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Artigo .net magazine 69 - F#

Como sabemos, a plataforma .Net suporta diversas linguagens de programação, sendo as mais importantes o VB.Net e o C#. Agora temos também o F#, uma linguagem funcional que veio para complementar a plataforma. Neste artigo vamos conhecer as principais funcionalidades do F#, a nova linguagem de primeira linha da plataforma .Net.






Easy .NET - Novidades
F#
Programação funcional com .NET
 
Do que trata o artigo
Como sabemos, a plataforma .Net suporta diversas linguagens de programação, sendo as mais importantes o VB.Net e o C#. Agora temos também o F#, uma linguagem funcional que veio para complementar a plataforma. Neste artigo vamos conhecer as principais funcionalidades do F#, a nova linguagem de primeira linha da plataforma .Net.
Para que serve
O F# é muito mais do que uma linguagem, é uma nova forma de pensar em programação para a plataforma .Net. Sendo capaz de se integrar com outras linguagens, o F# oferece a possibilidade de resolver problemas de alta complexidade de forma fácil e legível, como por exemplo, paralelismo.
Em que situação o tema é útil
Muito mais do que criar classes especializadas em cálculos, o F# pode ser utilizado em áreas como programação paralela, assíncrona e tratamento de dados, por exemplo. O F# também se encaixa perfeitamente em classes de apoio ao negócio, em algoritmos de processamento, jogos, Web Services, ou seja, em praticamente qualquer área podemos encontrar aplicações para o F#.

Resumo do DevMan
O F# é a nova linguagem de primeira linha da plataforma .Net e é sem dúvida uma visão bem diferente do que estamos acostumados com VB.Net e C#. Com alto poder de performance, o F# pode ajudar nos projetos do dia-a-dia para resolver problemas de forma mais simples, segura e legível. Veremos neste artigo alguns princípios básicos do F# e do paradigma funcional, desenvolvendo alguns exemplos simples, mas também criando uma aplicação “do mundo real” utilizando os artifícios de programação paralela que o .NET fornece.

Há alguns anos venho estudando e escrevendo sobre linguagens de programação. A plataforma .Net permite que diferentes linguagens possam ser utilizadas para programar aplicações, sejam elas Web, Mobile, Windows Forms ou até mesmo aplicações embarcadas (embedded), utilizando por exemplo o Micro Framework. Meu primeiro artigo sobre F# foi escrito no final de 2007. A primeira vez que tive contato com esta linguagem foi realmente um espanto. Fiquei com o pensamento de que “isto só serve para a área acadêmica” ou no máximo alguma aplicação que envolva muitos cálculos. Mesmo assim, fiquei intrigado com a forma de pensar, muito diferente da orientação a objetos que estamos acostumados com C#, VB.Net ou Java. A ideia deste artigo é, em poucas páginas, dar uma noção geral da linguagem, iniciando com alguns exemplos simples, desde a introdução do conceito de linguagem funcional até o desenvolvimento de uma aplicação do mundo real com capacidade de processamento paralelo e assíncrono.
Mas afinal, por que F#?
Apesar do F# ser uma nova linguagem funcional criada pela Microsoft, esse conceito não é nada novo. O F# deriva do ML, uma metalinguagem desenvolvida no final dos anos 70 e que possui sua base em conceitos matemáticos. Linguagens funcionais tratam a computação como funções matemáticas evitando estados ou dados mutáveis, enquanto a linguagem convencional (imperativa) baseia-se em mudanças de estados no programa. O F# pode, por exemplo, retornar uma função como resultado de outra função.
Imaginemos uma planilha do Excel, com muitas células interligadas com funções matemáticas e consultas a outras planilhas. Quando mudamos o valor de uma célula, ele reprocessa apenas as células relacionadas com a que mudamos e não a planilha toda (o que levaria muito tempo e nos deixaria extremamente insatisfeitos com a ferramenta). O F# possui um comportamento semelhante, pois ao alterarmos valores ele reprocessa apenas o necessário, sendo extremamente poderoso para o desenvolvimento de aplicações que envolvam um processamento pesado. Apesar de a cada dia os processadores estarem mais potentes, o volume de dados com que trabalhamos e a exigência de performance também crescem."


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Autor
Thomas Alexander Semple

É engenheiro eletrônico com ênfase em telecomunicações e é líder de projetos da T4W, com mais de 10 anos de experiência, participa de projetos para empresas dos mais diversos segmentos. A T4W é uma empresa de tecnologia cuja área de desenvolvimento atende empresas de médio e grande porte em projetos...


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