Java: maduro, mas com o pé no acelerador - Revista Java Magazine 100

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Neste artigo faremos um panorama histórico da plataforma Java, analisaremos o terreno atual e tentaremos enxergar o que nos espera pela frente.

De que se trata o artigo:

Neste artigo faremos um panorama histórico da plataforma Java, analisaremos o terreno atual e tentaremos enxergar o que nos espera pela frente.

Em que situação o tema útil:

Comemorar as 100 edições da Java Magazine! Lembrar os velhos tempos! Tirar a poeira da bola de cristal! Entender um pouco mais o grande, rico, mas às vezes confuso ecossistema Java.

Resumo DevMan:

A plataforma Java já pode ser considerada “madura”, mas isso não significa necessariamente que o Java seja hoje um legado, um “novo COBOL”, como querem alguns adeptos de novas linguagens que brilham na implementação 1.0 de startups da internet – mas assim que o serviço atinge milhões de usuários, é quase sempre reimplementado em Java. Muito além de robusta e eficiente, mostramos aqui que Java ainda é uma plataforma viva, ágil e dinâmica, com muita inovação e muito futuro pela frente.

É fácil prever o futuro: basta inventá-lo, como disse Alan Kay, criador da linguagem Smalltalk. Mas há outros métodos fáceis, mais acessíveis a nós mortais comuns. Por exemplo, podemos “prever” algo que já está começando a acontecer, porém muita gente ainda não percebeu. Esta técnica é favorita de escritores de artigos, mas é às vezes perigosa, pois nem toda tendência, promessa ou descoberta acaba se desenvolvendo conforme planejado. Em mais de 80 artigos para a Java Magazine, colecionei alguns acertos, como martelar insistentemente na tecla da programação concorrente; e também alguns erros, como publicar uma matéria prematura sobre o JDK 7 com grande foco em lambdas (melhoria que ficou para o JDK 8, e muito alterada desde aquele artigo). Agora, comemorando a Centésima Edição da Java Magazine, para variar um pouco, é produtivo olhar tanto para o passado quanto para o futuro. E talvez também um pouco “para dentro”, refletindo sobre a natureza e a essência da plataforma Java.

O Espírito do Java

Se tivermos que definir a maioria das linguagens/plataformas de programação segundo seu escopo de uso, esta definição não mudará praticamente nada com o passar das décadas, mesmo nos casos em que a linguagem (junto com suas bibliotecas e ferramentas) evolui de forma significativa. Ou, se muda, costuma ser pela contração do escopo: a linguagem C, por exemplo, ainda é dominante no nicho “programação de sistemas” (kernels, drivers, bibliotecas de baixo nível), mas foi praticamente abandonada para aplicações convencionais, como sistemas corporativos focados em BD + GUI.

Java, no entanto, é uma exceção à regra – uma linguagem plataforma “mutante”:

· Começou planejada como uma ferramenta para sistemas embutidos (projeto Oak);

· Estreou com as applets, focando em GUI e Internet;

· Atacou então os segmentos “enterprise” / back-end (J2EE) e de telefonia móvel (J2ME);

· Tornou-se dominante no back-end, e por muitos anos deixou suas demais facetas se esvaírem em obsolescência ou evolução incompetente;

· Ressuscitou no segmento móvel, mas de forma oblíqua com o Android, plataforma competidora que reusa a linguagem e outros elementos do toolchain Java;

· Está tentando ressuscitar também nos segmentos de Internet e Desktop, com o projeto JavaFX, inicialmente atrapalhado pelos estertores da Sun Microsystems;

· Em paralelo, a plataforma tem obtido sucesso ao ampliar seu suporte para linguagens de programação alternativas, o que abre novos horizontes sem dificuldades de compatibilidade.

Apesar do conservadorismo que marcou boa parte da história do Java – uma linguagem que nunca pode quebrar compatibilidade com código antigo; APIs obsoletas que nunca podem ser excluídas... – até que o Java muda bastante, ainda que às vezes com tropeços. Podemos citar a especificação J2EE que, após anos sofrendo pecados do design por comitê, cedeu à pressão de inovações da comunidade e renovou-se de forma surpreendente a partir do Java EE 5.

Este caminho é às vezes criticado por quem gostaria de um “rumo” mais firme e contínuo, que só plataformas completamente proprietárias podem oferecer. Mas é importante reconhecer que o Java deve muito de seu sucesso e longevidade à flexibilidade que demonstra na sua evolução. Em que pese a influência predominante da Sun/Oracle e outros peso-pesados do JCP, que mesmo nesses tempos de OpenJDK nos impede de classificar Java como uma plataforma aberta “pura”, esta conquistou desde o início um ecossistema extremamente forte e diversificado.

Olhando agora para o futuro, podemos fazer uma pergunta: A plataforma Java continuará importante daqui a mais 15 anos? Eu pessoalmente não tenho dúvida; estou certo que ainda terei a oportunidade de responder positivamente, num artigo especial para a Java Magazine 300.

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