteis no desenvolvimento de sistemas e de sua integração a um ambiente completo para este desenvolvimento, baseado na IDE. Sendo o primeiro artigo de uma série sobre o assunto, aborda primeiramente a IDE e em seguid
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Atualmente,
grande parte das tarefas que as pessoas fazem no dia a dia é assistida por
sistemas construídos para automatizar e facilitar sua execução. Do controle de
ponto em uma empresa até a gestão do tráfego aéreo, o software está presente
nos mais diversos contextos, facilitando o trabalho das pessoas envolvidas e,
em alguns casos, até mesmo permitindo fazer algo que era impossível ou
impraticável antes da existência dos sistemas de informação.
Para suprir esta
demanda por software e com o objetivo de construir software de qualidade e
entregá-lo ao cliente o mais rápido possível, equipes de desenvolvimento de
sistemas buscam técnicas e ferramentas que façam por elas o que o software que
está sendo desenvolvido irá fazer pelo cliente: facilite a tarefa em questão.
Afinal, desenvolver software é também uma tarefa conduzida por profissionais
que precisam de ferramentas adequadas para auxiliá-los.
Um processo de
desenvolvimento de software (ou simplesmente “processo de software”) pode ou
não ser organizado ao redor de uma metodologia. Esta última varia desde os
processos mais tradicionais em cascata até as mais recentes metodologias ágeis
como Scrum e XP. Em qualquer caso, as atividades de elicitação/análise de
requisitos, projeto de software, implementação, testes, implantação e
manutenção geralmente estão presentes, mesmo que sejam feitas de forma rápida e
ad-hoc (ex.: mesmo que não produza nenhum
modelo ou documento, um desenvolvedor pensa na arquitetura do software antes de
começar a codificação). Para cada atividade do processo, existem ferramentas
para auxiliar em sua condução.
O foco desta série
de artigos é na fase de implementação e testes do software, sendo feita,
obviamente, na plataforma Java. Durante esta fase, existe uma série de
subatividades que podem ou não ser incluídas no processo utilizado por uma
determinada empresa ou organização de desenvolvimento de software. O objetivo
aqui não é discutir o mérito de cada metodologia (ex.: vale a pena usar
Scrum?), atividade (ex.: qual a importância da análise dos requisitos?) ou
subatividade (ex.: é realmente preciso efetuar testes unitários?). A ideia é
mostrar diversas ferramentas disponíveis para desenvolvedores de software, que
podem escolher utilizá-las ou não e ainda buscar alternativas às ferramentas
apresentadas ou aprofundarem-se nelas.
Nossa abordagem
será apresentar passo a passo a construção de um ambiente completo de
desenvolvimento, incluindo ferramentas que auxiliam em subatividades comuns
durante as atividades de implementação e testes de software, como por exemplo
(nota: a lista abaixo não é exaustiva, outras subatividades existem no contexto
de implementação e testes):
- Criação
e edição do código-fonte;
- Compilação,
execução e depuração;
- Criação
e manipulação de um banco de dados;
- Construção
(build) e gerência
de dependências;
- Realização
de testes unitários;
- Compartilhamento
com controle de versão;
- Gerenciamento
de falhas (bugs) e novas
funcionalidades;
- Análise
de desempenho (profiling);
- Integração
contínua;
- Dentre
outras...
As demonstrações práticas deste artigo serão feitas em torno de uma aplicação Web de exemplo desenvolvida utilizando a tecnologia Java EE 6. Os "
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