Artigo Java Magazine 02 - Java em Pesquisa

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Java em Pesquisa

  O Brasília Java User Group (DFJUG) realizou três pesquisas nacionais (em mar/01, fev/02 e maio/02) com o objetivo de conhecer os interessados na tecnologia Java. Responderam aos questionários mais de 2.500pessoas, de diferentes cidades e JUGs, que nos ajudaram a mapear e melhor entender perfil do profissional Java brasileiro.

  Os onze grupos de usuários Java em operação no Brasil somam mais de 11 mil desenvolvedores cadastrados. O DFJUG gostaria de agradecer o apoio que os coordenadores dos JUGs brasileiros de rama este esforço, ao incentivar os membros de seus grupos a participarem das três pesquisas.

Idade e sexo

   Analisando os resultados, verificamos que o mundo Java é em grande parte masculino (88%). No quesito idade, comparando os dados das pesquisas, observamos que, enquanto no ano passado a maioria do desenvolvedor Java estava na faixa dos 25-35 anos (44%), neste ano o maior contingente encontra-se na faixa dos 15-25 anos (45%).

 

  Estes dados refletem, em nossa opinião, o interesse (tardio) das universidades brasileiras em começar a ensinar esta linguagem – lamentavelmente a maioria ainda somente em cursos de extensão.

 

Demografia

  Nosso próximo passo foi descobrir onde mora este “javanês”. A resposta não nos surpreendeu, pois apenas reflete o fato do DFJUG ser, segundo a Sun Micro systems,o maior grupo de usuários Java do mundo,com mais de 5.300 membros.

 

  O Distrito Federal concentra quase 40% de todos os desenvolvedores Java no Brasil,sendo isto uma conseqüência do investimento do segmento financeiro da capital brasileira nesta plataforma, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica, Serpro,Banco Central, entre outros.

 

  Estas instituições são conhecidas pelos headhunters nacionais como vorazes consumidores de toda mão-de-obra disponível para esta plataforma. De acordo com os dados das pesquisas, São Paulo vem em segundo lugar com quase 30% do mercado de desenvolvimento Java brasileiro.

 

Formação e aprendizado

  Formação e aprendizado quanto ao perfil acadêmico, nossas pesquisas mostraram um alto grau de instrução universitária dos pesquisados (70%),incluindo 55 mestres e doutores.Por outro lado, para nossa surpresa, a maioria (52%) afirmou ter aprendido Java sozinho, contra 22% que indicaram que aprenderam esta linguagem nas faculdades.

 

  O que mostra a (ainda) pequena atenção que as nossas instituições de ensino têm dedicado a esta plataforma.Outra constatação interessante foi com relação à pergunta “Você é um profissional Java?”– 42% afirmaram ser profissionais e 52% disseram que não, mas pretendiam ser! Isto demonstra o alto grau de interesse que esta linguagem desperta junto aos profissionais de TI, que têm observado que os salários pagos pelo mercado aos profissionais Java é superior aos praticado sem outras plataformas (esta conclusão se refere a pesquisas realizadas por outros agentes).

 

  Verificamos em nossas pesquisas que 61% dos profissionais Java recebem salários em torno de R$ 2 mil.

 

Plataformas

  O mundo continua Windows! 83% dos pesquisados utilizam este sistema operacional,contra 17% que fazem uso do Linux ou Unix.

 

  Em relação às áreas onde estes profissionais Java trabalham, 60%afirmaram desenvolver para o mercado web e distribuído. Destes, um terço – 20%do total – já desenvolvem aplicações distribuídas usando Enterprise JavaBeans.

 

Ferramentas

  Finalmente, a grande indagação que todo desenvolvedor sempre se faz – “Que ferramenta de desenvolvimento Java devo utilizar?”. O que observamos foi surpreendente,principalmente se compararmos os dados de 2001 com os deste ano.

 

  A primeira e notável constatação é sobre o JBuilder da Borland, que cresceu 8pontos percentuais, tornando-se padrão no mercado Java brasileiro, com 36% das respostas. Um dos fatores para o crescimento foi, na nossa opinião, a decisão da IBM de descontinuar sua IDE e incorporá-la ao Websphere Studio Application Developer/WSAD (projeto Eclipse), que é a evolução do VisualAge for Java.

 

  Isso tem levado o mercado a alguma confusão,pois poucos ainda conhecem essa ferramenta. Em segundo lugar, verificamos que, em 2001, 27% dos desenvolvedores usavam ferramentas pouco apropriadas para editar seus programas, como o Notepad, TextEdit e o Vi; 27% usavam oJDK/SDK. Em apenas um ano, este contingente foi reduzido para 20%, mostrando o grau de profissionalismo que o mercado tem assumido.

 

Salários médios de profissional Java

 

 

 

Conclusões

  As três pesquisas nacionais realizadas pelo Brasília Java Users Group nos permitem concluir que o desenvolvedor Java brasileiro é, em sua maioria, do sexo masculino,com idade entre 15 e 25 anos, trabalha no Distrito Federal ou em São Paulo capital, tem formação universitária,mas aprendeu esta linguagem sozinho;recebe salário na faixa de R$ 2 mil, usa Windows, está atualizado com as mais novas versões de Java, e trabalha predominantemente no mercado web, usando o Borland JBuilder.

 

  A estas três pesquisas de perfil do desenvolvedor Java no Brasil, outras se seguirão nos próximos meses. Para participar,envie um e-mail ao autor solicitando o cadastro, e você ainda receberá semanalmente o boletim do DFJUG

 

Ferramenta, tecnologias e regiões

 

 

 

 

 
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