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Artigo SQL Magazine 72 - Oracle RMAN 11g
O artigo trata das novas funcionalidades da ferramenta de backup da Oracle, o RMAN (Recovery Manager), em sua versão 11g. Trata também de como utilizar algumas das funcionalidades para efetuar backup e recovery em caso de falha do banco de dados.
SQL Magazine 72
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Oracle
Oracle RMAN 11g
LEAD
De que trata o artigo?
O artigo trata das novas funcionalidades da ferramenta de backup da Oracle, o RMAN (Recovery Manager), em sua versão 11g. Trata também de como utilizar algumas das funcionalidades para efetuar backup e recovery em caso de falha do banco de dados.
Para que serve?
O RMAN (Recovery Manager) é a ferramenta Oracle, parte integrante do banco de dados, que permite a execução de backups do banco de dados Oracle e, principalmente, a recuperação de dados em caso de falha do banco de dados. Este artigo serve para que o leitor tenha conhecimento das principais características da ferramenta e seja capaz de efetuar backups e recuperação em bases de dados de sua responsabilidade.
Em que situação o tema é útil?
Em casos de administradores de bancos de dados que queiram garantir a disponibilidade de dados, executando seus backups com o RMAN 11g. Se você é DBA, um dia você precisará fazer um Recovery. A questão não é SE você vai, e sim QUANDO você vai. Esteja preparado.
A principal responsabilidade de um DBA é a recuperação de dados, mais conhecida pelo termo em inglês Recovery.
Reparem que eu nem disse Backup & Recovery, e sim, apenas a segunda parte. Backup é uma parte do processo de Recovery, é apenas um meio, e não o fim. O objetivo é garantir a recuperabilidade de seus dados. Pense no Recovery, e não no Backup.
O RMAN – Recovery Manager (“Gerenciador de Recuperação”) - é a ferramenta recomendada pela Oracle para executar Backups dos bancos de dados gerenciados por seu principal produto, o Oracle Database, e existe desde a versão 8.0.3.
Não adianta fugir. Se você pretende administrar seriamente um banco de dados Oracle, terá que dominar esta ferramenta. E se pretende usar seriamente RMAN, deverá usar o modo ARCHIVELOG e um Catalog (“Catálogo”), como veremos mais adiante.
Outra razão para utilizar o RMAN é que ele é grátis. Se você pagou pelo Oracle, já pagou pelo RMAN. Para que então ter mais trabalho, ou tentar reinventar a roda?
Se você ainda considera outros métodos de Backup, veja as desvantagens em fazê-los sem o RMAN:
• Manual Cold Backup (“Cópia Manual a Frio”). É o Backup executado copiando-se todos os arquivos do banco de dados para outro local, com a instância desligada, via sistema operacional. Tem a seguinte desvantagem:
o Necessita que a instância seja desligada. Além do tempo de indisponibilidade do banco de dados durante o Backup, quando uma instância é religada, todo seu Caché está limpo, tanto de dados quanto de comandos SQL. Ou seja, todo o trabalho que o Oracle teve para ter uma boa performance de acordo com o uso do banco de dados é destruído.
• User Managed Backups (“Cópias Gerenciadas por Usuário”). É o backup executado copiando-se todos os datafiles (“arquivos de dados”) do banco de dados para outro local, utilizando-se os comandos BEGIN BACKUP e END BACKUP. Possui a seguinte desvantagem:
o Quando uma tablespace é colocada em modo BEGIN BACKUP, o Oracle grava blocos inteiros nos REDO LOGs, ao invés de apenas os vetores alterados. Isto pode fazer com que a geração de REDO durante o backup seja muito maior do que com Backups feitos por RMAN.
• Logical Backup (“Backup Lógico”): é o backup executado utilizado as ferramentas de exportação do Oracle - o exp (todas as versões) ou expdp (versão 10g ou superior). Possui as seguintes desvantagens:
o Não permite recuperação em um ponto do tempo determinado. Você só pode voltar para o momento onde o Backup foi feito;
o Como o processo de Recovery (utilizando as ferramentas de imp / impdp) praticamente reinsere os dados, o tempo será maior do que um Recovery via RMAN. Adicionalmente, ao término do processo de Logical Recovery, os índices são recriados, o que leva mais tempo ainda;
o Integridade: utilizando-se as opções padrão, um Logical Backup pode não ser íntegro, pois, como uma tabela é exportada em seguida da outra, um registro de uma tabela que depende de um registro de outra tabela via Foreign Keys (“Chave Estrangeira”) pode não existir mais, o que invalidará a recriação da Foreign Key ao término do processo de Recovery.
Além disso, os Backups executados com estas opções não podem ser registrados em um Catalog, o que inviabiliza várias funcionalidades, e torna mais difícil a administração de muitos bancos de dados. Além disso, obviamente, todas as funcionalidades do RMAN não poderão ser utilizadas.
O Catalog, em especial, é uma funcionalidade importante do RMAN. Várias funcionalidades do RMAN, como Stored Scripts, só podem ser utilizadas com um Catalog, como demonstraremos a seguir. Um banco de dados Oracle de produção deve utilizar um Catalog para registro de seus Backups.
Outro ponto importante a considerar é que você deve treinar os procedimentos de Recovery. Em situações de estresse, tendemos naturalmente a não considerar as opções com as quais não estamos familiarizados. E uma situação onde um Recovery é necessário geralmente é uma situação de estresse.
Se você é DBA, um dia você precisará fazer um Recovery. A questão não é SE você vai, e sim QUANDO você vai. Esteja preparado.
Mas reconheço que o RMAN não é uma ferramenta muito amigável, assim como o Oracle não é um banco muito amigável aos iniciantes. Mas isto está mudando.
Na versão 11g, foi introduzido o Data Recovery Advisor, que como outros Advisors que o Oracle já tem, procura auxiliar o DBA menos experiente a executar tarefas complexas, como um Recovery. Iremos, neste artigo, configurar o RMAN para executar Backups, e depois iremos simular uma situação onde um Recovery é necessário, e deixar o Data Recovery Advisor fazer este Recovery."
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Oracle RMAN 11g
LEAD
De que trata o artigo?
O artigo trata das novas funcionalidades da ferramenta de backup da Oracle, o RMAN (Recovery Manager), em sua versão 11g. Trata também de como utilizar algumas das funcionalidades para efetuar backup e recovery em caso de falha do banco de dados.
Para que serve?
O RMAN (Recovery Manager) é a ferramenta Oracle, parte integrante do banco de dados, que permite a execução de backups do banco de dados Oracle e, principalmente, a recuperação de dados em caso de falha do banco de dados. Este artigo serve para que o leitor tenha conhecimento das principais características da ferramenta e seja capaz de efetuar backups e recuperação em bases de dados de sua responsabilidade.
Em que situação o tema é útil?
Em casos de administradores de bancos de dados que queiram garantir a disponibilidade de dados, executando seus backups com o RMAN 11g. Se você é DBA, um dia você precisará fazer um Recovery. A questão não é SE você vai, e sim QUANDO você vai. Esteja preparado.
A principal responsabilidade de um DBA é a recuperação de dados, mais conhecida pelo termo em inglês Recovery.
Reparem que eu nem disse Backup & Recovery, e sim, apenas a segunda parte. Backup é uma parte do processo de Recovery, é apenas um meio, e não o fim. O objetivo é garantir a recuperabilidade de seus dados. Pense no Recovery, e não no Backup.
O RMAN – Recovery Manager (“Gerenciador de Recuperação”) - é a ferramenta recomendada pela Oracle para executar Backups dos bancos de dados gerenciados por seu principal produto, o Oracle Database, e existe desde a versão 8.0.3.
Não adianta fugir. Se você pretende administrar seriamente um banco de dados Oracle, terá que dominar esta ferramenta. E se pretende usar seriamente RMAN, deverá usar o modo ARCHIVELOG e um Catalog (“Catálogo”), como veremos mais adiante.
Outra razão para utilizar o RMAN é que ele é grátis. Se você pagou pelo Oracle, já pagou pelo RMAN. Para que então ter mais trabalho, ou tentar reinventar a roda?
Se você ainda considera outros métodos de Backup, veja as desvantagens em fazê-los sem o RMAN:
• Manual Cold Backup (“Cópia Manual a Frio”). É o Backup executado copiando-se todos os arquivos do banco de dados para outro local, com a instância desligada, via sistema operacional. Tem a seguinte desvantagem:
o Necessita que a instância seja desligada. Além do tempo de indisponibilidade do banco de dados durante o Backup, quando uma instância é religada, todo seu Caché está limpo, tanto de dados quanto de comandos SQL. Ou seja, todo o trabalho que o Oracle teve para ter uma boa performance de acordo com o uso do banco de dados é destruído.
• User Managed Backups (“Cópias Gerenciadas por Usuário”). É o backup executado copiando-se todos os datafiles (“arquivos de dados”) do banco de dados para outro local, utilizando-se os comandos BEGIN BACKUP e END BACKUP. Possui a seguinte desvantagem:
o Quando uma tablespace é colocada em modo BEGIN BACKUP, o Oracle grava blocos inteiros nos REDO LOGs, ao invés de apenas os vetores alterados. Isto pode fazer com que a geração de REDO durante o backup seja muito maior do que com Backups feitos por RMAN.
• Logical Backup (“Backup Lógico”): é o backup executado utilizado as ferramentas de exportação do Oracle - o exp (todas as versões) ou expdp (versão 10g ou superior). Possui as seguintes desvantagens:
o Não permite recuperação em um ponto do tempo determinado. Você só pode voltar para o momento onde o Backup foi feito;
o Como o processo de Recovery (utilizando as ferramentas de imp / impdp) praticamente reinsere os dados, o tempo será maior do que um Recovery via RMAN. Adicionalmente, ao término do processo de Logical Recovery, os índices são recriados, o que leva mais tempo ainda;
o Integridade: utilizando-se as opções padrão, um Logical Backup pode não ser íntegro, pois, como uma tabela é exportada em seguida da outra, um registro de uma tabela que depende de um registro de outra tabela via Foreign Keys (“Chave Estrangeira”) pode não existir mais, o que invalidará a recriação da Foreign Key ao término do processo de Recovery.
Além disso, os Backups executados com estas opções não podem ser registrados em um Catalog, o que inviabiliza várias funcionalidades, e torna mais difícil a administração de muitos bancos de dados. Além disso, obviamente, todas as funcionalidades do RMAN não poderão ser utilizadas.
O Catalog, em especial, é uma funcionalidade importante do RMAN. Várias funcionalidades do RMAN, como Stored Scripts, só podem ser utilizadas com um Catalog, como demonstraremos a seguir. Um banco de dados Oracle de produção deve utilizar um Catalog para registro de seus Backups.
Outro ponto importante a considerar é que você deve treinar os procedimentos de Recovery. Em situações de estresse, tendemos naturalmente a não considerar as opções com as quais não estamos familiarizados. E uma situação onde um Recovery é necessário geralmente é uma situação de estresse.
Se você é DBA, um dia você precisará fazer um Recovery. A questão não é SE você vai, e sim QUANDO você vai. Esteja preparado.
Mas reconheço que o RMAN não é uma ferramenta muito amigável, assim como o Oracle não é um banco muito amigável aos iniciantes. Mas isto está mudando.
Na versão 11g, foi introduzido o Data Recovery Advisor, que como outros Advisors que o Oracle já tem, procura auxiliar o DBA menos experiente a executar tarefas complexas, como um Recovery. Iremos, neste artigo, configurar o RMAN para executar Backups, e depois iremos simular uma situação onde um Recovery é necessário, e deixar o Data Recovery Advisor fazer este Recovery."
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3 COMENTÁRIOS
Hiran Horta
Bom dia a todos.
Este artigo é muito bom!
Serve como ótima base de conhecimentos a todos os colegas DBAs.
Ricardo, parabéns pelo artigo e pela objetividade posta. Sou DBA Oracle a 15 anos e é o primeiro artigo que leio objetivo, imparcial, presciso e de apoio que considero bom.
Abraços
Hiran Horta.
[há +1 ano] -
Responder

Renato F Ferreira
Falam pra pensar em Recovery, porém só explicaram como faz o backup, o recovery ficou muito mal explicado.
Se meu servidor oracle dá pau físico, tenho que subir o backup em outra máquina, como faço ? Não está explicado.
Se uma atualização do banco de dados deu erro, como faço para voltar o banco ao momento antes da atualização ? Não está explicado.
Se meu servidor oracle dá pau físico, tenho que subir o backup em outra máquina, como faço ? Não está explicado.
Se uma atualização do banco de dados deu erro, como faço para voltar o banco ao momento antes da atualização ? Não está explicado.
[há +1 mês] -
Responder
[autor]
Ricardo Portilho Proni
Você está certo. O Recover foi abordado muito na forma filosófica, e pouco na prática. Planejo escrever um artigo apenas sobre técnicas de Restore & Recover.
[há +1 mês] -
Responder
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Ricardo Portilho Proni
Space do autor
Com 20 anos de experiência profissional, Ricardo Portilho Proni é Oracle ACE e já trabalhou em grande parte dos maiores bancos de dados Oracle e MySQL do Brasil. É certificado em Oracle, MySQL, SQL Server, DB2, Sybase e WebSphere. Consultor e Instrutor da Nerv Informática Ltda (http://nervinformatic...
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