O desenvolvedor e a mobilidade

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A plataforma móvel representa uma mudança na maneira com que o ser humano acessa a informação. Antes dos dispositivos móveis...

 

Olá!

 

Estou curioso em relação a você, leitor desenvolvedor. Você está lendo este artigo e visitando este portal de mobilidade porque está engajado no assunto e procurando firmar seus conhecimentos, ou está passando por acaso e nunca parou para pensar seriamente em mobilidade?

 

Bom, se você se encaixa no segundo perfil, então deve pensar melhor nos impactos que a não adoção de estratégias de mobilidade da informação em suas soluções de software terão nos próximos anos. Vou tentar explicar por que.

 

Primeiro, a plataforma móvel representa uma mudança na maneira com que o ser humano acessa a informação. Antes dos dispositivos móveis, quando um usuário precisasse consultar/processar alguma informação, ele teria que se deslocar para um computador para poder atingir seu objetivo (sei que isto é o que mais acontece hoje ainda, mas acredite: isto está acabando). Com dispositivos móveis, o usuário pode – em tese – acessar as suas informações em qualquer momento e lugar, seja de forma on-line ou off-line.

 

A questão é que, num belo dia, o seu cliente irá perceber que é possível acessar informações do sistema que ele usa em seu dispositivo móvel. Sistema esse que você desenvolveu. E ele o procurará perguntando-lhe: “Como faço para acessar o módulo X do sistema pelo meu celular?” Ou: “Como faço para minha equipe utilizar palmtops para interagir com módulo Y do sistema?”.

 

O seu cliente vai chegar a essa conclusão depois que ver algumas outras pessoas e/ou empresas utilizando certas soluções de mobilidade. E isto já está acontecendo. Basta ver a febre que há no mercado de automação de força de vendas. Praticamente toda empresa atacadista, distribuidora ou indústria já possui ou pelo menos já ouviu falar e está interessada numa solução deste tipo. E esta “febre” está começando a contaminar outros processos e segmentos de empresas.


Em segundo lugar, é preciso considerar algo que está acontecendo no mercado de TI e que não tem volta: a enorme quantidade de dispositivos móveis que existe atualmente nas mãos dos usuários (e que continua crescendo sem parar), e a abundância de recursos de processamento, armazenamento e conectividade que os mesmos apresentam em geral. Percebam uma coisa: na época dos mainframes, existia um computador para cada centena de milhares de pessoas. Com os computadores pessoais (PCs), esta proporção caiu bastante. Segundo o IBGE, em 2005, um em cada cinco lares brasileiros possuem um PC. Mas com o advento de dispositivos móveis convergentes (que aglutinam funções de PDA, celular, câmera digital, WI-FI, GPS, etc.), esta proporção tende a chegar a “um-para-um”!

 

Isto significa que em muito pouco tempo haverá muito mais dispositivos móveis do que computadores de mesa ou notebooks no mercado. E as pessoas os terão sempre ao seu lado, consultando e interagindo com suas informações o tempo todo. E você, você ainda considera que seus softwares não serão impactados por esta onda de mobilidade sem volta?

 

Então, o que fazer? Bom, você pode começar definindo uma estratégia de mobilidade para seus softwares. Analise onde e como a mobilidade pode entrar nas suas soluções, e beneficiar seus clientes. Pense em termos de módulos, plataformas de hardware, estratégias de integração, interface com o usuário, etc. (vamos discutir cada ponto desses com detalhes em artigos futuros).

 

Do ponto de vista prático, há duas alternativas para você tornar a mobilidade uma realidade em suas soluções: A primeira é você ou sua empresa se especializar em mobilidade (como eu falei no artigo anterior: não é a mesma coisa de desenvolver para desktop!) e desenvolver suas próprias soluções de mobilidade; e a segunda é estabelecer parcerias com empresas já especializadas.

 

As duas alternativas têm pontos fortes e fracos, além de serem antagônicos. No primeiro caso, você terá maior autonomia e liberdade nas soluções, mas terá uma curva de aprendizado lenta (demorando mais para entregar as soluções ao mercado) e talvez até desvirtue seu foco principal de desenvolvimento. No segundo caso, você conseguirá atender as demandas de mobilidade de seus clientes mais rapidamente, mas pode ter problemas de adaptação da solução de mobilidade ao seu sistema, dependendo do parceiro escolhido. Qual a melhor opção? Depende do que você considera mais importante.

 

O essencial é que você leve a questão de mobilidade realmente a sério, e tome medidas para unir-se a ela, antes que ela vença você. Por que, como eu disse anteriormente, isto não tem volta.

 

Um abraço,

 

Aderval Mendonça

 
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