Computação em Nuvem privada – Uma realidade

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Quando se fala em recursos computacionais na nuvem, geralmente nos vem à cabeça as nuvens públicas, como as oferecidas pela Google ou Amazon cuja infraestrutura ou aplicações são compartilhadas por milhares de clientes em todo o mundo, por meio

Introdução

Quando se fala em recursos computacionais na nuvem, geralmente nos vem  à cabeça as nuvens públicas, como as oferecidas pela Google ou Amazon cuja infraestrutura ou aplicações são compartilhadas por milhares de clientes em todo o mundo, por meio da internet.

Existem muitas organizações que, por questões de cultura, segurança ou aspectos regulatórios, não podem entrar direto em nuvens públicas, mas têm como opção o uso de nuvens privadas.

O que são as nuvens privadas ?

A nuvem privada também chamada de “internal cloud” ou “corporate cloud” é a que fica dentro do ambiente (firewall) da empresa e tem o acesso restrito, geralmente aos seus funcionários e parceiros de negócio.

A computação em nuvem já se mostrou uma boa opção para as empresas, por reduzir custos e gerar flexibilidade. Mas problemas de segurança e disponibilidade precisam ser ainda resolvidos. Daí a opção cada vez maior das empresas por nuvens privadas.

Os bancos, por exemplo, não poderão aderir às nuvens como elas são na sua essência: públicas e acessíveis via internet. Instituições com necessidade muito grande de segurança terão de investir no conceito de nuvens privadas, porém precisam também ter certeza da disponibilidade e do desempenho dos serviços.

O instituto Gartner definiu cinco atributos que considera essenciais para caracterizar o conceito de nuvem privada:

-        Oferta de recursos (infraestrutura e aplicações) como serviços;

-        Elasticidade e escala adequada à demanda do cliente;

-        Compartilhamento de recursos entre um grande número de usuários;

-        Medição e pagamento de acordo com o uso do serviço;

-        Utilização de protocolos e tecnologias da internet para acesso aos recursos na nuvem.

Implantando o modelo

O modelo de nuvem privado mais adotado tem sido o de IaaS (Infrastructure as Service), o que é bem natural, pois não deixa de ser uma evolução do próprio processo de virtualização que essas empresas já vêm adotando.

Um exemplo prático: imagine um time de desenvolvimento que necessita de um servidor para viabilizar seu projeto, em empresas de grande porte, a média de disponibilização de um novo recurso físico demora no mínimo 30 dias.  Imagine que ao invés de 30 ou 40 dias, esse servidor fique disponível em algumas horas. Quantos projetos adicionais esse mesmo time poderia entregar em um ano?

Outro exemplo é a oferta de aplicações como serviço – no modelo SaaS (Software as a Service), em que a empresa troca o investimento na aquisição de licenças, pelo pagamento de uma taxa que varia conforme o uso.

A implementação ocorre através de um pool de servidores funcionando como se fosse um gigante computador através de uma única camada de software de gerenciamento de máquina virtual. A Carga de trabalho pode ser espalhada através do pool de recursos de forma equilibrada. Se existir a necessidade de uma carga de trabalho particular, a nuvem privada funciona com a elasticidade necessária.

Após a eliminação de picos de carga, qualquer servidor que não é necessário pode ser desligado para economizar recursos.

Um exemplo prático está no desenvolvimento de software, teste e garantia da qualidade que atualmente é uma grande despesa no orçamento da maioria das empresas de TI.

Desenvolvedores de Software precisam de diferentes tipos de ambientes de software para desenvolvimento e testes do seu código. Gestores precisam testar o código para garantir a carga de usuários simultâneos em transações. Mas sabemos que um desenvolvedor não precisa de todos esses ambientes o tempo todo. Por isso que o que chamamos de auto-regulação e sistema de estorno é necessário, quero dizer, esses mesmos recursos computacionais quando inativos, podem ser utilizados em outros projetos ou por outro grupo de desenvolvedores.

Mover o negócio de desenvolver Software para a nuvem esta sendo cada vez um bom negócio.  O principal desafio é balancear a demanda: em momentos de muito trabalho, é necessário adquirir ferramentas de desenvolvimento para toda a equipe, o que muitas vezes é caro e nos momentos de baixa essas ferramentas ficam sem uso.

Explica o executivo de Ti do McDonalds: “Precisávamos de um modelo que fosse flexível em qualquer condição de negócio e de desenvolvimento. Algumas vezes temos meses voltados ao desenvolvimento, e outras temos outros períodos dedicados à implantação. O modelo tem que ser flexível o suficiente para gerenciar esta situação” 

Benefícios

As justificativas para adoção de uma nuvem privada são econômicas (redução de custos), aprimorar a qualidade dos serviços e o mais importante reduzirem o tempo de entrega das demandas dos usuários. 

A redução de custos é provocada pela padronização e automação dos serviços ou recursos computacionais de TI. Com padronização e automação reduzem-se os custos operacionais, liberando-se o pessoal de TI para atuar mais focado no atendimento aos usuários que nas atividades de pouco ou nenhum valor agregado, como alocar espaço em disco ou configurar softwares.

Importante também é mencionar é absolutamente essencial que a qualidade dos serviços em nuvem prestados por TI seja superior ao modelo atual.

Transformando Desenvolvimento e Testes em Nuvem

Como já mencionado anteriormente, um dos principais benefícios da nuvem privada é a redução de custos.

Dados de mercado e do IDC mostram que atualmente a capacidade computacional dos ambientes de desenvolvimento pode chegar à índices de inatividade de até 85%. Grande parte dos servidores de testes, por exemplo, rodam a menos de 10% da capacidade de utilização. Além de custos altos relacionados à administração de complexas infraestruturas, instalação, configuração e manutenção destes servidores.

O grande “pulo do gato” em manter o ambiente em nuvem, está exatamente na otimização destes recursos computacionais através da virtualização, padronização de serviços, independência de localidade, rápida escalabilidade e o que chamamos de self-service.

    
Sem Nuvem Computacional                       Com Nuvem Computacional



Veremos agora três exemplos, dentre vários, de serviços que podem estar disponíveis em um ambiente de nuvem:

Desenvolvimento Globalmente Distribuído

A colaboração entre times externos e internos ocorre de forma transparente através do ambiente de colaboração Rational Team Concert instalado e configurado de forma padronizada para todos os times disponibilizados em nuvem.

A subcontratação tem sido cada vez mais uma realidade nas empresas e consequentemente a necessidade de uma comunicação efetiva entre recursos internos ou externos. Como já mencionado, em picos de desenvolvimento podemos simultaneamente trabalhar com vários fornecedores ou times distribuidos e obter a economia de uso destes recursos em momentos de baixa de desenvolvimento onde temos poucos projetos a serem desenvolvidos.



Fazendas virtuais de Testes

As fazendas virtuais de testes consistem em imagens de nuven pré-configuradas com agentes para testes funcionais (Rational Funcional Tester) possibilitando de forma eficiente a execução de testes de regressão nas aplicações e processo de setup ágil para execução em diferentes sistemas operacionais e combinações de middleware.

Serviços relacionados à Testes de Performance (Rational Performance Tester) também associados a agentes físicos ou virtuais na nuvem podem ser executados possibilitando uso otimizado da infraestrutura (“pay-as-you-go”).




Testes de Segurança em Aplicações

 

Testes de Segurança são necessários para mitigar riscos associados com requisitos regulatórios e proteção de aplicações de usos maliciosos ou fraudulentos.

Através do serviço na nuvem (Rational AppScan) é possível manter aplicações web seguras e protegidas através de uma infraestrutura disponível também através do modelo “pay-as-you-go”.

Conclusão

As nuvens privadas não têm sentido para pequenos negócios. Mas em grandes e até mesmo em médias empresas, as equipes de TI devem virtualizar suas infraestruturas e habilitar seus processos de negócio e recursos computacionais em nuvem privada. Na medida em que o conceito ganhar maturidade, a idéia seria mover para nuvem tudo o que precisa de mais flexibilidade.

Temos pela frente bons desafios. E é melhor começarmos a enfrentá-los já. A computação em nuvem não é uma promessa, mas uma realidade, e quem não desenhar suas estratégias de adoção vai perder o trem.

Referências:

Computação em Nuvem : Transformando o Mundo da Tecnologia da Informação

Cezar Taurion - Gerente de Novas tecnologias aplicadas da IBM Brasil

Ferramentas citadas no artigo:

IBM Rational Team Concert:

https://jazz.net/projects/rational-team-concert/

IBM Rational Funcional Tester
http://www-01.ibm.com/software/awdtools/tester/functional/

IBM Rational Performance Tester
http://www-01.ibm.com/software/awdtools/tester/performance/

IBM Rational AppScan

http://www-01.ibm.com/software/awdtools/appscan/


 
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