Artigo Engenharia de Software 4 - Modelagem de Processos de Negócio

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Artigo da Revista Engenharia de Software edição 4.

Esse artigo faz parte da revista Engenharia de Software 4 edição especial. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

Modelagem de Processos de Negócio

Uma abordagem baseada em Business Process Management Notation (BPMN), Business Process Execution Language (BPEL) e XML Process Definition Language (XPDL)

 

De que se trata o artigo:

O artigo é uma revisão bibliográfica a respeito de modelagem de processos de negócios baseada na notação BPMN e linguagens BPEL e XPDL.

Para que serve:

Com o advento da reestruturação das empresas com foco nos processos de negócio, se faz premente a utilização e evolução de métodos e ferramentas que dêem suporte a modelagem dos processos empresariais, sua simulação e execução.

Em que situação o tema é útil:

Para suportar a modelagem dos processos empresariais tem sido amplamente utilizado no mercado a notação BPMN e a tradução para linguagens executáveis como o BPEL e XPDL.

Diante de um mercado competitivo e vulnerável à entrada de produtos internacionais, onde a qualidade desses produtos e o preço final estão sendo impostos por uma demanda de mercado e de uma concorrência acirrada, cada empresa necessita entender claramente cada etapa dos processos administrativos e produtivos, a fim de atender a uma demanda cada vez mais exigente de consumo.

Além do exposto, à medida que aumenta o número de fornecedores e soluções de TI no mercado corporativo, surge a necessidade de interoperabilidade e comunicação entre diferentes softwares envolvidos nos processos empresariais. A partir dessa necessidade, o mercado busca descrever um processo de negócio em um formato padronizado e inteligível tanto por analistas quanto por sistemas.

Nesse contexto, a administração empresarial está frente a novos e grandes desafios. Os empresários necessitam empreender de forma a reduzir o tempo dos processos entre a gestão e o consumidor, aumentar a transparência nos relacionamentos entre organizações e clientes através de tecnologias adequadas, reduzir a burocracia e introduzir na gestão do negócio princípios que agilizem as decisões.

         Para competir nesse novo mercado é fundamental que os executivos obtenham uma visão mais completa da empresa. Entender o funcionamento de suas atividades, da interação de seus profissionais, da relação com outras organizações, da utilização e funcionamento dos recursos físicos e sistemas computacionais através de uma abordagem de toda a empresa. Assim, é possível criar uma imagem congelada e organizada da interação de cada um dos elementos envolvidos nos elos de funcionamento empresarial. Uma forma de se produzir essa imagem é criar modelos de empresa [VERN, 1996]. Segundo VERNADAT [VERN, 1996]:

·         modelo: pode ser definido como uma representação, com maior ou menor grau de formalidade, da abstração de uma realidade expressa em algum tipo específico de formalismo;

·         modelo de empresa:  é um tipo específico de modelo formado por um conjunto de modelos que procuram representar as diferentes visões da empresa. É formado por um conjunto consistente e complementar de modelos que descrevem os aspectos de uma organização e que tem por objetivo auxiliar um ou mais usuários de uma empresa em algum propósito.

 

Nesse modelo de empresa é possível representar alguns elementos que irão contribuir fortemente para o entendimento empresarial, tais como:

·         a  funcionalidade e comportamento da empresa em termos de processos, atividades, operações básicas e  eventos envolvidos;

·         os sistemas computacionais e os recursos físicos necessários para seu funcionamento;

·         os produtos, seus ciclos produtivos até os processos de distribuição;

·         os componentes físicos ou recursos, como máquinas, ferramentas, dispositivos de armazenagem e movimentação, podendo apresentar seus layouts, capacidades para armazenamento ou alocação de pessoas;

·         processo, fluxo e pontos das decisões que têm que ser tomadas;

·         os dados e informações, seus fluxos na forma de ordens, documentos, dados discretos, arquivos de dados ou bases de dados complexas;

·         conhecimento e know-how da empresa, regras específicas de decisão, políticas de gerenciamento interno, regulamentação, entre outros;

·         indivíduos, especialmente suas qualificações, habilidades, regras, papéis e disponibilidades;

·         responsabilidade e distribuição de autoridade sobre cada um dos elementos aqui descritos, ou seja, sobre as pessoas, materiais e funções;

·         os tempos envolvidos em cada processo, uma vez que a empresa é um sistema dinâmico.

 

          VERNADAT [VERN, 1996] cita a lista abaixo como sendo os principais benefícios da implantação de uma gestão por processos:

·         construção de uma cultura, visão e linguagem compartilhadas;

·         formalização do know-how e memória dos conhecimentos e práticas da empresa;

·         suporte a decisões para melhoria e controle das operações da empresa, onde inclui-se a introdução dos recursos da tecnologia de informática como um dos principais habilitadores para esta melhoria.

 

         Para atender a essa demanda de construção de um modelo da empresa, a Object Management Group (OMG) criou em novembro de 2002 o primeiro rascunho de uma notação para modelagem de processo de negócios e o denominaram de Business Process Modeling Notation (BPMN 0.9 Draft).

Para o melhor entendimento das abordagens técnicas que serão expostas, cabe o esclarecimento sobre o que vem a ser modelagem de processos de negócio. Modelagem de Processos de Negócios significa desenvolver diagramas (Diagramas de Processos) que mostram as atividades de uma área de negócios ou da empresa como um todo, e a sua seqüência de execução, permitindo assim o entendimento de seu funcionamento. A partir do funcionamento dos processos empresariais apresentados nos diagramas é possível verificar onde há ineficiência / ineficácia, complexidade, redundâncias e não conformidades nas atividades e remodelar o seu funcionamento a fim de se propor uma otimização no processo atual, fazendo assim um desenho completamente novo.

Para auxiliar as discussões sobre a modelagem de processos e propor uma alternativa para execução do modelo, as empresas Microsoft, IBM, Siebel, BEA e SAP resolveram se unir e desenvolver uma linguagem completa e universal denominada Business Process Execution Language (BPEL).

O BPEL surgiu da união de outros padrões, mais especificamente o Web Services for Business Process Design (XLANG) da Microsoft e o Web Services Flow Language (WSFL) da IBM. Após a conclusão do meta-modelo e da especificação inicial, o padrão passou para o controle da organização internacional OASIS. A Organization for the Advancement of Structured Information Standards (http://www.oasis-open.org) é um consórcio internacional, sem fins lucrativos, que está responsável pelo desenvolvimento e difusão da adoção de padrões abertos para a sociedade global da informação. Fundado em 1993, a OASIS tem 5.000 participantes representando mais de 600 organizações em 100 países.

BPMN - Business Process Modeling Notation

O BPMN é uma notação gráfica simples e poderosa para especificação visual de processos de negócio. A abordagem foi desenvolvida para ser utilizada para a comunicação entre analistas de negócios e analistas de sistemas para o entendimento dos requisitos de negócio a serem implementados em sistemas computacionais. Na prática, o modelo se tornou tão simples que pode ser utilizado por usuários finais na modelagem de suas atividades e, conseqüentemente, a explicação formal do que se deve ser implementado.

         A especificação BPMN foi desenvolvida pela Business Modeling Integration (BMI – www.bpmi.org), integrada à OMG no ano de 2005. A principal missão do grupo é o desenvolvimento de especificações de modelos integrados para dar suporte a processos empresariais. Essas especificações devem promover a integração de processos internos da empresa, bem como processos externos que devem se acoplar às atividades da corporação. Assim, deve objetivar a integração e colaboração de pessoas, sistemas, processos e informações da empresa, incluindo parceiros de negócios e clientes [BPMN, 2006].

         Algumas razões importantes têm feito o BPMN se sobrepor a outros padrões para modelar processos e que, na essência, não tinham de fato esse objetivo, como é o caso dos diagramas de atividades da UML, redes petri, IDEF0 e outros. A primeira razão é a facilidade do uso de uma linguagem visual clara e de fácil entendimento. Outra razão que merece destaque é a disponibilidade de recursos gráficos que podem representar dos mais simples aos mais complexos processos de negócio. Dessa forma, permite um mapeamento dos processos agregando informações técnicas e a conseqüente migração para modelos de execução, como é o caso do BPEL.

Generalizando, a notação BPMN nos permite representar os seguintes conceitos:

·         Processos, sub-processos e atividades;

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