Este é um post disponível para assinantes MVPArtigo Java Magazine 44 - A Plataforma Java ME
Artigo publicado pela Java Magazine 44.

A Plataforma Java ME
Parte 1: Conceitos e APIs
Comece a conhecer a tecnologia Java ME em profundidade, dos princípios fundamentais a detalhes de configurações, perfis e APIs
Nestes mais de quatro anos de Java Magazine, todos os artigos desta coluna, cobrindo variados temas e APIs, tiveram uma coisa em comum – o requisito mínimo da plataforma Java SE, e algumas vezes também da Java EE. Mas não é só em direção ao high
A partir desta edição, iniciamos uma série de artigos cobrindo a plataforma Java ME. Este primeiro artigo irá apresentar a Java ME
Aprender a programar para Java ME não é só uma questão de conhecer novas APIs e ferramentas. Para quem está habituado a servidores cheios de gigabytes e gigahertz, o desenvolvimento "micro" apresenta uma mudança de paradigma, sendo preciso repensar várias práticas e técnicas de design e de programação. Nesta série, procuraremos explorar também este aspecto do Java ME. Nos artigos que se seguirão, cobriremos APIs específicas, otimização e outros tópicos importantes. Nosso foco será a configuração CLDC e o perfil MIDP, ou seja, celulares, por ser a plataforma que terá o maior interesse prático para a maioria dos leitores.
A plataforma Java ME
Todo texto introdutório sobre Java ME inclui alguns conceitos e diagramas fundamentais, dos quais também não podemos fugir. Precisamos começar pela estrutura de Configurações, Perfis e Extensões da Java ME. A Figura 1 (fonte: Sun) é uma visão atualizada e detalhada da plataforma.

Figura
A maior diferença de paradigma entre os padrões Java SE e EE e a Java ME é que esta não tem uma definição única. O problema é que o hardware ao qual a Java ME se destina é bem mais heterogêneo, em desempenho e em funcionalidades, do que computadores desktop ou servidores. E não há folga que permita impor o peso de APIs que não sejam realmente úteis em cada dispositivo, apenas para manter um ideal de portabilidade.
Por exemplo, precisamos de APIs para multimídia porque existem dispositivos (como PDAs e celulares atuais) com telas de boa resolução, câmeras, e capacidade de processamento e memória suficiente para tocar e até gravar vídeos (entre outros recursos multimídia). Mas o que fazer com dispositivos mais modestos, como um celular simples com tela em preto
Isto é ainda mais verdadeiro considerando que estes dispositivos são muito mais fechados que um PC: embora existam algumas opções de atualização (inclusive ROMs atualizáveis), a maioria das funcionalidades, seja de software ou hardware, ou vem de fábrica ou não é disponível. Não fariam sentido imposições como "vamos obrigar todos os celulares a ter a API para Bluetooth", pois na grande maioria dos aparelhos que não tenham a capacidade de comunicação Bluetooth, isso não é um item opcional que possa ser instalado pelo usuário.
O resultado desta realidade é que a Java ME é estruturada em subconjuntos de funcionalidade. Existem três níveis de divisão: Configuração, Perfil e Extensões.
Configuração
Uma configuração é uma especificação de capacidades da plataforma subjacente (a JVM, e indiretamente, o hardware). A configuração define uma divisão vertical do mercado, orientada pela capacidade dos dispositivos.
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