Este é um post disponível para assinantes MVPArtigo Clube Delphi Edição 8- Interbase Components
Artigo da Revista Clube Delphi Edição 8.

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Interbase Components
IBTable, IBQuery, IBDataBase, IBTransaction e IBUpdateSQL.
Comforme prometido, estaremos sempre mostrando as novidades da nova versão do Delphi. Todo desenvolvedor Delphi, quando se depara com um upgrade na ferramenta, examina promeiramente a palheta de componentes. E quantos componentes! O Delphi 5 trouxe nada mais do que 53 componentes novos! É claro que as novidades não limitam-se apenas a isto. O Delphi 5 também acrescentou comandos a sua sintaxe, novos Wizards, entre outros incrementos. Esta série começará por um assunto que, acredito, irá lhe agradar. Por dois motivos: primeiro, o fato de falar sobre banco de dados. Segundo, por se tratar do Interbase, o queridinho da Borland. Sim, parece que finalmente a Borland está dando a devida atenção ao seu SGBD. O Delphi, a partir de agora, possui uma interação íntima com o Interbase, ou seja, acessa diretamente este banco. Sem a necessidade do BDE.
O fato de a Borland começar a divulgar mais o Interbase pode ajudar muito o produto. Existem desenvolvedores brasileiros que ainda nem conhecem, ou pelo menos, não sabem o objetivo, deste banco de dados. Com o advento da paleta Interbase Components, muitos destes desenvolvedores irão explorar mais o banco e conhecê-lo melhor. O site oficial do Interbase também já está no ar, o que conta muitos pontos para quem vai precisar de maiores informações sobre o mesmo. Para conferir, visite em http://www.interbase.com.br.
Para quem está começando no assunto, vamos uma pequena introdução: O Interbase é um banco de dados relacional da Borland. Diferencia-se (e muito), do Paradox. Principalmente pelo fato de ser realmente um banco de dados, em contrapartida ao Paradox. Sim, pois o Interbase é um programa, que permanece em execução no servidor, controlando todas as requisições aos dados. Já no Paradox, não existe programa gerenciador, todos os clientes são responsáveis pela leitura/escrita dos dados, causando um efeito “cada um por si” na rede. Veja no gráfico abaixo:
A utilização de um programa controlando o acesso aos dados proporciona inúmeras vantagens durante o desenvolvimento de um projeto. Vejamos alguns:
1) O processamento das informações torna-se muito mais rápido. Ao utilizar o paradox, quando um filtro é realizado, este é processado na máquina cliente. O cliente recupera toda a tabela e realiza o filtro localmente. Já no Interbase, apenas os dados filtrados serão transportados para o cliente, já que o responsável pela realização do filtro é o servidor, e não o cliente.
2) O permissionamento de usuários é muito mais seguro. Isto porque os dados só podem ser acessados quando o Interbase Server está aberto, e este irá controlar a leitura/escrita dos dados de acordo com a senha de cada usuário. No paradox, em contrapartida, qualquer um pode abrir o arquivo, sem a necessidade de nenhum sistema gerenciador.
3) A integridade dos dados é realmente implementada no próprio Interbase. No Paradox, não é possível a utilização de recursos como integridade de deleção em cascata, integridade entre vários, entre outros. Tudo isto é possível no Interbase, facilitando muito a vida do desenvolvedor, visto que o mesmo não precisa estabelecer o controle de integridade relacional na parte cliente do sistema. Além de facilitar a manutenção do sistema, diminui a probabilidade de erro e elimina a possibilidade da integridade falhar.
4) O processamento de informações transacionais é mais seguro. O Interbase implementou o conceito real de transação, que garante a execução de um bloco de instruções com sucesso. Por exemplo, digamos que o sistema, em determinado momento, deve realizar três operações em seqüência: cadastrar a saída de material, retirar a quantidade do estoque, e marcar o pedido como entregue. E se o sistema falhar, antes de retirar a quantidade do estoque, ou de marcar o pedido como entregue? Inconsistências deste tipo podem ocorrer com freqüência em um sistema baseado em Paradox. Já com a utilização de transação do Interbase, o desenvolvedor poderia desenvolver a rotina da seguinte forma:
n Iniciar um bloco transacional (START TRANSACTION);
"
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