Artigo da SQL Magazine 36 - Índices no Oracle - Parte I

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Os índices são estruturas opcionais associadas a tabelas e clusters que permitem que as consultas SQL sejam executadas mais rapidamente.

Capa SQl 33

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Índices no Oracle - Parte I

Conceito

 

     Os índices são estruturas opcionais associadas a tabelas e ‘clusters’ (Nota 1) que permitem que as consultas SQL sejam executadas mais rapidamente. Assim como o

índice analítico ou remissivo nesta revista  lhe ajuda a encontrar mais rapidamente informações, um índice de Oracle fornece um trajeto de acesso mais rápido aos dados da tabela. Você pode usar índices sem reescrever nenhuma consulta, os resultados da consultas são os mesmos, mas você os vê mais rapidamente.

 

Nota 1. Cluster

Uma tabela ‘cluster’ é um grupo de tabelas que compartilham os mesmos blocos de dados, desde que compartilhem colunas em comum e são usadas frequentemente em conjunto. Quando você cria tabelas ‘cluster’, o Oracle armazena fisicamente todas as colunas para cada tabela nos mesmos blocos de dados. Os índices de tabelas de cluster podem conter várias tabelas ou apenas uma.

 

Tipos de índices

     O Oracle fornece vários tipos de índices disponibilizando boas alternativas para todos os tipos de sistemas e processamentos no banco de dados. Veremos as diferentes possibilidades a partir de agora.

 

Índices B-Trees

     Este é o índice padrão que o Oracle tem usado desde que as primeiras versões. A fim de gerenciar corretamente os blocos, o Oracle controla o alocamento dos ponteiros

dentro de cada bloco dos dados. Uma “árvore de blocos” (analogia à forma com a qual o Oracle aloca os blocos de dados) cresce através da inserção de linhas na tabela.

Quando um bloco é preenchido, o mesmo “racha”, a fim de criar novos “galhos”, ou se preferir, blocos de dados. É ai que entra o índice do tipo B-Tree, controlando ponteiros

dentro dos blocos de dados. (Figura 1).

 

 

Figura 1. Estrutura de um índice B-Tree.

 

     Portanto, um bloco de índice do Oracle pode conter dois tipos de ponteiros:

• Ponteiro para um outro nó de blocos de dados de índices;

• Ponteiros para linhas específicas da tabelas ou ROWID.

     O Oracle controla o alocamento dos ponteiros dentro dos blocos de índice, e esta é a razão pela qual somos incapazes de especificar um valor de PCTUSED (o ponto inicial

da utilização da freelist - lista de blocos livres) para índices. Quando examinamos uma estrutura de bloco do índice, percebemos que o número de entradas (de blocos de dados) dentro de cada nó do índice é em função de dois valores:

• O tamanho da chave do índice;

• O tamanho do bloco da tablespace do índice.

     O tamanho do bloco afeta o número de chaves de índice de cada nó do próprio índice. Um tamanho de bloco grande reduzirá também o número de “consistent gets”(Nota 2) durante o acesso do índice, melhorando o desempenho para acessos não seqüenciais nos blocos de dados

 

O comportamento do índice no Oracle

     Pelo fato do tamanho do bloco afetar o número das chaves dentro de cada bloco de dados do índice, entende-se que o tamanho do bloco terá um grande efeito na estrutura do índice B-Tree. Um bloco de dados de 32k terá mais chaves por bloco, tendo por resultado um índice mais “solto” do que o mesmo índice criado em um tablespace 2k. Hoje, a maioria dos experts em Oracle utiliza o tamanho de bloco múltiplo por fornecer uma maior manuseabilidade e a habilidade de colocar objetos com o tamanho de bloco mais apropriado reduzindo a má utilização do BUFFER.

     Um tamanho de bloco maior significa mais espaço para o armazenamento das chaves nos nós secundários dos índices B-tree, que reduz o “peso” do índice no bloco e melhora o desempenho nas consultas. Em todo o caso, parece estar evidente que o tamanho de bloco afeta a estrutura dos índices B-Tree, que sustenta o argumento de que os blocos dos dados afetam a estrutura do mesmo.

     Você pode usar um tamanho de bloco grande (16-32K) para conter dados dos índices ou das tabelas que são o objeto de constantes varreduras.

 

Nota 2. Consistent Gets no Oracle

     É o número das vezes que uma leitura consistente de um bloco foi solicitado pela Buffer Cache. Está é parte da SGA, e retém cópias de blocos dos dados de modo que possam ser alcançado mais rapidamente pelo Oracle do que os lendo do disco.

Chamamos de SGA um grupo de estrutura de memória (Redo Log Buffer, Shared Pool e Database buffer cachê).

 

     O quanto isso poderia ajudar na performance?

     Um teste pequeno, mas capaz de responder a essa pergunta, seria utilizar uma consulta em uma base de dados 9i que tenha um tamanho de bloco de dados de 8K, mas com 16K de CACHE habilitado em uma tablespace específica

conforme Listagem 1.

 

Listagem 1. Consulta simples.

SELECT COUNT(*)

     FROM SCOTT.EMP

     WHERE EMP_ID BETWEEN 1 AND 40000;

 

     A tabela SCOTT.EMP possui 150.000 linhas e um índice na coluna de PATIENT_ID.

Um EXPLAIN PLAN (plano de execução) da query revela que a mesma faz uma varredura de multi-blocos do índice a fim de produzir o resultado desejado (Listagem 2).

 

Listagem 2. Plano de execução da consulta.

Execution Plan

--------  --------------   ----------------------------------

SELECT  STATEMENT   Optimizer=CHOOSE

(Cost=41 Card=1 Bytes=4)

    1             0           SORT (AGGREGATE)

"

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