Este é um post disponível para assinantes MVPFireMonkey: Animações em aplicações comerciais - Revista ClubeDelphi 137
Este artigo demonstra como utilizar as animações visuais da nova ferramenta do Delphi XE 2, a FireMonkey, apresentando também uma idéia de como empregá-la em aplicações comerciais.
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O mercado de desenvolvimento de software tem ganhado várias
ferramentas e tecnologias para o projeto de aplicações mais ricas em interface
e interatividade. É evidente que com a popularização do recurso TouchScreen e
da atual ascensão dos dispositivos portáteis como os Smartphones, tais
tecnologias se tornem cada vez mais presentes no cotidiano dos desenvolvedores.
Até certo tempo atrás, o programador Delphi que desejava ou necessitava
desenvolver aplicações com interfaces mais ricas ou personalizadas para o
ambiente Windows, precisava utilizar componentes de terceiros ou desenvolver
seus próprios códigos, uma vez que a VCL e o próprio ambiente nativo da
ferramenta não apresentavam tantos recursos para a manipulação da interface
gráfica dos aplicativos. Com o surgimento da versão XE 2 do Delphi novas tecnologias
foram incorporadas à ferramenta, principalmente no quesito interface.
FireMonkey
O FireMonkey (FMX), que é uma nova plataforma para aplicações,
tem atraído a atenção dos desenvolvedores. Ela é uma biblioteca de componentes
gráficos que utiliza a GPU (Unidade de Processamento Gráfico) e também a CPU
(Unidade Central de Processamento) dos computadores ou dos dispositivos
portáteis, uma vez que é multi-plataforma, possibilitando o desenvolvimento de
aplicações HD 3D ricas visualmente e de uma maneira rápida, com vários efeitos
visuais. Ela possui uma camada de abstração de recursos, um motor GUI que cuida
geração de caixas de texto, botões, janelas e demais componentes, o que possibilita
sua portabilidade para outros ambientes, uma vez que os mesmos ficam
independentes do Sistema Operacional. Oferece suporte ao desenvolvimento de
gráficos em 2D ou 3D, também utilizando formas primitivas, possuindo um motor
de vetores poderoso. Também é constituída por um motor destinado a utilização
de temas pré-definidos ou criados pelo próprio usuário através de um Editor.
Suporta animações, que por sua vez, são calculadas em segundo plano através de
uma Thread, apresentando um consumo mínimo de CPU e correção automática da taxa
de frames (quadros), permitindo também a utilização e manipulação de vários
tipos de imagens como Bitmap, JPEG, PNG, GIF, etc.
O FireMonkey e a VCL não podem ser utilizados em conjunto num
mesmo projeto pois são incompatíveis. Vale a pena lembrar também que a VCL é
uma biblioteca de componentes que é suportada apenas no ambiente Windows. Atualmente
o FireMonkey é compatível com o ambiente Windows 32 ou 64 bits (a partir do XP
SP2), Mac OS X e iOS, porém deverá oferecer suporte a outras plataformas
futuramente.
O desenvolvimento 3D com
o Delphi foi enfatizado com o FireMonkey. Utilizando um objeto do tipo TForm3D
ou TViewPort3D, por exemplo, é possível adicionar vários objetos 3D primitivos,
como um Cubo, e criar câmeras, efeitos de iluminação e animação na aplicação,
como rotação e escala, bem como a utilização de materiais para as superfícies
dos objetos. Também é importante evidenciar que ao integrar animações com
aplicações comerciais, é uma boa prática levar em consideração o tempo de
execução da animação, não utilizando efeitos demorados, afinal além de uma
aparência agradável o usuário deseja ter um sistema que responda o mais rápido
possível às suas requisições.
Entretanto o FireMonkey
não é apenas uma plataforma destinada ao desenvolvimento de uma aplicação
gráfica ou cheia de efeitos e animações, mas sim uma solução completa para
aplicativos comerciais. Ela suporta o acesso aos bancos de dados através das
ferramentas DataSnap e dbExpress, podendo o desenvolvedor utilizar recursos de
LiveBinding que utiliza expressões para a interligação dos objetos através das
suas propriedades.
A plataforma FireMonkey disponibiliza recursos para que o
desenvolvedor possa criar animações em sua aplicação como descrito
anteriormente. Vale a pena evidenciar que animações podem ser obtidas através
da alteração das propriedades dos componentes da aplicação com relação ao
tempo. Tais recursos podem ser inicializados de forma automática ou manual
através de um evento por exemplo, assim como reiniciados ou efetuados de
maneira inversa.
Quanto aos tipos de animações disponibilizados por esta plataforma, são divididos em três categorias: interpolações originadas por dois valores (a partir de um valor inicial até um valor final), interpolações originadas de vários valores e sem interpolação, neste último caso como se fosse uma apresentação de slides baseada em uma lista de imagens. Em animações gráficas, interpolação é o termo utilizado para definir a criação automática de uma sequência de novos quadros tendo como base determinados valores, como um valor inicial e um valor final onde cada quadro gerado depende do quadro anterior até que atinja o valor estabelecido como final, levando também em consideração um determinado tempo. Sendo assim, se a animação é uma rotação e são definidos os valores 1 (inicial) e 5 (final), os quadros 2, 3 e 4 serão gerados de uma maneira automática, evidentemente de acordo com o tempo definido. Tais interpolações desta plataforma são semelhantes às utilizadas pelo Flash, uma ferramenta mais voltada para o desenvolvimento de efeitos para a Web. A "
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