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Android, a nova plataforma móvel – Parte II

Google lança a plataforma que pretende acabar com a segmentação no mundo móvel

 

Google lança a plataforma que pretende acabar com a segmentação no mundo móvel

 

Neto Marin (netomarin@gmail.com) Formado em Análise de Sistemas na PUC-Campinas, trabalha com Java desde 2002 (programador certificado desde 2006) e com Java ME desde 2005, se especializou no desenvolvimento de aplicações móveis. Responsável pela pesquisa e criação de produtos na área de mobilidade. Mantém blog na Mobile and Embedded Community e foi palestrante sobre Java ME no JustJava 2007.

 

Arquitetura

De acordo com a Figura 1, podemos ver a clara divisão da arquitetura em quatro camadas: Kernel GNU Linux, bibliotecas, framework para aplicações e, finalmente, as aplicações. Além da porção runtime, necessária para a execução dos aplicativos no dispositivo.


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Figura 1. Imagem da arquitetura da plataforma Android (http://code.google.com/android/what-is-android.html)

 

Android X Java ME & Symbian OS

Enquanto muitos discutiam o futuro do Java ME após a Sun lançar o Java FX Mobile, o Google lançou a sua própria plataforma. Se fosse qualquer outra empresa lançando uma nova plataforma móvel, com certeza o barulho na comunidade seria bem menor.

 

O sistema operacional Symbian que hoje está presente em aproximadamente 110 milhões de dispositivos, de acordo com números do site da Symbian OS (http://www.symbian.com/symbianos), reinava absoluto no mercado. Sendo a principal escolha de importantes fabricantes para smartphones, como por exemplo: Nokia, Sony Ericsson, Samsung, LG, Motorola e muitas outras e nunca se incomodou com iniciativas parecidas (como o A1200i da Motorola que utiliza GNU Linux).

 

Porém, dessa vez parece ser diferente. Os engenheiros do Google criaram uma plataforma completa, inclusive o framework para desenvolvimento de novas aplicações e prometem oferecer alguns recursos que o Symbian e o Java ME ainda não oferecem. E como se o nome por trás já não fosse o suficiente, eles recorreram a Open Handset Alliance para dar mais força e credibilidade à plataforma. Já que a aliança (como demonstrado na tabela 1) é composta por fabricantes, operadoras e produtores de software e hardware.

 

Com isso, a plataforma passa ter a vantagem de ser desenvolvida com a colaboração direta de quem produz o hardware e o software, conseguindo assim, otimizar o desempenho. E também prometem dar mais liberdade ao desenvolvedor permitindo sempre o acesso a recursos básicos do telefone, como por exemplo, fazer ligações, enviar mensagens, uso de câmeras, etc.

 

Essa iniciativa também tende a diminuir a segmentação que ocorre no mundo dos dispositivos móveis, pois como a máquina virtual a ser utilizada é única são evitadas as dores de cabeça causadas pelas diferenças de implementações. Isso também ajuda a melhorar a qualidade do software criado, pois a máquina virtual que é utilizada nos emuladores para testes será a mesma que estará no dispositivo e com isso o desenvolvedor não será pego de surpresa com comportamentos que não identificou no momento do desenvolvimento.

 

Outra diferença marcante (e polêmica) entre o Java ME e o Android é que a nova plataforma não tem a sua evolução regida pelo JCP (Java Community Process), ou seja, não é necessária toda a burocracia de uma JSR para que haja uma nova funcionalidade disponível.


Porém, apesar de ser um concorrente o Android irá dar suporte a aplicações Java ME e as JSRs, ou seja, será possível rodar MIDlets também na plataforma Android. O que parece ser uma atitude sensata, assim como fez a RIM ao dar suporte Java em sua plataforma Blackberry.

 

Android Developer Challenge

Qual seria a melhor forma de se promover uma plataforma que ainda não tem nenhum dispositivo no mercado? Oferecendo dinheiro, muito dinheiro!

 

Se esse é o caminho correto, a discussão é longa, mas pelo menos foi o plano adotado pelo Google, premiando com 10 milhões de dólares divididos entre as 50 aplicações mais promissoras.

 

A competição tem uma primeira fase que irá aceitar submissões de aplicações entre 2 de janeiro a 3 de março de 2008. Então, serão classificadas as 50 aplicações mais promissoras e premiadas com 25 mil dólares cada uma. Na segunda fase serão distribuídos dez prêmios de 250 mil dólares e mais dez prêmios de 100 mil dólares.


O restante faltante para os 10 milhões, serão distribuídos em uma segunda competição que será iniciada no segundo semestre de 2008, quando finalmente teremos o primeiro dispositivo com a plataforma disponível no mercado.

 

No site da competição, o Google dá algumas dicas do que são boas idéias para a criação de aplicações para essa competição. O que podemos notar é a clara intenção de que o celular seja algo que agregue valor e serviços à vida do usuário. Que seja uma ferramenta no aumento da produtividade e traga uma melhor condição de vida a todos e claro, tendo a vida em comunidade como principal foco.

 

Para mais detalhes sobre essa competição, visitem: http://code.google.com/android/adc.html





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Autor
Eduardo Oliveira Spinola

Eduardo Oliveira Spínola (eduspinola@gmail.com - http://eduspinola.googlepages.com/home) é Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Salvador - UNIFACS, em 2005. Atualmente fazendo o Mestrado em Engenharia de Software pela Universidade Salvador - Unifacs. Tendo como experiência: desenvolvi...


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