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Este artigo apresenta o desenvolvimento de uma aplicação tradicional em .NET, usando uma abordagem baseada em eventos, a seguir mostra como usar importantes princípios da programação orientada a objetos (POO) para tornar a aplicação preparada pa
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Paradigmas: RAD x POO
A programação orientada a objetos (POO)
teve sua origem pouco antes de 1970, mas apenas nos últimos quinze anos voltou
à tona (veja os princípios da POO na Nota do DevMan). Apesar de ser o paradigma
mais divulgado hoje em dia, é o menos compreendido pela maioria dos
desenvolvedores. De lá para cá muita coisa aconteceu, como a evolução do
Windows, o surgimento das ferramentas RAD - Rapid Application Development e da
plataforma .NET. Mas justamente por causa da facilidade e apelo visual do
paradigma RAD, passamos a programar direcionados por eventos (EDP – Event-Driven Programming), onde a
interface gráfica assume o papel principal.
Nesse paradigma evoluímos um protótipo
rapidamente, usando coleções prontas de componentes, apenas ajustando algumas
propriedades e escrevendo código nos chamados manipuladores de
eventos (event handlers), que
são métodos chamados automaticamente quando os respectivos eventos ocorrem.
Assim, podemos dizer que o desenvolvimento é muito mais baseado em
componentes (CBD-Component-Based
Development) do que orientado por objetos. Este tipo de desenvolvimento é
muito comum em linguagens como o Delphi e Visual Basic, por exemplo.
Nota do DevMan
Princípios da POO
Uma linguagem é considerada
orientada por objetos se ela implanta pelo menos quatro princípios básicos:
Abstração: capacidade de representar
conceitos do domínio do problema, ressaltando apenas o que for relevante para a
aplicação em questão. A definição da classe em C# atende a
esse requisito, pois ela é um modelo limitado de alguma entidade real, que
implementa apenas as características que são necessárias para a aplicação sendo
desenvolvida em um dado contexto.
Encapsulamento: a linguagem deve permitir a
definição de módulos autossuficientes, possibilitando a implementação do
conceito de ocultação de informação (information hiding), ou seja, esconder os
detalhes internos. O uso dos especificadores de visibilidade (private e
protected, por exemplo) e o comportamento dos objetos em C# reforçam esse
princípio, principalmente se o desenvolvedor usar propriedades nas classes,
como forma de acesso aos campos internos.
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