Gerenciamento de Risco - Revista Clube Delphi 143

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Este artigo trata de uma importante disciplina no gerenciamento de projetos de software, o gerenciamento de riscos. Esta disciplina será abordada neste artigo dentro do contexto do MSF – Microsoft Solutions Framework.

De que se trata o artigo

Este artigo trata de uma importante disciplina no gerenciamento de projetos de software, o gerenciamento de riscos. Esta disciplina será abordada neste artigo dentro do contexto do MSF – Microsoft Solutions Framework, porém as técnicas aqui demonstradas também se aplicam a outros processos. Primeiramente é apresentada uma visão geral do MSF e suas fases. A seguir, a disciplina de gerenciamento de riscos é detalhada em suas seis fases: Identificar, Analisar, Planejar, Rastrear, Controlar e Aprender.

Em que situação o tema é útil

Ao contrário do que muitos podem pensar, um risco não é um problema. Um risco é uma possibilidade, não uma certeza. Um risco é analisado, planejado, e a equipe se prepara cuidadosamente com planos de contingência caso ele se torne um evento (realmente ocorra). Prever riscos é muito útil, pois pode fazer com que a equipe trate o evento como uma oportunidade. Ou ainda, evitar que o projeto fracasse. Envolver o gerenciamento de riscos como uma disciplina constante é útil para reaproveitar a experiência em outros projetos.

Gerenciamento de Riscos

A disciplina de gerenciamento de riscos não é exclusiva do MSF, muitas das boas práticas e experiências aqui apresentadas serão comuns a outros cenários. Aqui o termo disciplina significa que esta é uma atividade constante realizada durante todo o ciclo de vida do projeto. Riscos são constantemente monitorados, avaliados. Boas práticas ágeis como comunicação aberta, fluente e destemida, farão com que essa gerência se torne ainda melhor. Identificar riscos, controlá-los e aprender com eles são as melhores práticas propostas pelo MSF, que o leitor poderá incorporar em seu processo de desenvolvimento de aplicações Delphi.

O MSF – Microsoft Solutions Framework – é um processo de desenvolvimento de software definido pela Microsoft. É um conjunto de boas práticas de engenharia de software, princípios e metodologias comprovadas destinadas a habilitar desenvolvedores a obter sucesso no ciclo de vida do desenvolvimento de aplicações orientadas a objeto, incluindo Delphi. O MSF provê orientações ágeis e adaptáveis, baseadas nas melhores práticas e experiências de grandes empresas (incluindo a própria Microsoft), para aumentar consideravelmente o sucesso na construção de aplicações na área de tecnologia da informação. Foca em soluções para o cliente baseadas em entregas rápidas, diminuindo o número de pessoas envolvidas no projeto, gerenciando e eliminando riscos constantemente, enquanto permite a entrega de resultados de alta qualidade (Microsoft, 2002).

Alguns dos seus princípios fundamentais são: promover uma comunicação aberta, trabalhar através de uma visão compartilhada, capacitar os membros da equipe, estabelecer responsabilidades de forma compartilhada, focar no valor do negócio, permanecer ágil e esperar por mudanças, investir em qualidade e aprender sobre todas as experiências.

O MSF possui cinco fases (Figura 1):

Envisioning – Fase inicial que prepara um documento de visão e escopo, orientando todos os membros da equipe a terem uma visão única e clara dos objetivos do projeto. Identificação de riscos e preparação de planos de contingência são iniciados nesta fase;

Planning – Nesta fase é criado o design da solução, a principal atividade é a definição de um planejamento que garanta o sucesso do projeto. O planejamento inclui custos, recursos e cronograma;

Developing – Nesta etapa são criados os componentes da solução, baseados no planejamento;

Stabilizing – Todos os componentes são testados para garantir que toda a solução funciona como planejado;

Deploying – Após garantir, através de testes, que a solução é estável, ela pode então ser colocada em ambiente de produção.

Figura 1. Visão geral do MSF

Dentro do processo do MSF, existe uma disciplina realizada constantemente durante todo o ciclo de vida do projeto, chamada de gerenciamento de riscos. Esta disciplina não é um processo realizado à parte ou em paralelo aos processos vistos anteriormente, nem deve ser feito somente no início do projeto (uma tendência). É uma atividade contínua, evolutiva, com controle permanente, planejada juntamente com as demais atividades do projeto.

O foco deste artigo é detalhar todos os fundamentos desta importante atividade, o gerenciamento de riscos, dentro do contexto do processo do Microsoft Solutions Framework. Vale observar que as boas práticas aqui apresentadas também se aplicam a outras metodologias e processos, como RUP, XP e Scrum. Inicialmente serão apresentadas algumas boas práticas e boas experiências na aplicação desta disciplina. O artigo detalha também as fases envolvidas no processo de gerenciamento de riscos: identificar, analisar, planejar, rastrear, controlar e aprender. Mostra ainda quais são os documentos utilizados como entrada e saída em cada uma das fases.

Riscos e a importância do seu gerenciamento

Em gerenciamento de projetos, um aspecto importante a ser controlado são os riscos. Um risco pode ser descrito como um evento que pode ter um impacto positivo ou negativo no projeto. Riscos normalmente são associados a fatores como perda de controle, funcionalidade, qualidade ou atrasos. Um risco, no entanto, não é um problema. Um problema é um fator que ocorre de forma inesperada em um dado momento do projeto, quando ele já está em execução ("

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