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Desvendando a criptografia - Revista Infra Magazine 4

Neste artigo será apresentado um breve histórico da criptografia, que é a arte (ou ciência) que permite tornar uma mensagem incompreensível para pessoas que não estejam autorizadas a recebê-la. Para tanto, podem ser utilizadas duas chaves distin






A origem do termo criptografia está nas palavras gregas que significam escrita sigilosa. Muitos pesquisadores consideram a criptografia tão antiga quanto à própria escrita: os primeiros registros de sua utilização datam de 1.900 a.C., no antigo Egito. Durante muito tempo, o sucesso de sua utilização dependeu exclusivamente da habilidade de seus usuários em realizar os procedimentos que geravam a mensagem cifrada, pois a criptografia foi amplamente divulgada somente na década de 1970, com o surgimento dos computadores. 

            Neste artigo, serão descritos os sistemas criptográficos modernos que utilizam uma única chave, também denominados simétricos, as operações realizadas para criação do texto cifrado, os diferentes algoritmos empregados e as principais vantagens e desvantagens da utilização desta abordagem. Posteriormente, serão expostos os sistemas baseados em duas chaves, conhecidos como assimétricos, a maneira como asseguram a confidencialidade, a autenticidade, a integridade e o não-repúdio, e as características básicas dos algoritmos conhecidos. Por fim, serão apresentados os certificados digitais e a infraestrutura de chave pública criada para gerenciamento e distribuição destes certificados.

Introdução a criptografia

A criptografia é a arte (ou ciência) que permite tornar uma mensagem ou informação incompreensível para pessoas que não estejam autorizadas a recebê-la, ou seja, esta se caracteriza pela escrita em código ou cifras. A tentativa de recuperação do conteúdo criptografado, sem a autorização de seu originador, é chamada de criptoanálise, ou mais popularmente, de ataque.

A origem do termo criptografia está nas palavras gregas kryptós (escondido ou oculto) e graphos (escrita). A cifragem da informação ocorre quando a mensagem original (também denominada texto claro) é disfarçada e oculta em códigos sem significado aparente, produzindo o texto criptografado (cifrado). Este pode ser transformado novamente em texto legível através do processo de decifragem (Figura 1).

Muitos pesquisadores consideram a criptografia tão antiga quanto à própria escrita. Segundo Jorge Loureiro Dias, em seu artigo Desenvolvimento Histórico da Criptografia, os primeiros registros de sua utilização datam de 1.900 a.C., no antigo Egito. Nesta época, o faraó Khnumhotep II substituía trechos das escritas em argila que indicavam o caminho para seus tesouros armazenados nas pirâmides, possibilitando somente aos sacerdotes decifrá-las. Entre 600 e 500 a.C., os hebreus utilizaram um mecanismo simples, de substituição de uma letra por outra (conhecido como cifra de Atbash), para escrever o livro do Profeta Jeremias. Na Índia, o famoso livro erótico Kama-sutra, escrito pelo sábio hindu Vatsyayana, indicava as comunicações secretas, sejam escritas ou faladas, como uma das artes que as mulheres deveriam conhecer e praticar.

Na Roma Antiga, o imperador Júlio César utilizava um método para cifrar suas mensagens e enganar seus inimigos. O algoritmo simplesmente substituía as letras do alfabeto por outras localizadas três posições à frente. A Figura 2 ilustra um exemplo de uma ordem cifrada segundo a técnica usada por Júlio César.

Este método funcionou durante algum tempo. Entretanto, sua lógica foi descoberta facilmente. A introdução do conceito de chave secreta permitiu melhorá-lo, pois, ao invés de realizar a permuta pela terceira letra subsequente, passou-se a realizar a substituição por outra, localizada N posições à frente. Desta forma, não bastava conhecer o algoritmo, mas a chave secreta N que foi utilizada para cifrar a mensagem (Figura 3).

O método criado pelo imperador é denominado cifra de substituição. Os algoritmos de criptografia modernos seguem esta mesma filosofia, ou seja, seus passos e procedimentos são conhecidos publicamente, sendo somente a chave compartilhada entre as entidades envolvidas na comunicação.

No século IX, o filósofo árabe Al-Kindi muito contribuiu para a criptoanálise, escrevendo sobre como utilizar a análise de frequência para decifrar mensagens. Segundo este, bastava avaliar as letras mais comuns e substitui-las por aquelas mais utilizadas habitualmente, como as vogais.

A substituição polialfabética empregando palavras chaves, proposta no século XVI, foi marcada pelo trabalho de Blaise de Vigenère, e resistiu a todos os métodos de criptoanálise por mais de trezentos anos. A "



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Autor
André Koide Da Silva

Mestre em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, especialista em Redes de Computadores pela Universidade Estadual de Campinas e bacharel em Sistemas de Informação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente é especialista em redes de computadores pelo UOL Diveo, c...


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