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Sistema de Apoio a Decisão

Este artigo conceitua e descreve os sistemas de apoio à decisão, especificando suas característica, estrutura e exemplificando sua aplicação estratégica nas organizações.

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Esse artigo foi escrito por Gustavo, Akyria, André e Riliane, na matéria de Introdução aos Sistemas de Informação, da Profª Gissele Locatelli, 3º período do curso de Sistemas de Informação.

 

SISTEMA DE APOIO À DECISÃO

                                                                       Akyria Bolonine Loureiro

André Gomes Santana

Gustavo André de Freitas

Riliane Alpoim Paris

 

RESUMO

O processo de tomada de decisão tem sido transformado a partir de sua inserção em sistemas de informações capazes de gerarem possibilidades e reproduzirem cenários de acordo com premissas e dados estabelecidos. Esses sistemas não produzem apenas informações gerenciais, mas dão suporte à tomada de decisão dos gestores. Este artigo conceitua e descreve os sistemas de apoio à decisão, especificando suas característica, estrutura e exemplificando sua aplicação estratégica nas organizações.

 

1 Introdução

Um sistema de informação é parte integrante das organizações, pois transformando informação em conhecimento auxilia no cumprimento desde tarefas rotineiras e simples até às não-rotineiras e complexas. Estas últimas, geralmente, são de competência dos gestores que ditam os rumos das organizações através de suas decisões, ficando claro que o processo decisório continua sendo um dos papéis mais desafiadores de qualquer gerente ou administrador.

Visando satisfazer essa prerrogativa, dentre outras, a tecnologia em software evoluiu até o surgimento dos Sistemas de Apoio à Decisão. Alguns autores, como Turban (2004) denominam esse sistema de Sistema de Apoio à Decisão (SAD) e outros como Laudon (2001) de Sistema de Suporte à Decisão (SSD). Importante é saber que esses softwares trabalham com sistemas interativos que, seguindo premissas, oferecem informações e modelos para a solução de questões de cunhos tático e estratégico.

 

2 Sistemas de Apoio à Decisão

O Sistema de Apoio à Decisão (SAD) é um sistema baseado em computadores que através de informações e modelos especializados ajudam a resolver problemas organizacionais, sua função é apoiar o processo de tomada de decisão em áreas de planejamento estratégico, controle gerencial e controle operacional, sendo isso o que o diferencia dos demais tipos de sistemas de informações.

Sua demanda surgiu diante do crescimento competitivo das organizações, pois o SAD é desenvolvido através de dados históricos e experiências individuais que são incorporados como informações úteis possibilitando melhores condições para a tomada de decisão e aumentando as vantagens obtidas pela empresa.

“Muitas empresas estão utilizando o SAD para melhorar o processo decisório. As razões citadas pelos gerentes são:

·         Necessidades de informações novas e mais precisas;

·         Necessidade de Ter informações mais rapidamente;

·         O monitoramento das inúmeras operações de negócios da empresa estava cada vez mais difícil;

·         A empresa estava operando em uma economia instável;

·         A empresa enfrentava maior concorrência nos mercados interno e externo;

·         Os sistemas instalados na empresa não apoiavam adequadamente os objetivos de maior eficiência, rentabilidade e ingresso em mercados lucrativos;

·         O departamento de sistemas de informação não conseguia mais atender à diversidade de necessidades imediatas da empresa e de seus executivos e não havia funções de análise de negócio embutidas nos sistemas existentes.” (TURBAN, 2004,p. 374).

É importante que os conceitos do SAD retratem a cultura organizacional, não servindo apenas para atender às necessidades específicas do usuário, mas que seja orientado para pessoas que tomam decisões, devendo ser flexível na busca, acesso e manipulação das informações, utilizando-se de uma interface o mais amigável possível para satisfazer as necessidades gerais das organizações.

 

3 Características

Os SADs possuem várias características, sendo algumas delas:

  • Trabalhar com diversas fontes de dados;
  • Variedade nos Relatórios;
  • Análise de Sensibilidade, Simulação e Análise de Tomada de Decisão.

Utilizando um SAD é possível aos tomadores de decisão buscar informações em bancos de dados diferentes, mesmo que estejam em lugares distintos. É possível também acessar a outras fontes de dados pela Internet ou por uma Intranet da organização. O processo de tomada de decisão necessita que se tenha informações específicas sobre o determinado problema, para que, desta maneira, o gerente possa analisá-lo e suprir suas necessidades.

“Enquanto os outros sistemas de informação disponibilizam basicamente relatórios de formato fixo, os SSDs possuem uma variedade maior de formatos.” (REYNOLDS, 2002, p. 316). A flexibilidade que o SAD oferece ao disponibilizar os relatórios facilita o gestor, de modo que ele tenha somente as informações que necessita, visto que a variedade de problemas e necessidades dos tomadores de decisão é muito ampla.

“A análise de sensibilidade constitui o processo de introduzir mudanças hipotéticas nos dados do problema e observar o impacto nos resultados.” (REYNOLDS, 2002, p.317). Dessa forma, é permitido que o gerente planeje a decisão que tomará, pois é possível modificar hipoteticamente os dados franqueando uma visão do que acontecerá se aquela decisão for tomada.

A simulação é outra característica importante num SAD, pois demonstra a probabilidade de algo acontecer através de cenários construídos a partir de decisões tomadas, possibilitando ao gestor uma maior segurança para solucionar o problema.

Cabe, ainda, mencionar a análise de tomada de decisão que é um processo conduzido pelo SAD. Pois, permite ao gerente fornecer os dados de um problema e obter o resultado fornecido pelo SAD como sua solução, desse modo, conseguindo visualizar o alcance de uma determinada meta.

Vale lembrar que algumas decisões são tomadas em grupos abrangendo diversas visões sobre um mesmo tema. Para atender a essa situação foram desenvolvidos os Sistemas de Apoio à Decisão em Grupo (SADG) que convergem diferentes pontos de vista em uma solução comum. Uma grande vantagem desse sistema é a participação de vários gerentes de diversas filiais em cidades diferentes no processo decisório, utilizando-se de ferramentas como: Rede Local de Decisões, Sala de Decisões, Rede Remota de Decisões e Teleconferência.

 

4 Estrutura

“Os componentes de SSD incluem um banco de dados usado para consulta e análise, um sistema de software com modelos, datamining e outras ferramentas analíticas e uma interface com o usuário.” (OLIVEIRA, 2003, p.198). Os principais componentes são:

  • O banco de dados SAD que é uma coleção de dados atuais e históricos de uma variedade de sistemas ou grupos. Pode ser um pequeno banco de dados em um computador isolado, coletando dados externos e corporativos, combinando-os para auxiliar na tomada de decisão. Ou ele pode ser um poderoso data warehouse continuamente atualizado por dados organizacionais.
  • O sistema de software que pode conter várias ferramentas OLAP, ferramentas de datamining ou uma coleção de modelos matemáticos ou analíticos que podem ser facilmente acessados pelo usuário do SAD.
  • A interface do SAD que permite ao usuário interagir com o sistema de software. Geralmente, seus usuários são executivos ou gerentes de corporações e não possuem muita perícia no uso da tecnologia, levando essa interface a ser amigável ao extremo para que o se possa tirar o máximo proveito da ferramenta.

Um modelo de SAD pode ser físico, matemático ou verbal, visto que cada SAD é construído para um propósito, ele poderá fazer diferentes coleções de modelos disponíveis na organização dentro da realidade do propósito desejado. Os modelos mais conhecidos e utilizados são:

  • Modelos estatísticos;
  • Modelos de otimização;
  • Modelos de previsão;
  • Modelos de biblioteca e
  • Modelos de análise de sensibilidade (OLIVEIRA, 2003).

Teoricamente, um SAD pode ser aplicado em qualquer área do conhecimento. Alguns exemplos seriam: diagnósticos médicos, preparo do solo para plantio, uso na meteorologia, na produção de aviões e para controle de irrigação de um solo, analisando o tipo de cultura e solo para determinar o tipo de irrigação a ser implantado.

Um exemplo de SAD é o sistema Irriga, que é voltado à área de apoio à decisão de agricultura irrigada. Ele é composto por vários softwares focados no manejo da água e sistemas de irrigação. Permite o controle do momento adequado para se irrigar, a lâmina, o tempo necessário de irrigação, possibilitando ainda avaliar e definir as condições de água, perdas do sistema de irrigação, entre outros fatores. Disponibiliza, ainda, ferramentas para a criação de cenários que auxiliam os gerentes no controle de demanda hídrica, consumo de água e energia, intervalo entre irrigações para qualquer cultura, tipo de solo e sistema de irrigação.

O Irriga possui um banco de dados climáticos, com cerca de 700 estações meteorológicas de todo Brasil, atualizados diariamente. Dessa forma, ele traz soluções efetivas para qualquer sistema de irrigação pressurizado, cultura, tamanho de área, região, solo, clima e topografia.

 

5 Conclusão

Um SAD tem a função de gerar informação, utilizando ferramentas sofisticadas de análise, banco de dados internos e externos, para propiciar ao gerente soluções para as questões essenciais ao funcionamento da empresa, auxiliando assim a tomada de decisão.

Um SAD eficiente permite fácil interação com o usuário do sistema, para que este possa acessar tranquilamente seu banco de dados e modelos e absorver de forma natural as informações e sugestões armazenadas, obtendo vantagem competitiva no mercado em que atua.

 

6 REFERÊNCIAS

1   LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Gerenciamento de Sistemas de Informação. 3 ed. Rio de Janeiro, 2001.

2 LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de Informação. 4. ed. - São Paulo: LTC, 1999.

3 OLIVEIRA, Jayr Figueiredo de. T.I.C. – Tecnologia da Informação e da Comunicação. São Paulo: Érica, 2003.

4 REYNOLDS, George W.; STAIR, Ralph M.. Sistemas de Informação – Uma Abordagem Gerencial. 4. ed. – Rio de Janeiro: LTC, 2002.

5 TURBAN, Efrain; MCLEAN, Ephraim; WETHERBE, James. Tecnologia da Informação para gestão. 3 ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.

6 Sites:

IRRIGA. Ferramenta de apoio à decisão na área de agricultura irrigada. Disponível em: <http://www.irriga.com.br/produtos_compl.jsp?CODIGO=1>.

Acesso em: 22 Mar. 2007.

 



Residente em Linhares - ES, aluno do curso superior de Sistemas de Informação, cursando atualmente o 5º Período. Casado há 13 anos, tendo como fruto dessa união duas filhas. Trabalha na área de Tecnologia da Informação do Hospit [...]

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