Artigo SQL Magazine 16 - Desenvolvimento de aplicações orientadas a objeto apoiado por tecnologias Java - Parte V – Teste e Implantação

Ao longo desse artigo será descrita a fase de teste.

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Desenvolvimento de aplicações orientadas a objeto apoiado por tecnologias Java

Parte V – Teste e Implantação

por Arilo Cláudio Dias Neto e Rafael Ferreira Barcelos

Leitura Obrigatória: SQL Magazine 12, artigo Desenvolvimento de aplicações orientadas a objeto apoiado por tecnologias Java Parte I.

Leitura Obrigatória: SQL Magazine 13, artigo Desenvolvimento de aplicações orientadas a objeto apoiado por tecnologias Java Parte II – Análise.

Leitura Obrigatória: SQL Magazine 14, artigo Desenvolvimento de aplicações orientadas a objeto apoiado por tecnologias Java Parte III – Projeto.

Leitura Obrigatória: SQL Magazine 15, artigo Desenvolvimento de aplicações orientadas a objeto apoiado por tecnologias Java Parte IV – Codificação.

 

Ao longo desta série de artigos, apresentamos fase a fase a execução de um processo de desenvolvimento de software incremental, onde se adotou uma abordagem orientada a objeto, e que ocorreu através do acompanhamento de um estudo de caso para um sistema de vídeo-locadora. Durante esta série, procuramos mostrar e explicar de forma prática conceitos e abordagens que estão por trás do paradigma de orientação a objetos e da linguagem Java.

Após a realização das fases de análise, projeto e codificação, o passo seguinte consiste na realização de testes nos módulos desenvolvidos minimizando a possibilidade de falhas após a entrega do sistema aos seus usuários finais. Após os erros identificados terem sido solucionados, simulamos o término do desenvolvimento e chegamos na tarefa final do processo, a sua disponibilização para o usuário.

Ao longo desse artigo será descrita a fase de teste (Figura 1). Utilizaremos um framework Java que apóia a realização de testes de unidades em softwares orientados a objetos. Além dos testes dos módulos desenvolvidos, serão apresentadas também as funcionalidades oferecidas pela plataforma Java para que a equipe de desenvolvimento possa disponibilizar o sistema, ou apenas um módulo funcional, ao usuário final.

 

 

Figura 1. Etapa do processo abordada neste artigo.

Realizando testes

Teste de software consiste na análise dinâmica do produto, ou seja, na sua execução com o objetivo de verificar a presença de defeitos e desta forma minimizar efeitos negativos em sua confiabilidade. Devemos nos conscientizar que o desenvolvimento de software é uma atividade humana e desta forma é passível de erros, o que torna fundamental a realização de testes durante seu desenvolvimento.

 

Teste de software orientado a objetos

Apesar do paradigma orientado a objetos (OO) permitir construir softwares de melhor qualidade e proporcionar rapidez no desenvolvimento, a realização de testes nesse paradigma é mais complexa devido à hierarquia de classes, encapsulamento, polimorfismo, etc. Existem, principalmente, duas técnicas para a realização de teste em software: estrutural e funcional.

 

Teste estrutural

O teste estrutural também é conhecido como teste caixa-branca (white-box). Nesse tipo de teste, os casos de teste (Nota 1) são realizados a partir da análise da estrutura interna do programa. O objetivo dos casos de teste é causar a execução de caminhos identificados no programa (possibilidades de utilização), baseados no fluxo de controle e/ou no fluxo de dados.

 

Teste funcional

O teste funcional também é conhecido como teste de caixa preta (black box). Os métodos de teste de caixa preta concentram-se nos requisitos funcionais do software. As técnicas de teste funcional derivam os casos de teste a partir da análise da funcionalidade (dados de entrada/saída e especificação) do programa, sem levar em consideração sua estrutura interna.

A abordagem funcional tem o objetivo de complementar a abordagem que as técnicas do teste estrutural apresentam. As categorias de erros mais evidenciadas pelo teste funcional são: erros de interface, funções incorretas ou ausentes, erros nas estruturas de dados ou no acesso a bancos de dados externos, erros de desempenho e erros de inicialização e término.

 

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