Este é um post disponível para assinantes MVPOracle Database no Solaris - Revista SQL Magazine 96 - Parte 3
Este artigo apresenta um teste OLTP de um banco de dados Oracle Database 11gR2, comparando o desempenho do Solaris 10, Solaris 11, CentOS 5 e Oracle Enterprise Linux 6, em diversos cenários diferentes.
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Nos dois últimos artigos desta série sobre Oracle Database no Oracle
Solaris, conhecemos sobre a história do Solaris, aprendemos algumas de suas
características, e o instalamos e configuramos para receber o banco de dados da
Oracle. Neste artigo, faremos um teste de desempenho do Oracle Database no
Oracle Solaris, comparando-o com outros sistemas operacionais. Para que o
leitor compreenda porque esta comparação será feita com o Linux, precisamos de
uma boa introdução sobre os sistemas operacionais da Oracle, do Linux, e do
Software Livre.
Até a pouco tempo atrás, a Oracle não tinha um sistema operacional para
oferecer aos clientes que utilizavam seu produto principal, o Oracle Database.
Mas quando a Red Hat passou a oferecer suporte para o servidor de aplicações
corporativas Java, o JBoss (de código fonte aberto),
a Oracle rompeu a longa parceria que tinha com esta empresa (a Oracle chegou a
instalar a distribuição Linux da Red Hat em toda a estrutura interna da
empresa, até em estações de trabalho), pois o JBoss competia diretamente com o
servidor de aplicações Java da Oracle, o Oracle Application Server.
Com esta ruptura, a Oracle criou seu próprio clone da distribuição Linux
da Red Hat (o RHEL - Red Hat Enterprise Linux), nomeada de OEL (Oracle
Enterprise Linux). Isto é possível porque de acordo com a licença GPL (ver Nota DevMan 1), pela qual é distribuído
o kernel (núcleo) do Linux e toda a
distribuição RHEL, você deve distribuir o código fonte de todas as alterações
que fizer em seus binários. Bem, a partir do código fonte do RHEL é possível
compilar, com certo esforço, toda a distribuição, sendo que apenas alguns
detalhes como imagens e logotipos pertencentes a Red Hat devem ser mudados, e
então uma nova distribuição pode ser criada. É da mesma forma que é mantido o
CentOS (Community Enterprise Operating System), uma distribuição grátis também
baseada no RHEL.
Segundo a Oracle, o Unbreakable Kernel oferece mais de 75% de ganho em
desempenho em testes OLTP contra o núcleo do RHEL. Além disso, ele oferece 200%
de ganho em comunicação de rede que utiliza o protocolo Infiniband, e acesso a
discos SSD (Solid State Disk, “Discos de Estado Sólido”) 137% mais rápido. Sobre
Infiniband e SSD, é interessante lembrar que estas são duas tecnologias
utilizadas no Exadata. Testaremos parte desses números logo a seguir.
Uma observação: a Oracle informa em nota que atualizações do Unbreakable
Kernel só podem ser obtidas adquirindo-se um contrato de suporte. Certamente a
empresa pode cobrar por seus programas e sua distribuição, mas no meu
entendimento, como se trata de alteração em código GPL (o núcleo do Linux), o
fonte desta deveria ser distribuído livremente, tanto do núcleo inicial quanto
de correções aplicadas a ele.
Além do Unbreakable Kernel, a Oracle adquiriu uma empresa, a Ksplice,
que oferece uma solução para aplicação de qualquer correção em qualquer
programa do Linux, incluindo seu núcleo, sem necessidade de reinício do sistema
operacional. Isto torna o OEL mais atraente ainda, pois em ambientes críticos é
cada vez mais raro conseguir-se uma janela de indisponibilidade para este tipo
de correção.
Além do OEL, com a aquisição da Sun, a Oracle passou a ter entre seus produtos o Solaris, um sistema operacional UNIX com grande peso no mercado. O Solaris é conhecido por sua estabilidade e desempenho, especialmente em sistemas que utilizam a arquitetura SPARC (veja "
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