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Java: maduro, mas com o pé no acelerador - Revista Java Magazine 100

Neste artigo faremos um panorama histórico da plataforma Java, analisaremos o terreno atual e tentaremos enxergar o que nos espera pela frente.






É fácil prever o futuro: basta inventá-lo, como disse Alan Kay, criador da linguagem Smalltalk. Mas há outros métodos fáceis, mais acessíveis a nós mortais comuns. Por exemplo, podemos “prever” algo que já está começando a acontecer, porém muita gente ainda não percebeu. Esta técnica é favorita de escritores de artigos, mas é às vezes perigosa, pois nem toda tendência, promessa ou descoberta acaba se desenvolvendo conforme planejado. Em mais de 80 artigos para a Java Magazine, colecionei alguns acertos, como martelar insistentemente na tecla da programação concorrente; e também alguns erros, como publicar uma matéria prematura sobre o JDK 7 com grande foco em lambdas (melhoria que ficou para o JDK 8, e muito alterada desde aquele artigo). Agora, comemorando a Centésima Edição da Java Magazine, para variar um pouco, é produtivo olhar tanto para o passado quanto para o futuro. E talvez também um pouco “para dentro”, refletindo sobre a natureza e a essência da plataforma Java.

O Espírito do Java

Se tivermos que definir a maioria das linguagens/plataformas de programação segundo seu escopo de uso, esta definição não mudará praticamente nada com o passar das décadas, mesmo nos casos em que a linguagem (junto com suas bibliotecas e ferramentas) evolui de forma significativa. Ou, se muda, costuma ser pela contração do escopo: a linguagem C, por exemplo, ainda é dominante no nicho “programação de sistemas” (kernels, drivers, bibliotecas de baixo nível), mas foi praticamente abandonada para aplicações convencionais, como sistemas corporativos focados em BD + GUI.

Java, no entanto, é uma exceção à regra – uma linguagem plataforma “mutante”:

·         Começou planejada como uma ferramenta para sistemas embutidos (projeto Oak);

·         Estreou com as applets, focando em GUI e Internet;

·         Atacou então os segmentos “enterprise” / back-end (J2EE) e de telefonia móvel (J2ME);

·         Tornou-se dominante no back-end, e por muitos anos deixou suas demais facetas se esvaírem em obsolescência ou evolução incompetente;

·         Ressuscitou no segmento móvel, mas de forma oblíqua com o Android, plataforma competidora que reusa a linguagem e outros elementos do toolchain Java;

·         Está tentando ressuscitar também nos segmentos de Internet e Desktop, com o projeto JavaFX, inicialmente atrapalhado pelos estertores da Sun Microsystems;

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    1 COMENTÁRIO

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Paulo Vicentini
Artigos do Osvaldo Pinali Doederlein fazem muita falta...espero que sejam mais frequentes!


em 10/2/2012 16:47 - Responder

 



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Autor
Osvaldo Pinali Doederlein

é Mestre em Engenharia de Software Orientado a Objetos e Arquiteto de Tecnologia da Visionnaire Informática, trabalhando em projetos de software e prospecção tecnológica.


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