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Artigo Engenharia de Software 8 - Confiabilidade de Software
Artigo da Revista Engenharia de Software edição 08.

Projeto
Confiabilidade de Software
Determinante da Qualidade de Sistemas de Software
De que se trata o artigo:
Apresenta definição conceitual da confiabilidade de software, destacando-a como principal atributo da qualidade. Discute a necessidade de considerá-la durante fases de desenvolvimento e operacional de um sistema de software.
Para que serve:
Informar a necessidade de se considerar a confiabilidade de software no desenvolvimento de produtos de software devido ao fato dela ser uma característica perceptível pelos usuários.
Em que situação o tema é útil:
Trata-se de uma prática de engenharia de software considerar a confiabilidade de software durante e após o desenvolvimento de um sistema de software. Permite ao engenheiro de software uma avaliação preliminar do produto.
Software é um produto que permeia nosso cotidiano e tem sido companheiro meu, seu e de quase todas as pessoas em uma gama enorme de aplicações. No dia-a-dia, podemos encontrar software embutido em forno microondas, nos jogos de computador ou celular bem como no controle de aeronaves e sistemas de telecomunicações, só para citar alguns exemplos.
Há, contudo, um atributo de qualidade associado ao software de suma importância para qualquer produto: confiabilidade. Isto vem da real necessidade de utilizar um produto ou sistema de software sem receio de qualquer falha operacional. Este artigo trata dos fundamentos e importância da confiabilidade de software.
Necessidade de Sistemas Confiáveis
Há aproximadamente cinco décadas atrás, o software constituía uma insignificante parte dos sistemas existentes e havia pouca preocupação com sua qualidade. Esse cenário começou a mudar com inserção do software como um elemento cada vez maior nos sistemas computacionais (ou seja, aqueles sistemas que têm software como componente). Antigamente, a maioria das funcionalidades implementadas nos sistemas era composta de componentes de hardware que exercia o controle sobre a operação dos sistemas.
Um exemplo de poucas décadas atrás era o sistema telefônico. Antigamente, as centrais telefônicas tinham seu controle e operação feitos à base de relés (isto é, um dispositivo de comutação) que possibilitava a comutação entre linhas telefônicas. Os sistemas mais antigos tinham a telefonista (ser humano) como uma profissional encarregada de realizar a comutação entre dois assinantes. Hoje em dia, essa funcionalidade é feita por um subsistema de software que identifica o assinante que origina a ligação telefônica, processa o número discado por ele e, por fim, realiza a comutação com o assinante chamado.
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