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Artigo Java Magazine 75 - Scala, de 0 a 100 em segundos
Conheça os principais recursos dessa linguagem que usa todo o poder da plataforma Java aliada a uma sintaxe expressiva e com escalabilidade.
Java Magazine 75
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Scala, de 0 a 100 em segundos
Modernidade e sofisticação de código dentro da JVM
Conheça os principais recursos dessa linguagem que usa todo o poder da plataforma Java aliada a uma sintaxe expressiva e com escalabilidade
De que se trata o artigo:
Exploraremos inúmeros aspectos do uso da linguagem Scala, mostrando o contexto que a deixa em foco hoje. Explicaremos como pode ser feita a instalação do plugin de Scala para o Eclipse. Introduziremos os conceitos básicos da linguagem e alguns recursos avançados, tentando sempre usar exemplos mais práticos.
Para que serve:
Apresentar os principais pontos fortes da linguagem, entendendo a forma básica e suas possibilidades, expondo recursos que aumentam a expressividade, concisão e escalabilidade do código, além de fornecer conhecimentos para fazer em Scala a maioria do que se faz em Java.
Em que situação o tema é útil:
Scala é uma linguagem preparada para vários desafios atuais e futuros. Ela traz uma visão moderna e muitos conceitos de linguagens que serão úteis para o seu uso em novos contextos onde a programação funcional mostra-se indicada.
Scala, de 0 a 100 em segundos:
A linguagem Scala roda dentro da JVM com grande desenvoltura e permite o uso de recursos muito produtivos encontrados nas linguagens dinâmicas e funcionais. Além de suas ersas utilidades práticas, ela pode ser usada como ponte entre a orientação a objetos e o paradigma funcional. É uma boa escolha para uma transição suave entre os paradigmas, e vem ganhando visibilidade devido à crescente necessidade de escrevermos menos, por tornar o desenvolvimento mais simples e possuir uma grande interoperabilidade com Java.
Criada por Martin Odersky, Scala é uma linguagem de programação moderna, de uso geral, com paradigma híbrido (orientada a objetos e funcional), fortemente tipada, com tipagem estática, focada em expressividade, e seu compilador gera bytecode Java. Assim, Scala se beneficia de toda a Plataforma Java, da JVM e bibliotecas já existentes. Com essas características, tudo que já foi feito para Java, de otimizações na JVM até cada uma das bibliotecas que usamos no dia-a-dia, estão à plena disposição para programarmos em Scala.
Acredita-se que nesta linguagem podem estar as soluções para vários de nossos problemas atuais e alguns futuros. Tentaremos neste artigo por uma luz sobre alguns cenários que fazem de Scala uma linguagem de peso no caminho para a sucessão de Java. Para saber mais sobre a linguagem veja o quadro “Fatos relevantes”.
Um futuro próximo e um presente simples
No mínimo dois cenários juntam o paradigma funcional e a necessidade de ganharmos expressividade e simplicidade. O primeiro é o futuro da programação concorrente em ambientes multicore. Neles devemos escalonar as aplicações para fazer um melhor uso dos ersos núcleos de processamento disponíveis nas modernas CPUs. Tanto a continuidade de uma pseudo Lei de Moore, agora para número de cores físicos ou lógicos (Hyper-Threading), quanto a possibilidade de programarmos em nuvens computacionais (onde a abrangência de recursos não é determinística) indicam que talvez tenhamos que mudar nossa forma de programar, otimizando recursos graças a quantidade de processadores disponíveis. Possivelmente teremos que restringir a existência de objetos mutáveis, diminuir o compartilhamento de estados entre objetos e priorizar a transparência referencial, o que já seria uma boa prática nos dias atuais.
Objetos mutáveis: objetos mutáveis são aqueles que possuem a capacidade de terem suas propriedades alteradas. Em programação funcional temos também objetos imutáveis, onde é impossível modificar propriedades de um objeto.
Transparência referencial: é um termo muito utilizado em linguagens funcionais que quer dizer, a grosso modo, que a semântica do programa nunca se altera. Ela é muito útil quando precisamos modificar uma parte de um programa pois temos certeza de que o resto continuará a funcionar como funcionava antes. Isso significa que, ao chamar um método, o único dado novo será seu retorno, os parâmetros seguem iguais.
O outro cenário é mais próximo do nosso dia-a-dia: a crescente necessidade de produzirmos mais, com menos código e de forma simples. Notamos diariamente que precisamos tornar nossa codificação mais fácil e ágil, e frequentemente encontramos situações onde aquilo que estamos fazendo deveria ter uma alternativa mais simples. Pela falta de expressividade da maioria das linguagens de uso geral mais populares, há cada vez mais esforços dedicados a criar linguagens com código mais produtivo (como Groovy, que insere o poder de linguagens dinâmicas na plataforma Java com elegância e simplicidade) ou portar essas linguagens mais produtivas para dentro de plataformas já consagradas (como o JRuby e o Jython, que possibilitam usar o Ruby ou o Python ao lado do Java).
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Scala, de 0 a 100 em segundos
Modernidade e sofisticação de código dentro da JVM
Conheça os principais recursos dessa linguagem que usa todo o poder da plataforma Java aliada a uma sintaxe expressiva e com escalabilidade
De que se trata o artigo:
Exploraremos inúmeros aspectos do uso da linguagem Scala, mostrando o contexto que a deixa em foco hoje. Explicaremos como pode ser feita a instalação do plugin de Scala para o Eclipse. Introduziremos os conceitos básicos da linguagem e alguns recursos avançados, tentando sempre usar exemplos mais práticos.
Para que serve:
Apresentar os principais pontos fortes da linguagem, entendendo a forma básica e suas possibilidades, expondo recursos que aumentam a expressividade, concisão e escalabilidade do código, além de fornecer conhecimentos para fazer em Scala a maioria do que se faz em Java.
Em que situação o tema é útil:
Scala é uma linguagem preparada para vários desafios atuais e futuros. Ela traz uma visão moderna e muitos conceitos de linguagens que serão úteis para o seu uso em novos contextos onde a programação funcional mostra-se indicada.
Scala, de 0 a 100 em segundos:
A linguagem Scala roda dentro da JVM com grande desenvoltura e permite o uso de recursos muito produtivos encontrados nas linguagens dinâmicas e funcionais. Além de suas ersas utilidades práticas, ela pode ser usada como ponte entre a orientação a objetos e o paradigma funcional. É uma boa escolha para uma transição suave entre os paradigmas, e vem ganhando visibilidade devido à crescente necessidade de escrevermos menos, por tornar o desenvolvimento mais simples e possuir uma grande interoperabilidade com Java.
Criada por Martin Odersky, Scala é uma linguagem de programação moderna, de uso geral, com paradigma híbrido (orientada a objetos e funcional), fortemente tipada, com tipagem estática, focada em expressividade, e seu compilador gera bytecode Java. Assim, Scala se beneficia de toda a Plataforma Java, da JVM e bibliotecas já existentes. Com essas características, tudo que já foi feito para Java, de otimizações na JVM até cada uma das bibliotecas que usamos no dia-a-dia, estão à plena disposição para programarmos em Scala.
Acredita-se que nesta linguagem podem estar as soluções para vários de nossos problemas atuais e alguns futuros. Tentaremos neste artigo por uma luz sobre alguns cenários que fazem de Scala uma linguagem de peso no caminho para a sucessão de Java. Para saber mais sobre a linguagem veja o quadro “Fatos relevantes”.
Um futuro próximo e um presente simples
No mínimo dois cenários juntam o paradigma funcional e a necessidade de ganharmos expressividade e simplicidade. O primeiro é o futuro da programação concorrente em ambientes multicore. Neles devemos escalonar as aplicações para fazer um melhor uso dos ersos núcleos de processamento disponíveis nas modernas CPUs. Tanto a continuidade de uma pseudo Lei de Moore, agora para número de cores físicos ou lógicos (Hyper-Threading), quanto a possibilidade de programarmos em nuvens computacionais (onde a abrangência de recursos não é determinística) indicam que talvez tenhamos que mudar nossa forma de programar, otimizando recursos graças a quantidade de processadores disponíveis. Possivelmente teremos que restringir a existência de objetos mutáveis, diminuir o compartilhamento de estados entre objetos e priorizar a transparência referencial, o que já seria uma boa prática nos dias atuais.
Objetos mutáveis: objetos mutáveis são aqueles que possuem a capacidade de terem suas propriedades alteradas. Em programação funcional temos também objetos imutáveis, onde é impossível modificar propriedades de um objeto.
Transparência referencial: é um termo muito utilizado em linguagens funcionais que quer dizer, a grosso modo, que a semântica do programa nunca se altera. Ela é muito útil quando precisamos modificar uma parte de um programa pois temos certeza de que o resto continuará a funcionar como funcionava antes. Isso significa que, ao chamar um método, o único dado novo será seu retorno, os parâmetros seguem iguais.
O outro cenário é mais próximo do nosso dia-a-dia: a crescente necessidade de produzirmos mais, com menos código e de forma simples. Notamos diariamente que precisamos tornar nossa codificação mais fácil e ágil, e frequentemente encontramos situações onde aquilo que estamos fazendo deveria ter uma alternativa mais simples. Pela falta de expressividade da maioria das linguagens de uso geral mais populares, há cada vez mais esforços dedicados a criar linguagens com código mais produtivo (como Groovy, que insere o poder de linguagens dinâmicas na plataforma Java com elegância e simplicidade) ou portar essas linguagens mais produtivas para dentro de plataformas já consagradas (como o JRuby e o Jython, que possibilitam usar o Ruby ou o Python ao lado do Java).
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