Este é um post disponível para assinantes MVPArtigo Java Magazine 54 - A nova versão do Java 6 para aplicações ricas
Editorial publicado pela Java Magazine 54.

Java Update N
A nova versão do Java 6 para aplicações ricas
Conheça em detalhes o Java Kernel, Nimbus, QuickStarter, e outras novidades que aperfeiçoarão a plataforma Java SE para clientes ricos
A tecnologia do Java para desktop nunca ficou parada. Nesta coluna já examinamos melhorias na Swing, no desempenho da JVM, na funcionalidade do Java Web Start e outros fatores. Mas estas melhorias têm sido insuficientes. O Java obteve um sucesso apenas modesto para aplicações desktop em geral – embora seja bastante usado em alguns segmentos, como projetos que realmente precisam de GUIs ricas e portáveis entre várias plataformas, ou front
A partir da JavaOne
Problemas do Java para desktop
Começaremos fazendo uma revisão das dificuldades do Java no desktop, não só reclamando de tudo que está errado, mas procurando entender por que está errado. Esta seção nos ajudará a julgar se as melhorias do Update N resolvem o problema e também nos dará uma visão mais aprofundada dos problemas, não só do Java, mas também de outras plataformas modernas. (Em especial, a plataforma Microsoft .NET, que enfrenta muitos dos mesmos problemas discutidos aqui.)
Tempo de Carregamento
Um dos problemas mais perceptíveis de aplicações Java complexas é o tempo de inicialização. O administrador de um servidor de e
O tempo de carga é resultado da arquitetura de Virtual Machine do Java. Em uma aplicação nativa, os arquivos binários (como .exe e .dll no Windows) são estruturados de uma forma extremamente eficiente para determinada plataforma. Tanto o código quanto os dados são específicos para certa arquitetura de hardware & SO, e praticamente só precisam ser lidos do disco para a RAM[1]. Já os arquivos .class portáveis do Java precisam ser lidos, convertidos, e organizados (o layout em memória pode ser muito diferente do usado nestes arquivos). E depois, cada método será ou lentamente interpretado, ou compilado para código nativo – uma operação custosa, apesar de toda a avançada tecnologia de compiladores JIT dinâmicos como o HotSpot.
Alguns desenvolvedores se surpreendem ao ver que linguagens com runtimes menos sofisticados, como Perl, Python ou Ruby, não têm nenhum problema com tempo de inicialização. Mas isso ocorre devido à falta de desempenho destas linguagens, tipicamente interpretadas. É uma troca: o seu código Ruby pode começar a rodar imediatamente, mas tente escrever qualquer algoritmo complexo e você verá que o Java roda dezenas ou até centenas de vezes mais rápido. Se o tempo de inicialização é muito mais importante para você, experimente usar java –Xint, que executa a JVM em modo puramente interpretado. Para utilitários de execução breve, isso elimina o custo da compilação JIT e pode até melhorar o desempenho total.
Tamanho do JRE
O download do JRE pode ser um problema para quem distribui aplicações via web. O JRE 6.0 Update 3, por exemplo, tem quase 14Mb na versão internacionalizada para Windows. É quase 10 vezes maior que os 1,5Mb do Flash 9. Sem falar em HTML/AJAX, que não exige download algum.
Podemos dizer em defesa do Java que seu runtime não é grande demais: pelo contrário, é pequeno, para tudo que ele faz. Não há prova maior disso que compará
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