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PhoneGap com Android - Revista Mobile Magazine 39

Apresentaremos neste artigo a implementação de um aplicativo para o sistema operacional Android utilizando as tecnologias HTML, CSS e JavaScript. Para isso, analisaremos como montar o ambiente de desenvolvimento utilizando a IDE Eclipse e o Andr






Com a disseminação dos smartphones e o uso cada vez mais frequente da internet, é difícil não estar conectado na rede, acessando o e-mail ou redes sociais, como Facebook e Twitter. Todos estes serviços disponibilizam um aplicativo para uso em smartphones, seja ele Android, iOS ou outro sistema operacional. Tais aplicativos são chamados de webapps, ou seja, precisam estar conectados à internet para disponibilizarem os seus serviços. Pensando nisso, nesse artigo iremos conhecer o PhoneGap, um framework que nos auxiliará na criação de aplicativos desse tipo.

O PhoneGap é um framework voltado para o desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis, open source, multiplataforma, com suporte para os sistemas operacionais iOS, Google Android, Palm, Symbian e BlackBerry. Com ele é possível desenvolver aplicações utilizando as tecnologias JavaScript, HTML 5 e CSS3, dispensando assim o uso de SDKs ou compiladores, bastando apenas adicionar um arquivo JavaScript e um JAR para ter acesso a várias funções de seu smartphone.

O JavaScript tem se transformado na linguagem de programação mais popular da web. Inicialmente, no entanto, muitos profissionais denegriram a linguagem. Com o advento do Ajax, o JavaScript teve sua popularidade de volta e recebeu mais atenção profissional. O resultado foi a proliferação de frameworks e bibliotecas, práticas de programação melhoradas e o aumento no uso do JavaScript fora do ambiente de navegadores bem como o uso de plataformas de JavaScript server-side.

O uso primário de JavaScript é escrever funções que são embarcadas ou incluídas em páginas HTML e que interagem com o Document Object Model(DOM) da página. Alguns exemplos deste uso são:

·         abrir uma nova janela com controle programático sobre seu tamanho, posição e atributos;

·         validar valores de um formulário para garantir que são aceitáveis antes de serem enviados ao servidor;

·         mudar imagens à medida que o mouse se movimenta sob elas.

 

Pelo fato do código JavaScript rodar localmente no navegador do usuário, e não em um servidor remoto, o navegador pode responder a tais ações rapidamente, aprimorando desta forma o tempo de resposta para o usuário. Além disso, o código JavaScript pode detectar ações de usuário que o HTML sozinho não poderia, tais como teclas pressionadas individualmente. Aplicações como Gmail tomam vantagem disso: muito da lógica da interface do usuário é escrita em JavaScript, e o JavaScript envia requisições de informação, tais como o conteúdo de um correio eletrônico, para o servidor. A tendência mais ampla de programação em Ajax explora de maneira similar este ponto forte.

Uma JavaScript engine (também conhecida como interpretador JavaScript ou uma implementação JavaScript) interpreta código fonte JavaScript e o executa de forma adequada. A primeira implementação JavaScript foi criada por Brendan Eich na Netscape Communications Corporation, para o Navegador Netscape. A implementação, nomeada SpiderMonkey, é implementada em C e vem sendo atualizada para estar em conformidade com a edição 3 do ECMA-262. A implementação Rhino, criada primariamente por Norris Boyd (ex-empregado da Netscape; agora no Google) é uma implementação de JavaScript em Java. Rhino, como SpiderMoneky, está em conformidade com a terceira edição do ECMA-262.

Por ser o JavaScript a única linguagem que a maioria dos navegadores populares suportam, tem se tornado uma linguagem alvo para muitos frameworks em outras linguagens, a despeito do fato de não ter sido planejado para tal.

Atualmente o PhoneGap se encontra na versão 1.0, e alguns dos destaques deste release são:

·         API mais estável;

·         Arquitetura “plugável”, permitindo a criação de componentes;

·         Compatibilidade com acesso a dados padronizados pelo W3C;

·         Possibilidade de manipulação dos contatos da agenda telefônica.

 

Além destes, o framework oferece diversos recursos que auxiliam o seu uso. A Figura 1 apresenta os recursos suportados em cada plataforma.

 O PhoneGap já está sendo utilizado por diversas empresas, como é o caso da Adobe, que integrou o framework ao Adobe Dreamweaver, facilitando a criação de aplicativos para dispositivos móveis, podendo ainda testar estes aplicativos em emuladores a partir do próprio editor do Dreamweaver.

Para as próximas versões, os desenvolvedores do PhoneGap estão planejando suporte a outras plataformas e novas APIs, que poderão ter acesso a funcionalidades como calendário do smartphone, websockets, criptografia, entre outras."



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