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Artigo Java Magazine 31 - Eclipse Visual com SWT

Artigo publicado pela Java Magazine edição 31.

BRK##: 25 - 26

Esse artigo faz parte da revista Java Magazine edição 31. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

Atenção: por essa edição ser muito antiga não há arquivo PDF para download.Os artigos dessa edição estão disponíveis somente através do formato HTML. 

Eclipse Visual

Primeiros Passos com o SWT

 

Conheça na prática o SWT, que permite criar aplicações gráficas multiplataforma, como responsividade e aparência de aplicações nativas, sem sacrificar a compatibilidade

 

Fernando Lozano

 

Ao iniciar o Projeto Eclipse há cerca de cinco anos, a IBM decidiu criar um tookit gráfico alternativo ao Swing – O SWT. Com o tempo e o sucesso do Eclipse, muitos desenvolvedores passaram a considerar seriamente o SWT como alternativa ao tookit gráfico padrão do Java, o Swing Hoje, além de ser adotado no Eclipse e seus muitos plug-ins, o SWT é utilizado por várias aplicações populares, como o RSSOwl, um agregador de notícias RSS (Figura1) e Azureus, um cliente para a rede de compartilhamento de arquivos BitTorrent (e atualmente um dos projetos mais ativos no SourceForge).

Apesar das críticas de que o SWT fragmentaria a plataforma Java, e das discursões inflamadas sobre a qual seria o melhor toolkit gráfico, o SWT é visto por cada vez mais profissionais e empresas como uma alternativa viável (ou superior) para o desenvolvimento de aplicações gráficas com Java.

Este artigo apresenta os primeiros passos no desenvolvimento SWT, para usuários do Eclipse e também para usuários de outros IDEs (Nada obriga  o desenvolvedor de aplicações SWT a utilizar o Eclipse).

 

Todos os exemplos neste artigo foram testados com JVMs livres, entre elas Kaffe, JamVM, SableVM e GCJ – além das JVMs 5.0 e 1.4.2 as Sun.

 

 

Figura 1. Aplicação SWT rodando sobre o Kaffe VM em Linux

 

Arquitetura do SWT

O SWT foi criado para ser ao mesmo tempo poderoso, leve e multiplataforma. Para isso utiliza o máximo possível dos recursos nativos da plataforma, mas sem perder portabilidade. Há versões do SWT diferentes para cada plataforma suportada – estas variam desde o PocketPC com J2MW, até sistemas Linux e Solaris de 64bits, passando por QNX, MAC OS  Windows e outras variantes do Unix. Mas a API exposta pelo SWT para aplicações é independente de plataforma, com cad um implementando esta API usando código Java específico.

Nesse sentido, pode-se considerar que o SWT é uma extensão da JVM. Para entender o motivo, podemos fazer uma analogia com a classe java.io.File. Uma aplicação Java utiliza os mesmos métodos de para verificar a existência de um arquivo (exists()) e para obter seu tamanho (length()), mas a implementação destes métodos varia radicalmente para cada plataforma, pois é necessário utilizar os recursos específicos do sistema operacional para essas operações.

O fato da classe File ser implementada de forma diferente em cada plataforma não impede, por exemplo, que uma aplicação Java desenvolvida e compilada em Windows rode sem modificações no Mac OS. Da mesma forma, o fato de se desenvolver uma aplicação SWT utilizando a versão para Linux, não impede que a aplicação seja executada, sem modificações ou recompilação, em Windows ou outras plataformas. Basta que esteja disponível a versão específica do SWT. O uso de código nativo pelo SWT é um detalhe interno da sua implementação, que não afeta as aplicações escritas para este toolkit.

 

Preparando o ambiente

Na Listagem 1 está uma aplicação SWT simples. Antes de explicar o código, vamos usar essa aplicação para validar a configuração do ambiente de desenvolvimento, e para verificar a instalação do SWT (caso não seja utilizado o Eclipse). Para acompanhar os passos de configuração a seguir, crie um projeto no Eclipse com a nova classe. A Figura 2 mostra a aplicação executando em Linux (Fedora) com Gnome e Windows XP.

Em princípio é possível desenvolver aplicações SWT utilizando apenas o download básico do Eclipse Platform + JDT, ou mesmo sem utilizar o Eclipse em absoluto (veja o quadro "SWT Fora do Eclipse"). Mas o PDE e o plug-in Visual Editor (VE) fornecem capacidades adicionais que poderão interessar ao desenvolvedor. O suporte oferecido pelo PDE e VE, entretanto, ainda é voltado principalmente para o desenvolvimento de plug-ins e não de aplicações SWT independentes. Isso leva alguns a preferir não usar esse suporte. Para os curiosos, Figura 3 mostra a edição de uma tela simples no VE.

 

Embora seja possível usar o VE sem o PDE, esta configuração fornece apenas suporte ao desenvolvimento Swing e não a SWT.

 

Devido a mudanças na forma como o Eclipse 3.1 empacota seus plug-ins em relação a versões anteriores, o leitor pode preferir obter o SWT isoladamente, ou então baixar o PDE. (Lembrando que antes da versão 3.1 o PDE não fornecia nenhuma facilidade específica para o desenvolvimento SWT, exceto pela documentação.)



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Autor
Fernando Lozano

é consultor independente, ativista do software livre e professor da Faculdade Metodista Bennett, além de autor do livro “Java em GNU/Linux” (Editora Alta Books). É detentor de certificações da Sun, IBM, Microsoft e Red Hat, sendo uma espécie de “agente duplo” nas várias tribos.


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