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Artigo Java Magazine 13 - Raio x do Tiger

Artigo publicado pela Java Magazine 13.

Esse artigo faz parte da revista Java Magazine edição 13. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição.

Raio x do Tiger

 

Na Edição 12 (“Tiger: A Evolução do Java”), analisamos as novidades lingüísticas do Java 1.5, sem dú­vida o item que mais salta à vista no novo release. Todavia, o Tiger inclui um número muito maior de aperfeiçoamentos. Estes são detalhados no documento J2SE 1.5 “Tiger” Feature List, cujo primeiro release público foi aprovado há pouco pelo JCP. É, porém, uma especificação dirigida aos implementadores da J2SE e não aos usuários finais – os desen­volvedores Java. A documentação do J2SDK 1.5.0-beta1 apresenta as novidades de forma mais clara, mas ainda insuficiente. Aqui tentarei “destrinchar” a nova plataforma tomando como base a especificação formal, mas com uma abordagem mais coesa, mos­trando vantagens e usos práticos de cada item, para motivar o leitor.


Diversos itens da especificação já foram explorados em artigos anteriores – novida­des da linguagem na Edição 12, e nova API de concorrência na Edição 11 – portanto, vou apenas focar no que ainda não foi visto. Também agrupei itens relacionados e reordenei alguns tópicos de acordo com suas interdependências para estruturar melhor a explicação.

Confiabilidade e gerenciamento

Alguns itens nesta seção podem parecer grego para muitos desenvolvedores. Certas APIs, como a JPDA, são usadas apenas por quem faz ferramentas de baixo nível, como depuradores e profilers. A maioria dos desenvolvedores jamais precisará lidar com essas coisas – mas veremos os resultados nas ferramentas. Mesmo a API java.util.concurrent é mais útil para quem im­plementa infra-estrutura.


Os tipos genéricos estão neste grupo porque a robustez adicional é o principal argumento a favor dessa melhoria, que elimina a possibilidade da maioria das ClassCastException. Veremos também que diversas interfaces da JVM precisaram ser atualizadas para contemplar mudanças na linguagem, até em casos de alterações apa­rentemente superficiais (“açúcar sintático”), como enums.


A maior novidade neste grupo: o Tiger inaugura uma nova era em qualidade de serviço para Java. Teremos incluídos na JVM um grande número de recursos avan­çados – de monitoração, gerenciamento, profiling, depuração etc. – possibilitando analisar aplicações Java de forma tão fácil e não-intrusiva (sem impacto em desem­penho, segurança ou deployment), que é bem possível que qualquer servidor em produção possa manter esses recursos sempre ativados, agilizando a resolução de
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Autor
Osvaldo Pinali Doederlein

é Mestre em Engenharia de Software Orientado a Objetos e Arquiteto de Tecnologia da Visionnaire Informática, trabalhando em projetos de software e prospecção tecnológica.


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