Este é um post disponível para assinantes MVPSons e imagens em aplicações Android - Revista Mobile Magazine 39
O artigo mostra uma parcela pequena da API de mídia do Android utilizando dois exemplos. O primeiro é um aplicativo de streaming de mídia, que pode ser facilmente transformado em uma aplicação completa para rádios. O segundo exemplo mostra um ál
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O
uso de mídias nos aplicativos é extremamente comum, desde sinais de alertas em
aplicativos convencionais até sua vital importância em jogos. Podemos encontrar
desde simples toques polifônicos até mesmo sons em três dimensões, com diversos
efeitos sonoros, mudando consideravelmente a percepção do usuário em relação ao
aplicativo que ele está usando.
O
uso da mídia também está sendo utilizado na entrada de dados. Além dos teclados
convencionais, as telas touchscreen, já encontramos sites e aplicativos que
requisitam que o usuário fale a informação que deseja inserir no software.
Para
telefones celulares e smartphones a importância das mídias se torna ainda maior
devido à atenção que o usuário pode dar ao aparelho. Por exemplo: o motorista
está dirigindo pela auto-estrada quando recebe uma mensagem de SMS. Caso ele
precise olhar para o visor do aparelho, estará deixando de prestar atenção onde
mais importa, na estrada. Se a mensagem fosse lida de forma automática e
reproduzida no sistema de som do próprio automóvel, o risco de um acidente
diminuiria consideravelmente.
Outro
ponto muito importante é na ajuda a deficientes visuais. Apesar da consciência
em relação à usabilidade e acessibilidade ter aumentado nos últimos anos, ainda
é pouco provável encontrarmos um aplicativo para celular ou smartphone que
mostre duas informações na forma textual e oral.
Temos
alguns poucos exemplos que podem ser citados aqui.
·
LookTel:
assistência a cegos e deficientes visuais. Aparelhos celulares são usados para
reconhecer e identificar de maneira audível objetos e locais, de forma quase
instantânea;
·
SeeScan:
possui o mesmo objetivo do anterior.
Mas,
felizmente para nós programadores, todas as plataformas mobile de hoje
apresentam APIs que nos permitem inserir e capturar áudio e vídeo em nossos
aplicativos. Até mesmo algumas tecnologias um pouco mais antigas já permitiam
isso, como é o caso do Java ME. Algumas delas mais atuais fornecem suporte
inclusive a Text to Speech e Speech to Text. O Android não foge a
regra.
A
plataforma do Google fornece um conjunto de classes e métodos completos para
trabalho com mídia.
Neste
artigo vamos falar do suporte a áudio e vídeo dentro da plataforma do Google,
além disso, também discutiremos como trabalhar com Text to Speech. Para facilitar o aprendizado, o texto acompanhará o
desenvolvimento de dois aplicativos como provas de conceito.
Conhecendo o Android
A
plataforma Android, criada por um consórcio de empresas lideradas pelo Google,
fornece um sistema operacional, um ambiente de desenvolvimento completo para
programadores e uma loja virtual com milhares de opções. Seu núcleo é baseado
em Linux e a grande maioria das bibliotecas que compõe o Android é de código
aberto.
O Android pode ser dividido em partes, como mostrado na Figura 1. No seu núcleo mais básico temos o kernel Linux. Além disso, os drivers que gerenciam todos os processos e fazem a ligação da parte de software com as partes de hardware que compõe o device. Logo acima teremos as bibliotecas (libraries), que permitem aos desenvolvedores acessarem um banco de dados relacional SQLIte, por exemplo. Ou ainda, criar interfaces gráficas complexas com OpenGL e SurfaceManager. O Android Runtime contém a máquina virtual Java, chamada no ambiente criado pelo Google de Dalvik. A camada de Application Framework é utilizada pelos aplicativos nativos do aparelho, como por terceiros que desejem criar software para a plataforma. Um ponto interessante do Android está no fato das aplicações terem o mesmo poder, a mesma importância dentro da arquitetura. Isso difere bastante do Java ME, onde, os nossos aplicativos eram tratados quase que como vírus pelo Symbian.
No final de 2008, o primeiro smartphone com Android foi lançado no mercado. O t-Mobile G1 chegou com a versão 16 (Donut) do sistema operacional. De lá para cá, não só o hardware dos aparelhos mudou significativamente, mas também as versões do Android. Veja na Tabela 1 as plataformas disponíveis até o momento da escrita deste artigo.
·
Activity: A activity pode ser interpretada como uma
tela dentro do aplicativo. Por exemplo, em uma aplicação com uma tela de login,
uma lista de pessoa e uma tela de envio de SMS, temos três activitys.
·
Intent: Descreve a intenção
do programador em realizar algo. Esta tarefa pode ser interpretada e executada
pelo sistema operacional. Por exemplo, a intenção pode ser de abrir o browser
mostrando o endereço http://ww.mobildadetudo.com.
Ou ainda, a intenção pode ser de transferir o usuário para uma tela (activity) específica do aplicativo
·
Broadcast Receiver: É possível
interceptar mensagens enviadas pelo sistema operacional e fazer algo com isto.
Por exemplo, o Android pode nos avisar que uma ligação acabou de ser encerrada,
então, inicio uma aplicação que verifica o número de discagem e mostra um som
caso o número seja igual a determinado número.
·
Service: Definição de um
serviço que rodará em background. Além disso, o mesmo só será descartado pelo
sistema operacional e seu gerenciamento de memória em caso extremamente
crítico.
·
Content Resolver: Permite que dados de
uma aplicação se tornem visíveis a outros aplicativos, sejam eles de terceiros
ou não.
Além
disso, os números nos mostram que no mercado atual, duas plataformas dominam
solidamente: iOS e Android. A plataforma do Google chegará em breve a marca de
1 milhão de ativações ao dia, além disso, bateu marcas consagradas em seus
próprios territórios. Um bom exemplo disso é o mercado americano, fortemente
dominado pela RIM durante anos e, agora, pertencente aos domínios do Android.
Estudos de caso
Dando uma rápida olhada pelas lojas virtuais de aplicativos, não somente da plataforma Android, fica claro o recente interesse por players de rádios. Ou ainda, por aplicações que misturam um leitor de "
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