Administração de Dados – Como Implementar

 

Em outros artigos venho tratando da importância da administração de dados, bem como de algums papeis da área dentro das organizações como um todo. Pretendo nos próximos artigos tratar de um assunto bastante controverso, como implementar uma área de administração.

 

Como já vimos, a administração de dados não se limita apenas a controlar padrões, documentar modelos, homologar modelos, etc... Possuindo um papel muito importante dentro das empresas muitas vezes deixado de lados pelas organizações, fazendo dela uma área meramente operacional e não estratégica. Além das atividades já mencionadas, o AD (Administrador de Dados) deve ter a preocupação de garantir a integridade entre os modelos de dados e as regras de negócios que cercam a sua organização,  promover análises de qualidade do desenvolvimento de modelos, e capacitar se necessário às frentes que possuem dificuldades na elaboração de seus modelos lógicos e físicos.  Se pesquisarmos na literatura, ou mesmo observar as organizações que já possuem uma área de administração de dados estruturada, certamente encontraremos definições da administração de dados como: 

 

“O administrador de dados deve garantir a documentação dos modelos de dados da empresa e disponibilizá-los para entendimento de todos da corporação.”

“A administração de dados tem por finalidade monitorar os desenvolvedores!”

“O AD deve se preocupar em apenas homologar os modelos de dados de sua empresa.”

 

Os comentários acima não estão de todo errados, porém, não refletem o verdadeiro papel do administrador de dados dentro de uma organização, tendo em vista que o papel de um administrador de dados é bem mais amplo do que estes conceitos. Uma área de administração de dados serve principalmente para:

 

Obter um melhor conhecimento do contexto de negócio da organização;

Projetar adequadamente a base de dados;

Permitir o compartilhamento dos dados e a integração dos sistemas;

Contribuir para a unificação da visão que a empresa tem dos dados.

Auxiliar os analistas e desenvolvedores, servindo como elo entre os mesmo e o Banco de dados, garantindo a qualidade na elaboração e implementação dos modelos de dados;

 

Documentar os dados da organização eliminando retundâncias e garantindo a segurança e qualidade dos dados.

 

As atribuições acima são papeis da administração de dados para analisar e controlar, partindo do principio de não mais ADMINISTRAR DADOS, mas sim GERIR ATIVOS DIGITAIS. Os ativos digitais em AD são os documentos gerados, padrões, check-list, processos, métricas, laudos e todos os materiais elaborados para gestão da informação.

 

Uma preocupação importante que se deve tomar ao estruturar uma área de administração de dados é até onde esta área deve atuar? Como identifico a fronteira entre o AD e o DBA?

 

Como Já vimos no artigo Administração de Dados X Administração de Base de Dados, este é um dos maiores questionamentos relativos à administração de dados, como vimos nos últimos anos à administração de dados foi sendo incorporada erroneamente à área de administração de base de dados, tendo em vista que os resultados da área de administração de base de dados são mais facilmente contabilizáveis e visíveis para o corpo executivo de uma empresa. Resumindo, a área de AD é canibalizada pelos DBA’s. 

 

Seguindo alguns passos simples é possível redefinir as tarefas fazendo com que cada área dentro da organização se ocupe realmente das tarefas inerentes às suas atividades:

 

Identificar quais as atividades executadas atualmente pela área de DBA’s de sua empresa, e verifique se não existem atividades que são pertinentes à área de AD e promover reuniões para a discussão da redundância destas atividades e formalizando quais os limites de atuação de cada área. Normalmente, encontraremos relutância entre os DBA’s nesta redistribuição de tarefas, porém cabe à direção de TI deixar claro que a administração de dados veio para somar e não para diminuir a importância da área de DBA’s.

 

Procurar sempre manter um elo de integração entre estas duas áreas, promovendo comunicação e sinergia para um melhor desempenho das atividades de cada uma.

 

A administração de dados deve sempre tomar o cuidado de não elaborar modelos sejam conceituais, lógicos ou físicos. O seu papel é homologar e garantir padrões e consonância com as regras de negócios da organização.

 

Além disto hoje cabe à administração de dados a visão de STORAGE e PERFORMANCE. OK! Você deve estar se perguntando, mas isto não seria uma atribuição exclusiva dos DBA’s? SIM!

 

Este é o papel da área de DBA, mas tomando como realidade que as empresas estão cada vez mais terceirizando as atividades de DBA, storage e performance, é necessário que haja alguém da empresa para controlar os serviços prestados pelas empresas terceiras. E qual área seria a mais indicada para isto? Exatamente! A área de ADMINISTRAÇÃO DE DADOS é a mais indicada pelo o seu know-how em dados, e por deter o conhecimento das necessidades da organização. Em organizações onde existe área de DBA, onde todos são seus funcionários, não há a necessidade de se controlar estas atividades, mas o cenário atual nos remete a tomar alguns cuidados. Então não devemos nos deixar levar apenas por conceitos acadêmicos e levar em conta à realidade do mercado, bem como a necessidade individual de cada organização .

 

Como opinião de quem já atua na área, existe uma figura estratégica em se absorver as atividades de STORAGE e PERFORMANCE, pois são atividades mensuráveis e que geram redução de despesa uma vez quando são bem administradas. Tendo como realidade o cenário atual de TI, é importante saber vender bem a sua área, para garantir a sua sobrevivência e promover o conhecimento dos resultados alcançados pela AD garantindo assim a sua implantação e manutenção dentro das organizações.

 

 

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