Artigo SQL Magazine 50 - Backup & Recover com RMAN

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Nesse artigo, iremos criar um catálogo, configurar e simular backups e recovers com o RMAN e passar algumas dicas sobre como utilizar o catálogo do RMAN no seu ambiente de banco de dados.

Esse artigo faz parte da revista SQL Magazine edição 50. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

Oracle

Backup & Recover com RMAN

Parte I: Backup usando o modo NOARCHIVELOG

 

Uma das grandes ferramentas que a Oracle introduziu para auxiliar os backups e recovers  em seus produtos de banco de dados é o Recovery Manager, ou simplesmente RMAN.

Este é um produto bastante conhecido entre os DBAs, porém pouco utilizado nos ambientes Oracle das empresas, onde a importância do backup é essencial e sempre necessário nos piores momentos.

Nesse artigo, iremos criar um catálogo, configurar e simular backups e recovers com o RMAN e passar algumas dicas sobre como utilizar o catálogo do RMAN no seu ambiente de banco de dados.

Este artigo será dividido em duas partes, onde na primeira iremos apresentar como realizar as operações de backup, restore e recovery, trabalhando com o banco de dados no modo NOARCHIVELOG, que iremos conhecer ao longo do artigo. Na segunda parte trataremos exclusivamente essas operações utilizando o modo ARCHIVELOG.

Catálogo

O RMAN pode trabalhar de duas maneiras: com ou sem catálogo de recuperação. A função do catálogo é organizar todos os seus backups, de modo que facilite a recuperação do banco de dados. Sua principal tarefa é registrar informações sobre os backups existentes, seja ele em modo ARCHIVELOG e NOARCHIVELOG, sobre os control files (Arquivo de controle), spfile (Arquivo de parametrização – Server parameter file), datafiles (arquivo de dados) e tablespaces do banco de dados. Deste modo, o DBA pode ter relatórios sobre todos os arquivos que foram feitos backups, as datas e horários das cópias para possíveis recuperações, identificar o tipo de backup realizado, seja incremental ou completo, e até mesmo verificar quais os datafiles já estão obsoletos para uma eventual recuperação parcial.

Assim, com a utilização do catálogo podemos ter um ambiente com N bancos de dados Oracle registrados com informações centralizadas, melhorando e agilizando as práticas de recuperação das bases de dados.

Um ponto importante que podemos destacar sobre a utilização de catálogo é a utilização de scripts do RMAN para realizar as cópias e manutenções de modo padronizado, ou seja, no próprio catálogo podemos criar scripts globais que podem ser utilizados em todos os bancos de dados sem a necessidade de alterar qualquer tipo de comando de forma simples e rápida. Além disso, os scripts podem ser utilizados em qualquer plataforma. Assim, um script que realiza um backup completo em um banco de dados sobre a plataforma Windows também poderá ser utilizado para bancos de dados em plataformas Unix ou Linux.

Ambiente para a realização dos testes

Para realizar nossos testes, iremos utilizar duas instâncias Oracle na versão 10G Release 2 em servidores diferentes, ambos Windows (ver Nota 1). Uma instância foi utilizada para armazenar somente o catálogo do RMAN, e a outra, apenas para simular as tarefas do aplicativo.

 

Nota 1. LEMBRETE

O RMAN pode ser implementado em todos os ambientes, seja sobre a plataforma Windows, Linux ou Unix.

 

Para elaborar esse ambiente de teste, basta seguir os passos:

 

1° Passo – Definindo o servidor e preparando o ambiente

No nosso exemplo, estamos definindo que o banco de dados chamado BDBKP no domínio RODRIGOALMEIDA.NET será o responsável pela tarefa de hospedar o catálogo do RMAN e compartilhar as informações com qualquer outro banco de dados do domínio. A Listagem 1 mostra os passos completos para preparar o banco de dados para receber o catálogo.

 

Listagem 1. Passos necessários para preparar o ambiente.

1. C:\> tnsping BDBKP.RODRIGOALMEIDA.NET

 

TNS Ping Utility for 32-bit Windows: Version 10.2.0.1.0 - Production on 2-JUN-2007 12:03:39

Copyright (c) 1997, 2005, Oracle.  All rights reserved.

 

Arquivos de parâmetros usados:

C:\ app\oracle\product\10.2.0\server\network\admin\sqlnet.ora

 

Usado o adaptador TNSNAMES para resolver o apelido

Attempting to contact (DESCRIPTION = (ADDRESS_LIST = (ADDRESS = (PROTOCOL = TCP)(Host = 172.16.192.1)(Port = 1521))) (CONNECT_DATA = (SID =bdbkp)))

 

OK (70 ms)

 

2. C:\ >sqlplus /nolog

 

SQL*Plus: Release 10.2.0.1.0 - Production on Sab Jun 2 12:06:49 2007

 

Copyright (c) 1982, 2005, Oracle.  All rights reserved.

 

3. SQL> conn sys@BDBKP.RODRIGOALMEIDA.NET as sysdba

Informe a senha:

Conectado.

 

4. SQL > create tablespace TBSRMAN

 datafile

 ' D:\APP\ORACLE\ORADATA\RMAN\DBF\RMAN_01.dbf' size 100M

 permanent

 online

 extent management local autoallocate

 segment space management auto;

 

Tablespace criado.

 

5. SQL> create user RMAN

 identified by rman

 default tablespace TBSRMAN

 temporary tablespace TEMP;

 

Usuário criado.

 

6. SQL > grant sysdba to rman;

 

Permissão concedida.

 

Para melhorar o entendimento das tarefas apresentadas na Listagem 1, vamos fazer uma análise linha a linha:

·         Linha 1: Estamos utilizando o aplicativo TNSPING para validar o nome da entrada do arquivo TNSNAMES.ORA e do domínio da empresa. O nome é o alias (apelido) que colocamos no arquivo TNSNAMES.ORA para identificar um banco de dados, consequentemente, qualquer nome pode ser utilizado. No exemplo, sabemos que a entrada BDBKP.RODRIGOALMEIDA.NET será direcionada para o banco de dados BDBKP no domínio RODRIGOALMEIDA.NET.

·         Linha 2: Estamos utilizando o aplicativo SQL*PLUS no modo /nolog, ou seja, vamos acessar o SQL*PLUS, porém, sem conectar em nenhum banco de dados.

·         Linha 3: Nesse momento estamos acessando o banco de dados BDBKP com o usuário SYS e usando a permissão "

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