Este é um post disponível para assinantes MVPArtigo Java Magazine 47 - Eclipse 3.3
Artigo publicado pela Java Magazine 47.

Eclipse 3.3
Conheça o que há de novo no núcleo do IDE e da Plataforma
O essencial do que mudou nas partes fundamentais do Eclipse, e detalhes sobre algumas tecnologias que diferenciam o projeto, como a SWT
Chegamos a outro mês de junho e, como já é tradicional, a outro release do IDE Eclipse. Na Edição 37, conhecemos o projeto Callisto, desenvolvimento coordenado do Eclipse 3.2 com um grande número de complementos hoje considerados essenciais. Dando continuidade a este plano, o satélite da vez é o Europa. Imagino se os próximos releases serão Io e Ganymede?[1] Mas como a revista é de software e não de astronomia, vamos deixar essa especulação de lado e examinar as novidades e aperfeiçoamentos do IDE mais usado pela comunidade Java.
Porém, antes de realmente começar, algumas palavras sobre este artigo. Todo ano escrevo sobre o novo Eclipse, e é difícil “encaixar” centenas de novidades (mais discussões de tecnologias e assuntos relevantes) em poucas páginas. Procuro evitar uma repetição de informações presentes no site eclipse.org, como os relatórios New and Noteworthy. Minha intenção aqui é favorecer conteúdo novo e importante.
Decidi, dessa vez, eliminar por completo qualquer apresentação de melhorias superficiais. Assim, você não encontrará aqui nem uma única informação como:
§ “A GUI está mais bonita: abas de views desabilitadas têm cantos com curvas...”
§ “No depurador, o Step Into numa expressão complexa é mais fácil: segure Ctrl+Alt e...”
§ “O diálogo de configuração de associações de teclas a comandos foi melhorado...”
Sim, o Eclipse 3.3 tem um enorme número de melhorias desse tipo, que tornam funcionalidades preexistentes mais fáceis de usar, mais organizadas, agradáveis, produtivas, completas. Mas aqui teremos que deixar de lado estes itens “decorativos” ou mesmo incrementais. Cobriremos somente as novas funcionalidades. Exceção apenas para melhorias críticas na facilidade de uso, como os novos refactorings “inline”. Para as minúcias, remetemos o leitor aos relatórios New and Noteworthy (cujos links estão disponíveis nas páginas de download de milestones e de versões finais do Eclipse).
Aproveitaremos o espaço aberto por esta abordagem, para não só falar das novidades desta versão, mas também para discorrer sobre tópicos interessantes e atuais ligados ao Eclipse. Por exemplo, daremos uma atenção especial à SWT, assunto importante para desenvolvedores que usam o Eclipse RCP (Rich Client Platform).
A evolução do Eclipse
O produto principal da Fundação Eclipse, o JDT (Java Development Tools[2]) teve desde o começo uma excelente reputação, oferecendo um editor de código e gerenciador de projetos excepcionais, um compilador com capacidades inéditas (incremental e integrado às funcionalidades do IDE como editor ou refactorings), uma arquitetura de plug
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Nota 1: São os nomes dos satélites “galileanos” de Júpiter: os quatro maiores, descobertos por Galileu em 1610. |
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Nota 2: Também conhecido como “Eclipse IDE” ou simplesmente “Eclipse”, termos potencialmente ambíguos, mas que utilizaremos aqui dessa maneira para não complicar |
Por outro lado, o Eclipse era pobre na cobertura de técnicas especializadas de desenvolvimento. Não tinha editores visuais de GUI, suporte a J2EE/Java EE, nem coisas bem mais básicas como um editor de XML. Embora a sua ampla comunidade de desenvolvedores de plug
Recursos incorporados aos projetos oficiais da Fundação Eclipse são quase sempre muito superiores aos produzidos por terceiros (a maioria das exceções são produtos comerciais). Criar ferramentas de desenvolvimento modernas exige muitos recursos. Indivíduos ou projetos open source pequenos e sem patrocínio têm pouca chance de competir com equipes grandes, bem estruturadas e sem dúvida bem pagas pela multidão de grandes corporações que sustentam a Fundação Eclipse[3].
Há cerca de um ano, com o Callisto, parecia que o Eclipse recuperaria todo o atraso em relação a outros IDEs na abrangência de ferramentas. Mas o mundo não ficou parado enquanto o Eclipse corria atrás de funcionalidades como criação de JSPs e EJBs. Assim, quando o WTP (Web Tools Project) 1.x chegou, a primeira reação pode ter sido de satisfação com as funcionalidades disponíveis. Mas a segunda poderia ser: OK, temos o feijão
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