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Artigo Java Magazine 43 - Modelagem com ArgoUML

Artigo publicado pela Java Magazine 43.

Esse artigo faz parte da revista Java Magazine edição 43. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

Modelagem com ArgoUML

Crie modelos de qualidade com uma ferramenta 100% Java

Como usar a mais poderosa das ferramentas livre para modelagem UML para criar modelos OO usando a Linguagem Unificada de Modelagem

O ArgoUMLé uma ferramenta CASE1 livre escrita inteiramente em Java, com suporte à maioria dos diagramas do padrão UML 1.4 e capaz de gerar código para várias linguagens como Java, PHP, Ruby e C++. O projeto é hospedado pelo Tigris (tigris.org), conhecido pelos desenvolvedores Java como o “lar” do sistema de controle de versões Subversion (além do Scarab e outros projetos).

O poder e a qualidade do ArgoUML é atestado por dois produtos comerciais que incorporam o seu código: o Poseidon UML (gentleware.com) e o popular MyEclipse (genuitec.com). (Mas infelizmente nenhuma das duas empresas retorna suas modificações e patches de volta ao projeto ArgoUML – ao contrário, por exemplo, de produtos comerciais baseados no Tomcat.)

 

1 Ferramentas CASE (Computer Aided Software Engineering, ou Engenharia de Software Assistida por Computador) são softwares que permitem o desenho de diagramas representando projetos de software, de modo similar a plantas que representam projetos de casas.

 

O grande diferencial do ArgoUML em relação a outras ferramentas CASE são os recursos cognitivos embutidos no produto. Em vez de ser apenas um diagramador, documentador e gerador de código, o ArgoUML procura orientar e auxiliar o desenvolvedor na construção dos modelos. Esta ajuda provém de várias regras (“críticas”) que são aplicadas continuamente, verificando inconsistências, erros comuns e sugerindo próximos passos.

Este artigo apresenta uma introdução ao ArgoUML, focando nos diagramas de casos de uso e diagramas de classes. Ao longo do artigo, quadros explicarão os conceitos básicos sobre estes diagramas, paraauxiliar o leitor com pouco conhecimento prévio de UML. Já desenvolvedores com conhecimentos sólidos de UML podem ignorar os quadros, e se concentrar apenas no texto principal, que descreve o uso da ferramenta.

Será utilizado como exemplo uma hipotética aplicação de comércio eletrônico. Não tentaremos implementar esta aplicação, pois nosso enfoque não é realizar sua modelagem completa, mas sim demonstrar o uso do próprio ArgoUML. Também fornecemos dicas para o desenvolvedor Java, sobre como aplicar princípios de modelagem em aplicações reais.

No final do artigo são apresentadas algumas referências para quem desejar se aprofundar mais em UML e em áreas relacionadas. Mas, ao pesquisar sobre o assunto, tome cuidado. Há uma variação grande no “padrão” UML suportado por cada ferramenta do mercado e livros de Análise e Projeto Orientado a Objetos. As diferenças vão desde a notação gráfica e a terminologia adotadas, até a interpretação de alguns elementos visuais nos modelos UML. Os próprios criadores da UML, Booch, Rumbaugh e Jacobson, em seu livro “UML – Guia do Usuário” freqüentemente optam por usar nomes diferentes para elementos e diagramas em relação aos utilizados nos padrões da UML. Então você pode pensar que determinado recurso não é suportado pelo ArgoUML quando na verdade ele está lá, apenas com nome ou símbolo diferente.

 

Instalando e Configurando o ArgoUML

Para instalar o ArgoUML, basta acessar o site oficial do projeto, argouml.tigris.org e clicar no link junto à frase “Download latest stable release”. O resultado será o download de um arquivo chamado ArgoUML-0.22.zip (ou versão mais recente) que pode ser descompactado em qualquer diretório.

 

Ao contrário da maioria das aplicações Java fornecidas para download em formatos ZIP ou tar. gz, o ArgoUML não cria um subdiretório “raiz” na sua descompactação. Portanto é recomendável criar um diretório vazio e realizar a descompactação dentro deste diretório, para não ficar com arquivos do ArgoUML misturados com os de outras aplicações.

 

Para iniciar o ArgoUML, basta executar o seu pacote principal (argouml.jar), que já está configurado como um JAR executável:

 

java -jar c:\java\argouml\argouml.jar

 

Note que não é necessário configurar o classpath, pois o próprio JAR contém em seu Manifesto as referências aos demais  JARs fornecidos com o ArgoUML. Noteainda que geralmente será possível executar o ArgoUML com um clique duplo no arquivo argouml.jar. Entretanto muitos utilitários de compactação de arquivos “roubam” a associação da extensão .jar com o JRE. Por isso, pode ser necessário criar manualmente um atalho em sua área de trabalho do Windows (ou lançador no Linux) que execute a linha de comando correta, indicada anteriormente.

O ArgoUML então inicia com uma tela de “splash” que indica o progresso na carga dos vários módulos do programa, e em poucos segundos a janela principal estará disponível, com uma agradável surpresa: a maioria dos menus estará em português (mas português de Portugal; não existe ainda uma tradução para o português brasileiro). O ArgoUML irá detectar automaticamente as configurações regionais do usuário e usar o idioma local, empregando termos estranhos para nós no Brasil como “ficheiro” e “projecto”. Mas, para muitos usuários, será melhor do que usar a ferramenta inteiramente em inglês.

Vamos alterar algumas configurações padrões do ArgoUML para deixá-lo com aparência mais elegante. Selecione o menu Editar|Definições e, dentro do diálogo Definições, selecione a aba Aparência. Marque a caixa "



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Autor
Fernando Lozano

é consultor independente, ativista do software livre e professor da Faculdade Metodista Bennett, além de autor do livro “Java em GNU/Linux” (Editora Alta Books). É detentor de certificações da Sun, IBM, Microsoft e Red Hat, sendo uma espécie de “agente duplo” nas várias tribos.


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