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O futuro das telecomunicações e o Java - Java Magazine 86
O artigo inicia descrevendo o conceito de NGN (Next Generation Networks), uma arquitetura de rede de telecomunicações convergente baseada em IP. Em seguida, o SIP é apresentado como o protocolo que possibilita a criação de sessões de comunicação nestas redes. Por fim, a API SIP Servlets é apresentada através de exemplos, integrada ao desenvolvimento Java EE e ao servidor de aplicações SailFin.
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Java Magazine 86
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O futuro das telecomunicações e o Java
Desenvolvendo aplicações de comunicação em Java
Conheça os recursos da API SIP Servlets e prepare sua aplicação para Redes de Próxima Geração e o futuro das telecomunicações
A necessidade de comunicação é algo que está no cerne do ser humano. Desde o seu primórdio, a humanidade tem desenvolvido novas maneiras para permitir uma comunicação rápida e eficiente. Atualmente, esta necessidade está ainda mais evidente, o que é refletido diretamente nas três redes principais que utilizamos no nosso dia-a-dia: internet, rede de telefonia móvel e rede de telefonia fixa.
Observem: utilizamos três redes diferentes, todas com o mesmo intuito de habilitar a comunicação entre pessoas e prover serviços para os seus usuários. Parece um pouco redundante? Por isso o conceito de NGN é tão importante.
Next-Generation Networks (NGN) é um termo amplo, utilizado para descrever um conjunto de evoluções arquiteturais nas redes de telefonia fixa/móvel, cujo objetivo primordial é convergir todas as redes em apenas uma. Esta nova rede será baseada em pacotes (mais especificamente no protocolo IP) e será utilizada para transportar todas as informações e serviços. Em outras palavras, é utilizar a internet para os serviços que as redes de telefonia hoje nos provêm, sem perder a mobilidade e a onipresença das redes móveis. Outro ponto importante é que nas NGNs define-se uma arquitetura unificada para a implementação e disponibilização de serviços, independente da camada de transporte, que poder ser acessada de qualquer dispositivo e lugar.
Neste momento, você poderia imaginar: “Mas eu já uso a linha do meu telefone fixo para conexão de internet! Isto não significa que meu telefone já está na internet?”
Esta é uma dúvida bastante comum entre as pessoas. Hoje, utilizamos apenas o meio físico do telefone fixo para acessar a internet. A internet é uma infraestrutura de certa forma paralela à rede fixa. Semelhantemente, quando você acessa a internet através de seu celular, você está utilizando apenas o meio físico para se conectar. Essas três grandes redes são diferentes e independentes, o que requisita manutenção dobrada e frequentes conversões entre os domínios (feitas pelos chamados gateways).
Esta unificação citada trará inúmeras vantagens para os usuários e operadoras, tais como:
• Uma rede única baseada em pacotes, que tende a fazer um melhor uso de banda que redes baseadas em circuitos tradicionais;
• Acesso unificado e integrado aos serviços, tais como acesso à caixa postal do telefone pela web, confirmação de transações eletrônicas via telefone e videoconferência entre dispositivos diversos;
• Independência de dispositivo e de localidade. Assim, você liga para alice@domain.com, não para um número de celular ou telefone fixo. Em qualquer lugar do planeta você recebe uma ligação, no dispositivo em que você estiver conectado;
• Tarifação diferenciada, baseada no conteúdo trafegado (nem todos os dados são iguais).
E o que nós desenvolvedores ganhamos com este movimento? Primeiramente, abre-se a possibilidade de desenvolvimento de uma nova gama de serviços unificados e de amplo alcance. Além disso, neste novo cenário quase tudo passa a ser controlado por software, o que aumenta também as oportunidades de desenvolvimento de softwares que fazem parte do coração da rede. É uma grande mudança de paradigma se comparado com as grandes centrais telefônicas do passado.
Um lembrete importante: NGN é um conceito arquitetural/comercial. Em termos práticos, existe a especificação de uma arquitetura baseada em NGN chamada de IMS (IP Multimedia Subsystem) e que promete ser o novo padrão do mercado. Esta especificação é atualmente mantida pelo 3GPP, órgão importantíssimo no cenário de telecomunicações, que entre outras responsabilidades mantém tudo que é relacionado ao GSM. Na arquitetura IMS o protocolo de sinalização (ver quadro “Sinalização e Mídia”) utilizado é o SIP, o que ressalta sua importância no cenário atual.
Como não poderia deixar de ser, a plataforma Java está bastante presente neste novo cenário. No JCP, por exemplo, é possível listar 22 APIs que fazem parte da iniciativa JAIN (Java APIs for Integrated Networks), um conjunto de APIs focadas em protocolos e arquiteturas direcionadas para redes convergentes de telecomunicações. Algumas das JSRs mais importantes são:
• JSR 116/289 (SIP Servlets v1.0/1.1), que trataremos neste artigo. Vamos apresentar a API, o que podemos fazer com ela e como integrá-la em nossas aplicações;
• JSR 22/240 (JAIN SLEE v1.0/1.1), que define um ambiente de execução padronizado para serviços e aplicações;
• JSR 309 (Media Server Control API v. 1.0), que trata do controle programático de servidores de mídia.
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Desenvolvendo aplicações de comunicação em Java
Conheça os recursos da API SIP Servlets e prepare sua aplicação para Redes de Próxima Geração e o futuro das telecomunicações
A necessidade de comunicação é algo que está no cerne do ser humano. Desde o seu primórdio, a humanidade tem desenvolvido novas maneiras para permitir uma comunicação rápida e eficiente. Atualmente, esta necessidade está ainda mais evidente, o que é refletido diretamente nas três redes principais que utilizamos no nosso dia-a-dia: internet, rede de telefonia móvel e rede de telefonia fixa.
Observem: utilizamos três redes diferentes, todas com o mesmo intuito de habilitar a comunicação entre pessoas e prover serviços para os seus usuários. Parece um pouco redundante? Por isso o conceito de NGN é tão importante.
Next-Generation Networks (NGN) é um termo amplo, utilizado para descrever um conjunto de evoluções arquiteturais nas redes de telefonia fixa/móvel, cujo objetivo primordial é convergir todas as redes em apenas uma. Esta nova rede será baseada em pacotes (mais especificamente no protocolo IP) e será utilizada para transportar todas as informações e serviços. Em outras palavras, é utilizar a internet para os serviços que as redes de telefonia hoje nos provêm, sem perder a mobilidade e a onipresença das redes móveis. Outro ponto importante é que nas NGNs define-se uma arquitetura unificada para a implementação e disponibilização de serviços, independente da camada de transporte, que poder ser acessada de qualquer dispositivo e lugar.
Neste momento, você poderia imaginar: “Mas eu já uso a linha do meu telefone fixo para conexão de internet! Isto não significa que meu telefone já está na internet?”
Esta é uma dúvida bastante comum entre as pessoas. Hoje, utilizamos apenas o meio físico do telefone fixo para acessar a internet. A internet é uma infraestrutura de certa forma paralela à rede fixa. Semelhantemente, quando você acessa a internet através de seu celular, você está utilizando apenas o meio físico para se conectar. Essas três grandes redes são diferentes e independentes, o que requisita manutenção dobrada e frequentes conversões entre os domínios (feitas pelos chamados gateways).
Esta unificação citada trará inúmeras vantagens para os usuários e operadoras, tais como:
• Uma rede única baseada em pacotes, que tende a fazer um melhor uso de banda que redes baseadas em circuitos tradicionais;
• Acesso unificado e integrado aos serviços, tais como acesso à caixa postal do telefone pela web, confirmação de transações eletrônicas via telefone e videoconferência entre dispositivos diversos;
• Independência de dispositivo e de localidade. Assim, você liga para alice@domain.com, não para um número de celular ou telefone fixo. Em qualquer lugar do planeta você recebe uma ligação, no dispositivo em que você estiver conectado;
• Tarifação diferenciada, baseada no conteúdo trafegado (nem todos os dados são iguais).
E o que nós desenvolvedores ganhamos com este movimento? Primeiramente, abre-se a possibilidade de desenvolvimento de uma nova gama de serviços unificados e de amplo alcance. Além disso, neste novo cenário quase tudo passa a ser controlado por software, o que aumenta também as oportunidades de desenvolvimento de softwares que fazem parte do coração da rede. É uma grande mudança de paradigma se comparado com as grandes centrais telefônicas do passado.
Um lembrete importante: NGN é um conceito arquitetural/comercial. Em termos práticos, existe a especificação de uma arquitetura baseada em NGN chamada de IMS (IP Multimedia Subsystem) e que promete ser o novo padrão do mercado. Esta especificação é atualmente mantida pelo 3GPP, órgão importantíssimo no cenário de telecomunicações, que entre outras responsabilidades mantém tudo que é relacionado ao GSM. Na arquitetura IMS o protocolo de sinalização (ver quadro “Sinalização e Mídia”) utilizado é o SIP, o que ressalta sua importância no cenário atual.
Como não poderia deixar de ser, a plataforma Java está bastante presente neste novo cenário. No JCP, por exemplo, é possível listar 22 APIs que fazem parte da iniciativa JAIN (Java APIs for Integrated Networks), um conjunto de APIs focadas em protocolos e arquiteturas direcionadas para redes convergentes de telecomunicações. Algumas das JSRs mais importantes são:
• JSR 116/289 (SIP Servlets v1.0/1.1), que trataremos neste artigo. Vamos apresentar a API, o que podemos fazer com ela e como integrá-la em nossas aplicações;
• JSR 22/240 (JAIN SLEE v1.0/1.1), que define um ambiente de execução padronizado para serviços e aplicações;
• JSR 309 (Media Server Control API v. 1.0), que trata do controle programático de servidores de mídia.
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8 COMENTÁRIOS
Eduardo Lima Costa
Ola, você poderia colocar o link do projeto de exemplo.?
[há +1 ano] -
Responder
[autor]
Devmedia - Equipe De Moderação
Eduardo,
os fontes desse artigo estão junto aos arquivos da revista, em http://www.devmedia.com.br/resumo/download.asp?site=6
os fontes desse artigo estão junto aos arquivos da revista, em http://www.devmedia.com.br/resumo/download.asp?site=6
[há +1 ano] -
Responder
Fernando
Excelente artigo amigo.
Me esclareceu muitas dúvidas.
Só que me restaram algumas, caso você possa me ajudar, lhe serei ainda mais grato.
São elas:
1) Quero trabalhar com Sip utilizando Applets, a api( o jar) é o mesmo ?
2) Existem muitas "compilações" do Sip ? Pois vi uma chamada Jitsi e outra chamada Jain.
Obrigado desde já.
Me esclareceu muitas dúvidas.
Só que me restaram algumas, caso você possa me ajudar, lhe serei ainda mais grato.
São elas:
1) Quero trabalhar com Sip utilizando Applets, a api( o jar) é o mesmo ?
2) Existem muitas "compilações" do Sip ? Pois vi uma chamada Jitsi e outra chamada Jain.
Obrigado desde já.
[há +1 ano] -
Responder
Dyego Souza Do Carmo
1) Utilize a Siplet, uma aplet com codigo SIP, voce pode criar siplets dentro do GlassFish v3 , ele já vem com estas apis implementadas
2) Sip é um protocolo bem chatinho quanto a firewalls , eu acho que este seria o unico ponto a ter mais atenção :)
2) Sip é um protocolo bem chatinho quanto a firewalls , eu acho que este seria o unico ponto a ter mais atenção :)
[há +1 ano] -
Responder
Giovani Grifante
Olá
Alguém sabe como resolver esse erro?
Deploying application in domain failed; No main servlet defined in a SAR archive with multiple annotated servlets
Isso esta acontecendo até com os códigos baixados aqui do site...
Alguém sabe como resolver esse erro?
Deploying application in domain failed; No main servlet defined in a SAR archive with multiple annotated servlets
Isso esta acontecendo até com os códigos baixados aqui do site...
[há +1 ano] -
Responder
Thiago Domingues De Camargo Ribeiro Bueno
Olá, eu gostaria de adquirir essa edição 86 da revista, mas queria impressa. Como faço?
[há +1 mês] -
Responder
Daniella Adriana Da Costa
Olá,
não vendemos mais edições avulsas pelo site,mas uma de nossas consultoras entrará em contato com vc.
não vendemos mais edições avulsas pelo site,mas uma de nossas consultoras entrará em contato com vc.
[há +1 mês] -
Responder
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