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O IDE Eclipse - Revista easy Java Magazine 19 - Parte1
Este artigo inicia a exploração dos recursos oferecidos pelo IDE Eclipse. Nesta primeira parte da série destacam-se a utilização do editor Java e a refatoração, os quais aumentam a produtividade do desenvolvedor
Easy Java Magazine 19
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No final dos anos 90 a IBM iniciou o projeto de um ambiente que pudesse integrar ferramentas de desenvolvimento da própria IBM, de seus clientes e de terceiros. Este ambiente, que deveria prover compatibilidade entre as diversas ferramentas, tornou-se o embrião do que hoje é o Eclipse.
Esta ferramenta de desenvolvimento, chamada de Ambiente Integrado de Desenvolvimento (IDE), começou a ser criada em novembro de 1998. E, simultaneamente a isso, a IBM iniciou a preparação de equipes para criar novos produtos construídos sobre esta plataforma.
Diante da dificuldade inicial em encontrar parceiros comerciais que investissem no novo projeto, a IBM decidiu adotar o modelo open source. Assim, juntamente com outras oito organizações, a IBM criou o consórcio Eclipse. Para participar desse consórcio o único compromisso era usar a plataforma internamente e desenvolver produtos baseados nela.
A partir daí, o consórcio decidiu assumir as relações comerciais e o marketing, e deixou o código sob o controle da comunidade open source. A partir da abertura do código fonte, grande parte das contribuições ao desenvolvimento do Eclipse veio dos parceiros comerciais da IBM, que continuava sendo o maior colaborador, tanto em conteúdo quanto de recursos financeiros e de pessoal.
Em 2004, com o objetivo de desvincular o projeto da IBM, foi criada a Eclipse Foundation. Esta fundação é independente, não tem fins lucrativos, possui sua própria equipe e é mantida através de doações das próprias organizações que dela fazem parte como membros.
Após essa mudança, foi lançado o Eclipse 3.0 e em seguida o Eclipse 3.1, que atingiram um nível de aceitação muito maior que as versões anteriores. Atualmente o IDE está na versão 3.7, também denominado Eclipse Indigo.
O Eclipse é um IDE conhecido mais comumente para desenvolvimento em Java, no entanto, por meio de plug-ins, ele pode ser usado para desenvolver aplicações em várias linguagens, como C/C++, Python, PHP e inclusive para a plataforma Android.
Nesta primeira parte da série faremos inicialmente uma breve apresentação do ambiente e em seguida destacaremos com mais detalhes o uso do editor e seus recursos, finalizando com uma abordagem introdutória às atividades de refatoração oferecidas pelo Eclipse.
Como obter e instalar
Para usar o Eclipse para programação Java é necessário instalar antes o Java Development Kit (JDK), cujo download pode ser feito na página oracle.com/technetwork/java/javase/overview/index.html.
A versão mais recente – e mesmo versões anteriores – do Eclipse pode ser baixada no site eclipse.org. Na página de downloads você pode selecionar o pacote desejado para um dos três sistemas operacionais: Windows, Linux ou Mac OS X. Nesta série de artigos iremos trabalhar com a versão 3.7.0, também conhecida como Indigo.
O pacote do Eclipse não é um instalador, e sim um arquivo compactado – tanto em Windows quanto no Linux – que ao ser descompactado cria um diretório denominado eclipse, onde todos os arquivos da ferramenta são copiados. Após finalizar a extração dos arquivos, para executar o IDE, simplesmente chame o arquivo executável eclipse.exe (Windows) ou eclipse.sh (Linux), que está localizado no diretório principal da ferramenta – /eclipse.
Ao iniciar o Eclipse pela primeira vez, será solicitado que você defina o workspace, conforme vemos na Figura 1.
Workspace
Workspace é o lugar – ou seja, é um diretório em disco – onde os projetos Java são armazenados por padrão. Na definição deste diretório, o IDE cria alguns arquivos dentro dele para gerenciar os projetos. Veremos mais adiante, no entanto, que um projeto pode ou não ser criado dentro do workspace.
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Esta ferramenta de desenvolvimento, chamada de Ambiente Integrado de Desenvolvimento (IDE), começou a ser criada em novembro de 1998. E, simultaneamente a isso, a IBM iniciou a preparação de equipes para criar novos produtos construídos sobre esta plataforma.
Diante da dificuldade inicial em encontrar parceiros comerciais que investissem no novo projeto, a IBM decidiu adotar o modelo open source. Assim, juntamente com outras oito organizações, a IBM criou o consórcio Eclipse. Para participar desse consórcio o único compromisso era usar a plataforma internamente e desenvolver produtos baseados nela.
A partir daí, o consórcio decidiu assumir as relações comerciais e o marketing, e deixou o código sob o controle da comunidade open source. A partir da abertura do código fonte, grande parte das contribuições ao desenvolvimento do Eclipse veio dos parceiros comerciais da IBM, que continuava sendo o maior colaborador, tanto em conteúdo quanto de recursos financeiros e de pessoal.
Em 2004, com o objetivo de desvincular o projeto da IBM, foi criada a Eclipse Foundation. Esta fundação é independente, não tem fins lucrativos, possui sua própria equipe e é mantida através de doações das próprias organizações que dela fazem parte como membros.
Após essa mudança, foi lançado o Eclipse 3.0 e em seguida o Eclipse 3.1, que atingiram um nível de aceitação muito maior que as versões anteriores. Atualmente o IDE está na versão 3.7, também denominado Eclipse Indigo.
O Eclipse é um IDE conhecido mais comumente para desenvolvimento em Java, no entanto, por meio de plug-ins, ele pode ser usado para desenvolver aplicações em várias linguagens, como C/C++, Python, PHP e inclusive para a plataforma Android.
Nesta primeira parte da série faremos inicialmente uma breve apresentação do ambiente e em seguida destacaremos com mais detalhes o uso do editor e seus recursos, finalizando com uma abordagem introdutória às atividades de refatoração oferecidas pelo Eclipse.
Como obter e instalar
Para usar o Eclipse para programação Java é necessário instalar antes o Java Development Kit (JDK), cujo download pode ser feito na página oracle.com/technetwork/java/javase/overview/index.html.
A versão mais recente – e mesmo versões anteriores – do Eclipse pode ser baixada no site eclipse.org. Na página de downloads você pode selecionar o pacote desejado para um dos três sistemas operacionais: Windows, Linux ou Mac OS X. Nesta série de artigos iremos trabalhar com a versão 3.7.0, também conhecida como Indigo.
O pacote do Eclipse não é um instalador, e sim um arquivo compactado – tanto em Windows quanto no Linux – que ao ser descompactado cria um diretório denominado eclipse, onde todos os arquivos da ferramenta são copiados. Após finalizar a extração dos arquivos, para executar o IDE, simplesmente chame o arquivo executável eclipse.exe (Windows) ou eclipse.sh (Linux), que está localizado no diretório principal da ferramenta – /eclipse.
Ao iniciar o Eclipse pela primeira vez, será solicitado que você defina o workspace, conforme vemos na Figura 1.
Workspace
Workspace é o lugar – ou seja, é um diretório em disco – onde os projetos Java são armazenados por padrão. Na definição deste diretório, o IDE cria alguns arquivos dentro dele para gerenciar os projetos. Veremos mais adiante, no entanto, que um projeto pode ou não ser criado dentro do workspace.
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Carlos Araújo
É professor do curso de Sistemas de Informação no Centro Universitário Luterano de Santarém – Pará. Leciona Estruturas de Dados e Linguagem de Programação Orientada a Objetos usando Java, desenvolve sistemas há 20 anos e é certificado SCJP. Mantém o blog http://professorcarlos.blogspot.com.
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1 COMENTÁRIO
Apolonio Santiago Junior
Excelente conteúdo sobre eclipse eu que comecei utilizando o netbeans vou dar uma chance para o eclipse, pois gostei e vou desenvolver alguns projetos nele.
[há +1 mês] -
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