Este é um post disponível para assinantes MVPAplicações Windows Phone no Prism XE2 - Revista ClubeDelphi 137
O lançamento XE2 dos produtos Embarcadero trouxe novidades no Delphi, PHP e também no Prism. Neste artigo é abordada uma das novidades do Prism XE2, a possibilidade do desenvolvimento de aplicações voltadas para o Windows Phone. Dessa forma, a p
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Nos dias atuais o desenvolvimento de aplicativos móveis vem numa
crescente na mesma medida em que seus dispositivos se estabelecem num mercado
que não para de evoluir. Estes dispositivos são conhecidos como smartphones,
possuem funcionalidades tão avançadas quanto o de um computador tradicional, e que
são executadas por aplicativos através de seu sistema operacional. Este cenário
atual de smartphones se contrasta à sua geração anterior formada essencialmente
por telefones celulares simples, que possuíam apenas os recursos básicos como
chamadas de voz, mensagens de texto e adicionalmente alguns jogos mais triviais.
Dentre os SOs existentes atualmente alguns já se estabelecem
como dominantes, podendo-se destacar o iOS, também conhecido como iPhone OS,
Android e Windows Phone 7. Dessa forma, no que tange o desenvolvimento móvel a
escolha por uma determinada plataforma é o primeiro passo a ser dado.
Especificamente para o ambiente .NET, obviamente que a opção que se encaixa no
contexto é o Windows Phone 7, que é a nova aposta da Microsoft para este mais
recente nicho de mercado. Esta plataforma, aliás, veio para substituir sua antecessora,
a do Windows Mobile.
A plataforma Windows Mobile surgiu em meados de 2000 e rodava
exclusivamente sobre um hardware denominado Pocket PC. Em vista do sistema
operacional Windows, aplicativos já conhecidos do ambiente Desktop ganharam sua
versão móvel, como Word, Excel, Internet Explorer, entre outros. Além disso, foi
através do Windows Mobile que a Microsoft proporcionou aos desenvolvedores a
primeira oportunidade para criação de aplicativos voltados para dispositivos
móveis. Isto porque além do próprio sistema operacional móvel, ela lançou um
conjunto de ferramentas de desenvolvimento para suas aplicações nativas.
Na visão do desenvolvedor, o que marcou essa geração Windows
Mobile foram alguns problemas pontuais que afetavam direta ou indiretamente a
questão mercadológica. Em outras palavras, se o desenvolvedor da época tinha a
intenção de produzir aplicações comercialmente, encontrava certas barreiras
naturais. Uma delas era o público a ser atingido, uma vez que os aparelhos eram
caros para o padrão popular, a ponto da plataforma se voltar para os usuários
corporativos em detrimento à grande massa. Outro fator diz respeito à navegação
Web, em vista da baixa velocidade, do tamanho inadequado da tela dos dispositivos
e dos altos preços dos planos de dados. Por fim, o desenvolvedor ainda tinha o
entrevero da portabilidade, em que a cada nova versão lançada do sistema
operacional, novos e distintos dispositivos eram lançados, cada qual com seus
próprios recursos e sua resolução de tela, suficientes ou não para atender suas
aplicações atuais. Assim sendo, o desenvolvimento ficava fadado a testes na
maior variedade de dispositivos possíveis, causando transtornos não medidos.
Windows Phone 7
Em vista dos problemas já conhecidos e reportados pelos
consumidores (usuários e desenvolvedores), e também muito em função também do
sucesso recente de outras plataformas como iPhone e Android, a Microsoft
resolveu então fazer um reboot de sua plataforma móvel. Eis que surge então o
Windows Phone 7 Series, com a premissa de sanar os “problemas” da plataforma
anterior com medidas como, por exemplo, definir um conjunto padronizado de
hardware, além de agregar recursos pertinentes ao cenário atual, como o suporte
a multitouch (multi-toque) e melhorar a experiência com o usuário. Mais
recentemente a plataforma foi então renomeada, tendo seu nome encurtado para
simplesmente Windows Phone 7 (WP7).
Visando os desenvolvedores, a Microsoft oferece também um SDK
exclusivo, e faz uso de duas tecnologias já consagradas em meio a sua
comunidade de desenvolvedores: o .NET Framework e o Silverlight. Além disso, o
desenvolvimento se dá no IDE do Visual Studio. Dessa forma ela garante que haja
um reaproveitamento de conhecimento, diminuindo a curva de aprendizagem e
facilitando a adoção deste tipo de desenvolvimento por parte dos profissionais
que já trabalham com as tecnologias citadas. Ainda sem deixar de mencionar,
dentre as ferramentas de produção é disponibilizado também um eficiente
emulador que auxilia e muito na realização de testes, em vista da não
necessidade de um aparelho físico à disposição para o desenvolvimento.
Com o iminente lançamento de aplicações para a plataforma, a
Microsoft tratou também de anunciar a criação de sua própria loja de
aplicativos. Dessa forma, proporciona ao profissional um local centralizado
para a disponibilização das aplicações, seja de forma comercial ou não. Para
que o desenvolvedor possa participar da loja e assim ter o direito de expor
nela seus aplicativos, ele deve aderir ao também anunciado programa de
desenvolvimento denominado Windows Phone 7 Developer Program.
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