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artigo java magazine 51 - JAVA EE NO ECLIPSE COM WTP 2.0

Artigo da java magazine 51.

Esse artigo faz parte da revista Java Magazine edição 51. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição.

 

 

Web tools platform 2.0      

Desenvolvendo aplicações web e Java EE com o Eclipse

 

Na Edição 47 apresentamos a nova versão 3.3 do Eclipse, também mencionando vários outros projetos da Eclipse Software Foundation (ESF) que fizeram parte do release “Europa” (O Europa foi discutido também na edição). Embora o IDE básico do Eclipse contenha as ferramentas mais essenciais para qualquer projeto (editor, compilador etc.) – a crescente riqueza da plataforma Java torna importante o uso de ferramentas mais especializadas. Isso é especialmente verdadeiro para projetos Java EE, os quais demandam muitas atividades além de programação pura: editar páginas web estáticas e dinâmicas, trabalhar com XML, mapear objetos para tabelas, configurar descritores de deployment, fazer testes em servidores de aplicações, e assim por diante. Por isso, o complemento mais fundamental de qualquer IDE Java é o suporte a Java EE. Neste artigo, apresentaremos o WTP 2.0, o componente fundamental de suporte a Java EE para o Eclipse 3.3. Note que este artigo não pretende ensinar técnicas ou APIs do Java EE, nem as especificidades de servidores Java EE. São assuntos já cobertos com freqüência em vários artigos da Java Magazine. Vamos focar no ferramental do WTP e no uso prático das APIs e do servidor. O leitor que já tem alguma familiaridade conceitual com Java EE (mas não necessariamente experiência) será capaz de acompanhar este artigo sem problemas.

 

Ambiente e instalação

Alguns IDEs já trazem funcionalidades Java EE no produto básico, e o Eclipse costumava ser criticado por não ser assim. Mas isso é apenas um efeito da estrutura extremamente modular dos projetos da Fundação Eclipse. O verdadeiro problema é que a ESF, tradicionalmente, não disponibilizava distribuições orientadas ao usuário final. Isso começou a melhorar com o Eclipse 3.2 (Callisto), cujo Update Manager permite começar com uma instalação básica, selecionar componentes que sabemos que precisamos, e clicar em Select Required para marcar todos os subcomponentes e dependências. Com o Eclipse 3.3 e o Europa, temos uma nova facilidade: a Fundação Eclipse criou uma série de pacotes padronizados, para os conjuntos de funcionalidades mais populares (essas distribuições são detalhadas no artigo de Fernando Lozano, na Edição 50). No caso de desenvolvimento Java EE, você só precisa ir em eclipse.org/downloads e escolher a opção Eclipse IDE for Java EE Developers. Isso o conduzirá a um download único de 125Mb. Ao leitor que ainda não tem familiaridade com o Eclipse ou com o WTP, recomendamos este download para acompanhar o presente artigo. Existem também (como já existiam antes) várias distribuições de terceiros, mas não há dúvida que as distribuições oficiais da ESF contribuirão para melhorar a reputação do Eclipse quanto à facilidade de instalação.

 

Escolhendo um servidor Java EE

Precisaremos também de um servidor Java EE para exercitar o WTP. O primeiro exemplo só utiliza tecnologias web e poderá rodar em containers web como o Tomcat. Já o segundo utiliza EJB, exigindo portanto um container Java EE completo, como JBoss, GlassFish etc. Uma vez instalado o servidor de sua preferência, você deve configurar o Eclipse para utilizá-lo. Para fazer isso, vá em Window|Preferences>Server>Installed Runtimes (Figura 1) e escolha o tipo e a versão de servidor que você quer usar. Este artigo utilizará novos recursos do Java EE 5, portanto, é preciso escolher um servidor recente que tenha este suporte. Escolhi o Glassfish por ser um produto open source e certificado Java EE 5. (Veja o quadro “Servidores suportados pelo WTP”, especialmente se o seu servidor favorito não aparecer inicialmente na lista dos suportados, o que é o caso do Glassfish.)

Minha experiência com WTP e Glassfish foi excelente, para minha surpresa, pois o adaptador do Glassfish para WTP é bem recente (usei a v1.0.1) e a IBM (a principal força por trás dos principais projetos da ESF – incluindo o WTP) e Sun (Glassfish) não são lá grandes parceiros quando se trata de IDEs. Só é uma pena observar que o adaptador do Glassfish não poderá ser incluído nos downloads do WTP ou nas distribuições de IDE da ESF, pois este adaptador usa a licença CDDL da Sun; por isso é provável que será sempre necessário instalá-lo à parte (a não ser que a licença seja alterada, é claro).

 

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Autor
Osvaldo Pinali Doederlein

é Mestre em Engenharia de Software Orientado a Objetos e Arquiteto de Tecnologia da Visionnaire Informática, trabalhando em projetos de software e prospecção tecnológica.


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