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HTML 5 e Java - Revista Java Magazine 97

O artigo trata do HTML 5, nova especificação da linguagem de marcação padrão da Web, e seu uso em aplicações Web Java. O artigo exemplifica algumas das novidades trazidas pela nova especificação e demonstra como a tecnologia de componentes do JS






No final da década de 80 e início da década de 90, Tim Berners-Lee, cientista da computação britânico e funcionário do centro de pesquisa CERN, em Genebra, Suíça, propõe uma rede de documentos interconectados que eventualmente se tornaria a World Wide Web (literalmente, “Rede de Alcance Mundial”) e que hoje em dia é chamada de WWW, W3 ou simplesmente de “Web”.

Um dos conceitos fundamentais da Web é o hipertexto, que nada mais é do que um texto que possui links (originalmente chamados de hiperlinks) para outros textos e que, portanto, quando visualizados em um computador ou dispositivo eletrônico similar, permite que o leitor acesse imediatamente o outro texto clicando em um desses links.

O hipertexto já existia antes da invenção da Web e a grande sacada de Berners-Lee foi combinar a Internet e o hipertexto. Para tanto, ele desenvolveu as três tecnologias básicas da Web:

1.      Uma forma universal de identificar cada documento (e demais recursos) existentes na Web: a URL (Uniform Resource Locator, ou Localizador Uniforme de Recursos), também conhecida como URI (Uniform Resource Identifier, ou Identificador Uniforme de Recursos);

2.      Uma linguagem de marcação padrão para publicação de documentos hipertexto na Web: o HTML (Hypertext Markup Language, ou Linguagem de Marcação Hipertexto);

3.      Um protocolo para transferência de dados entre clientes (os navegadores) e servidores Web: o HTTP (Hypertext Transfer Protocol, ou Protocolo de Transferência Hipertexto).

 

O foco deste artigo é no segundo componente da lista acima: o HTML. Como todo desenvolvedor Web sabe, o HTML é um padrão para escrita de documentos hipertexto que permite que o autor marque as diferentes partes do documento com o uso de tags (por isso o nome “linguagem de marcação”), dando a cada trecho um significado diferente. Por exemplo, colocar um texto entre as tags <h1> e </h1> indica que aquele texto é um título e deve ser formatado adequadamente pelo navegador (browser). Analogamente, as tags <a> e </a> indicam links, sendo que o endereço para o qual o link aponta é especificado como um atributo da tag de abertura, ex.: <a href="http://www.javamagazine.com.br">.

Com a evolução da Web e outras tecnologias multimídia, diversos conteúdos começaram a ser trazidos para a grande rede, devendo ser exibidos por sua linguagem padrão, o HTML. Por exemplo:

·         Em 1993 uma empresa chamada FutureWave criou uma plataforma para adição de animações a páginas Web que, após aquisição pela Macromedia, foi batizada de Flash (hoje, Adobe Flash);

·         Em 1995 uma nova versão do então dominante navegador Netscape Navigator foi lançado com suporte a JavaScript, uma linguagem que permitia execução de scripts (pequenos programas) no lado do cliente, adicionando, entre outras coisas, interatividade às páginas HTML;

·         Nesta mesma época, o Netscape permitia também o carregamento de Applets, pequenos programas escritos em Java, via páginas Web. Applets podem exibir componentes gráficos das APIs Swing e AWT, aumentando assim a capacidade das páginas.

 

Tais adições, porém, não entraram na especificação do HTML. O JavaScript possui uma especificação própria (conhecida como ECMAScript) e as demais tecnologias, de propriedade das empresas que as desenvolveram ou compraram, são exibidas por meio de plug-ins que devem ser instalados no navegador. Um navegador que não possua o plug-in Flash instalado, por exemplo, não conseguirá reproduzir vídeos e animações feitas nesta tecnologia.

Neste contexto entra a nova versão do padrão para documentos hipertexto na Web, o HTML 5. Ainda em desenvolvimento na época da escrita deste artigo, o HTML 5 tem como um de seus objetivos principais padronizar na especificação a exibição de diversos conteúdos multimídia amplamente utilizados na atualidade (como vídeos e gráficos), melhorando a portabilidade das páginas Web, cujos autores, futuramente, poderão assumir que os navegadores mais utilizados possuam suporte ao padrão e não precisarão mais se preocupar se os mesmos terão ou não os plug-ins adequados para exibição do conteúdo da página. Outro foco do HTML 5 é facilitar a construção de páginas para diferentes dispositivos de navegação na Internet, como telefones celulares e tablets.

Este artigo resume a história do HTML 5, apresenta algumas novidades que esta nova versão traz às páginas Web, demonstra como podemos experimentar já a tecnologia em aplicações Web Java com JSF (padrão Java para construção de interfaces com o usuário no lado do servidor e parte da plataforma Java EE 6) e discute o que se espera com relação ao uso de HTML 5 neste e em outros frameworks para desenvolvimento Web em Java.

História

Como mencionamos anteriormente, o HTML nasceu no CERN, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (veja "



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    5 COMENTÁRIOS

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Josué Ribeiro Guimarães Júnior
Você sabe me dizer se porde haver algum problema de compatibilidade com o Primefaces?

Obrigado!
[há +1 mês] - Responder

 

Vítor Estêvão Silva Souza
Olá Josué,

Eu não testei especificamente com o PrimeFaces, porém sei que o mesmo funciona com sintaxe XHTML e, portanto, em teoria não há problema algum em misturar componentes HTML5 com componentes PrimeFaces se o navegador suporta HTML5.

Espera-se que assim que o suporte ao HTML5 seja mais comum (a maioria das pessoas use um navegador com suporte) estas bibliotecas de componentes JSF (tipo o PrimeFaces) comecem a lançar componentes que utilizam o novo padrão. Daí elas serão ainda mais adequadas ao uso com HTML5.

- Vítor Souza
[há +1 mês] - Responder
 

Hugo Camargo Victor
Vítor Estêvão,

- É verdade que no HTML5 não vai ser preciso passar campos hidden via formulário se sim como ficaria esse esquema?

- No HTML5 pelo pouco que vi tem uma especie de banco de dados local(Local Storage) de no máximo 15MB correto? Qual a vantagem que vc da sua utilização?
[há +1 mês] - Responder

 

Dyego Souza Do Carmo
1) Sim , existe uma tecnica agora para passar diretamente pelo header da conexao

2) Fuja deste "Local Storage" , alem de limitado ainda tem uma seria de problemas de compatibilidade entre browsers.
[há +1 mês] - Responder
 

Vítor Estêvão Silva Souza
Olá Hugo,

Com relação à sua segunda pergunta, existem vários tutoriais na Web que ensinam a utilizar a "local storage", como por exemplo: http://www.kirupa.com/html5/html5_local_storage.htm

Dois exemplos de uso interessantes da Local Storage:

(1) Você recupera os dados do servidor todos de uma vez e os armazena na Local Storage para utilizar posteriormente, assim não precisa ficar fazendo várias requisições AJAX separadas (deve pesar, claro, se esses dados serão realmente necessários para fazer esse pré-carregamento, se fazer requisições ao servidor é realmente um problema, etc.);

(2) O usuário está preenchendo um formulário com muitos dados e você salva as informações na Local Storage para não perdê-las caso ele navegue para outra página sem querer. Novamente, a Local Storage evita que você tenha que enviar dados pro servidor.

Porém, se tratando de HTML5, leve em consideração o que o Dyego falou sobre compatibilidade de navegadores. Enquanto o padrão não estiver bem estável, não é aconselhável utilizá-lo em ambiente de produção.

Bons estudos!
- Vítor
[há +1 mês] - Responder
 



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Autor
Vítor Estêvão Silva Souza

Graduação em Ciência da Computação e Mestrado em Informática com ênfase em Engenharia de Software na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), onde trabalhou também como professor substituto.


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