Artigo Engenharia de Software 9 - Uma Análise do Modelo de Maturidade OPM3

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Artigo da Revista Engenharia de Software edição 09.

Esse artigo faz parte da revista Engenharia de Software 9 edição especial. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

 

 

Planejamento

Uma Análise do Modelo de Maturidade OPM3

 

De que se trata o artigo:

Apresentação de uma visão geral e de uma análise do modelo de maturidade organizacional OPM3.

Para que serve:

Fornecer uma motivação para o uso de modelos de maturidade, apresentar o OPM3 e alguns dos seus pontos fortes e fracos.

Em que situação o tema é útil:

O interesse em maturidade em gerenciamento tem aumentado nos últimos tempos. Vários modelos estão sendo adotados e, dentre eles o OPM3, que se destaca pela sua grande aceitação. Motivado por esta tendência, este artigo apresenta um estudo analítico sobre o OPM3 e pontos passíveis de melhoria para as organizações que estão implementando este modelo ou desejam adotá-lo.

 

Devido às modificações que as organizações vêm enfrentando no que diz respeito ao desenvolvimento de seus projetos, fica evidente a necessidade de se estabelecer metodologias que conduzam ao sucesso e que proporcionem o aumento da satisfação dos clientes. Neste sentido, é preciso estabelecer conhecimentos, ferramentas e técnicas que serão utilizadas na condução destes projetos e, para tal, a escolha de um modelo de maturidade pode ser considerado um dos primeiros passos ser dado.

Tendo como motivação o crescente interesse em qualidade, vários padrões e metodologias foram estabelecidos na década de 90 e vêm sofrendo melhorias desde então. Órgãos internacionais como a ISO e o IEC (ISO/IEC 15504), o PMI (OPM3), SEI (CMM/CMMI), e iniciativas nacionais (MPS.BR, Prado-MMGP) comprovam esta constatação e a importância que é atribuída ao aumento da qualidade, traduzida na maturidade que as organizações esperam alcançar.

Atualmente, a maturidade em gerenciamento de projetos tem sido bastante discutida. Dentro deste contexto, destaca-se a preferência pelo o uso do OPM3, que, em 2007, foi o modelo mais utilizado no Brasil. De acordo com esta tendência e com vistas num melhor aproveitamento do OPM3, este artigo apresenta uma motivação para o uso de modelos de maturidade, uma visão geral do OPM3 e uma análise deste modelo.

Por que Utilizar um Modelo de Maturidade?

Nos últimos anos, as organizações estão procurando levar a sério o gerenciamento que fazem de seus projetos, por acreditar que esta é uma estratégia para o aumento do sucesso. Para auxiliar nesta tarefa, um grande conjunto de produtos e serviços está sendo adotado. O objetivo é a obtenção de retornos previsíveis, o aumento da qualidade dos produtos e serviços e, principalmente, a satisfação dos envolvidos no processo.

Várias razões levam as organizações à implantação de um modelo de maturidade em gerenciamento de projetos. Algumas delas são: o fato de a estratégia passar a ter um papel fundamental na sobrevivência das organizações, o aumento da complexidade dos projetos empresariais e o uso crescente de práticas de gerenciamento.

Uma preocupação constante no cenário gerencial é obter o resultado desejado na execução dos projetos, o que raramente acontece. Levando isto em consideração, modelos de maturidade são uma boa opção para descobrir oportunidades para a melhoria no gerenciamento de projetos e para identificar pontos fortes e fracos desta atividade.

O uso de modelos de maturidade faz com que as organizações verifiquem quais mudanças são necessárias e os resultados que podem servir como base para o desenvolvimento das estratégias relacionadas ao gerenciamento de projetos. Deste modo, as organizações esperam reduzir custos, aumentar a produtividade das equipes, diminuir os prazos de entrega, minimizar os riscos nos projetos, aumentar o retorno sobre o investimento (ROI), além de outros benefícios obtidos pela execução eficaz do gerenciamento de projetos.

Os Modelos Mais Usados

Os modelos de maturidade atuais possuem forte fundamentação em conceitos de gerenciamento da qualidade. Isto fica claro quando observamos que a grande maioria destes modelos é baseada em cinco níveis incrementais de maturidade ou ainda em práticas para o melhoramento contínuo dos processos de gerenciamento, como sugere o CMM (Capability Maturity Model).

Atualmente existem mais de 30 modelos com o objetivo de aumentar a maturidade das organizações. Estes modelos procuram fazer com que as organizações evoluam através de processos, práticas e ferramentas. Dentre os existentes podem ser destacados: Kerzner Project Management Maturity Model (KPMMM); Project, Programme & Portfólio Management Maturity Model (P3M3); Modelos de Maturidade em Gestão de Projetos (modelos Prado-MMGP) e Organizational Project Management Maturity Model (OPM3).

O modelo Kerzner Project Management Maturity Model (KPMMM), proposto por Harold Kerzner, é composto por cinco níveis: Linguagem Comum, Processos Comuns, Metodologia Única, Benchmarking e Melhoria Contínua [Kerzner 2001]. Possui um questionário com 183 questões de múltipla escolha que avaliam e enquadram as organizações em um dos cinco níveis de maturidade. Além de fornecer o nível de maturidade de acordo com o KPMMM, a avaliação apresenta um relatório com um plano de ação a ser executado pela organização.

O modelo Project, Programme & Portfólio Management Maturity Model (P3M3) foi lançado em 2006 pelo OGC (Office of Government Commerce) [OGC 2008]. É um modelo que trata nos domínios de portfólio, programas e projetos, e possui cinco níveis de maturidade para cada um destes domínios. Uma grande diferença entre o P3M3 os demais modelos apresentados neste artigo são as sete perspectivas que agrupam diversas características-chave e os cinco atributos comuns, presentes em todas as perspectivas.

O modelo Prado-MMGP Modelo de Maturidade em Gestão de Projetos foi desenvolvido entre 1999 e 2002 por Darci Prado [Prado 2008]. É um modelo brasileiro que possui as versões setorial e organizacional. Este modelo, assim como os anteriores, possui cinco níveis de maturidade: Inicial, Conhecido, Padronizado, Gerenciado e Otimizado. A maturidade de uma organização é avaliada dentro destes níveis e a sua relação com as seis dimensões existentes no modelo: Conhecimentos de Gerenciamento, Uso de Metodologia, Informatização, Relacionamentos Humanos, Estrutura Organizacional.

Em 2004, o PMI lançou o modelo de maturidade Organizational Project Management Maturity Model (OPM3) [PMI 2003]. O modelo é baseado em melhores práticas em gerenciamento de projetos. Estas melhores práticas são utilizadas para que as organizações possuam capacidades, que são verificadas através de resultados e indicadores de desempenho. O OPM3 atua em três domínios: projeto, programa e portfólio. Neste modelo, a maturidade de uma organização é indicada através de um valor percentual ou contínuo de maturidade, ao invés de um nível. De acordo com [PMI 2008], o OPM3 é adotado por 39% das organizações brasileiras que responderam ao estudo de "

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