TV DIGITAL – Parte 01

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Neste artigo veremos a definição de TV Digital.

TV DIGITAL Parte 01
 

Por: Rodrigo Junqueira de Oliveira

Com um sistema digital de geração, transmissão e recepção de sinais de televisão, é possível também realizar uma interação com o usuário final. Esta interação, conceito simples e muito utilizado hoje na Internet, poderia também gerar uma grande evolução nas comunicações atuais da TV, levando até mesmo à convergência entre meios, por exemplo, Internet e Televisão.

Neste artigo, vamos mostrar como funciona um sistema de televisão, desde sua produção a sua transmissão. Vamos mostrar a diferença da TV analógica e a digital e os principais padrões de TV Digital utilizados no mundo.

Definição

Um sistema completo de televisão é composto por três componentes, representados na figura 1.

 

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Figura 1: sistema completo de televisão. [1]

 

No passado todo este processo era analógico, ou seja, os sinais que representavam a imagem e o áudio gerados no estúdio eram analógicos. Estes sinais analógicos eram transmitidos para os receptores de TV também analógicos.

 

O sinal analógico é um tipo de sinal contínuo que varia em função do tempo. Um velocímetro analógico de ponteiros, um termômetro analógico de mercúrio, uma balança analógica de molas, são exemplos de sinais lidos de forma direta sem passar por qualquer decodificação complexa, pois as variáveis são observadas diretamente. Para entender o termo analógico, é útil contrastá-lo com o termo digital. O sinal digital é um sinal com valores discretos (descontínuos) no tempo e amplitude. Isso significa que um sinal digital só é definido para determinados instantes de tempo, e o conjunto de valores que podem assumir é finito [1].

 

Atualmente a informação é gerada em estúdio na forma de sinais digitais. Estes sinais são convertidos em sinais analógicos e transmitidos para os receptores de TV. Os receptores de TV, apesar de analógicos, já utilizam sinais digitais em algumas funções, como o controle remoto.

 

Na TV Digital todos os processos passam a ser digitais. Ou seja, a imagem, o áudio e demais informações são geradas, transmitidas e recebidas na forma de sinais digitais.

 

Existe uma característica fundamental que distingue a plataforma de TV Digital daquela analógica: o tratamento do sinal audiovisual utilizando técnicas digitais (codificação, compressão e transmissão)[1] . Essa característica, a robustez na recepção, é perceptível ao usuário através da melhora na qualidade de recepção do sinal de televisão.

 

Outras quatro características são freqüentemente associadas à plataforma de TV Digital, pois sua implementação é facilitada ao utilizar a tecnologia digital. No entanto, essas características não são exclusivas dessa plataforma, nem necessariamente devem estar presentes para caracterizá-la [2]:

·         O formato de tela 16:9;

·         A alta definição;

·         A interatividade e;

·         A mobilidade/portabilidade.

O formato 16:9 diz respeito à proporção entre as dimensões de largura e altura com que as imagens são apresentadas na tela. Esse formato também é designado como tela ampla ou widescreen e é o mesmo exibido nas telas de cinema.

 

Pode ser utilizado por imagens com qualquer grau de resolução, ou seja, tanto em definição padrão como em alta definição.

 

A transmissão em alta definição implica em imagem com qualidade muito superior à proporcionada pela TV analógica. É usual que uma imagem nesse padrão seja produzida e transmitida no formato 16:9 e, portanto, deve ser apresentada por terminais apropriados para o completo benefício de suas potencialidades. A definição padrão, por sua vez, disponibiliza ao usuário imagens com qualidade similar à percebida com o uso do DVD em um aparelho analógico. Usualmente, esse padrão é apresentado no formato tradicional (4:3), embora possa ser também apresentado em widescreen.

 

A interatividade, por sua vez, permite ao usuário manifestar suas preferências e reações quanto à escolha e uso de conteúdo, possibilitando um benefício não-linear mesmo quando o conteúdo é baseado em vídeo. Os níveis de interatividade previstos variam segundo a existência do canal de retorno e como ele é mantido ativo para suportar as aplicações: de maneira intermitente ou permanente.

No contexto da TV Digital, a mobilidade diz respeito aos conteúdos transmitidos pelas emissoras para a recepção por terminais móveis (exemplo: automóveis e trens) enquanto a portabilidade se refere aos dispositivos portáteis (exemplo: celulares).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] GRACIOSA, Hélio Marcos M. - Uma visão da implantação da TV digital no Brasil disponível em http://www.teleco.com.br/tutoriais. Acesso em abril de 2008;

[2] CPqD ARQUITETURA DE REFERÊNCIA - Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre. PD.30.12.34A.0001A/RT-13/AA.

 
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