Este é um post disponível para assinantes MVPOrientação a Objetos: uma abordagem com Java - Revista Easy Java Magazine 11 - Parte 1
Apresenta os conceitos iniciais de orientação a objetos, de forma leve, tentando mostrar exemplos práticos em Java que tornem mais fácil o entendimento deste paradigma. Também antecipa brevemente alguns temas que serão abordados no futuro.
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Um parâmetro que pode ser usado para medir a complexidade de um software é o número de linhas de código. Por exemplo, o Windows Vista tem cerca de 50 milhões de linhas, o kernel do Linux 3.0 tem mais de 14 milhões de linhas, a versão 2.0 do OpenOffice já apresentava mais de 10 milhões de linhas de código.
Por essa perspectiva não é difícil concluir o quanto a
complexidade do software vem aumentando a cada ano que passa. Isso acarreta
alguns problemas. Um deles é a dificuldade em cumprir o cronograma do projeto.
Quanto maior o tamanho do programa, maior é a distância entre a estimativa de
tempo prevista e o real. Segundo, os custos de desenvolvimento e manutenção
aumentam consideravelmente com o tamanho do software. Estima-se, atualmente,
que o custo de manutenção de um software atinge de
Uma das peças chave para solucionar essas dificuldades chama-se reutilização. A reutilização é fundamental para o aumento da produtividade e melhoria da qualidade. De maneira geral, reutilização consiste na utilização mais de uma vez de todos os tipos de informação e artefatos encontrados durante o processo de desenvolvimento, tais como requisitos, código e testes. Existem diversas técnicas que podemos lançar mão para conseguir a reutilização. Dentre elas podemos citar os repositórios dos sistemas de controle de versão e a orientação a objetos. E é sobre a orientação a objetos que pretendemos apresentar nesta matéria.
A Programação Orientada a Objetos (Object-Oriented Programming) foi concebida na década de 60 no Centro Norueguês de Computação. Nessa época, os conceitos de classe e herança foram introduzidos através da linguagem Simula 67. No entanto, somente após o lançamento da linguagem Smalltalk nos anos 70 – considerada a linguagem orientada a objetos (OO) mais pura que existe – é que a OO começou a se popularizar. Após isso surgiram linguagens chamadas híbridas, tais como C++ e Java.
Desta forma, neste artigo serão estudados os conceitos de orientação e de que forma podemos utilizar a linguagem Java para implementá-los.
Pacotes
Em geral, quando desenvolvemos pequenas aplicações, pode ser
viável manter o código em um mesmo diretório. Entretanto, em aplicações
maiores, colocar todos os arquivos em uma mesma pasta, sem organização, pode
prejudicar principalmente a manutenção do sistema. Por isso sugere-se que o
código seja agrupado, de forma que as classes relacionadas fiquem em um mesmo
diretório. Esses diretórios – juntamente com os arquivos dentro deles – são
chamados de pacotes, e tanto o código fonte das classes quanto os arquivos
compilados – e mesmo outros pacotes – são organizados dentro desses diretórios.
Por curiosidade, todo o código da API (Application Programming Interface)
do Java também está organizado
Supondo que uma classe chamada Pessoa
pertença ao pacote br.com.nomeempresa.nomeprojeto,
então seu nome completo será br.com.nomeempresa.nomeprojeto.Pessoa. Essa é uma forma de
evitar conflitos de nomes, pois classes em pacotes diferentes têm nomes
completos diferentes.
Considerando este mesmo exemplo, quando o compilador encontra uma referência à classe Pessoa, ele irá procurar o arquivo Pessoa.class no diretório br/com/nomeempresa/nomeprojeto. Tenha em mente que cada um desses diretórios é um pacote.
Para
indicar que um arquivo fonte Java pertence a um dado pacote, a primeira linha
de código deste arquivo deve ser a declaração:
package
br.com.nomeempresa.nomeprojeto
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